segunda-feira, 24 de agosto de 2015

-MARX ESTAVA CERTO... SOBRE O CAPITALISMO

Marx estava certo... sobre o capitalismo

Atualizado em  18 de setembro, 2011 - 11:25 (Brasília) 14:25 GMT

Foto: Getty
Marx pode ter errado sobre o comunismo, mas estava certo sobre o capitalismo, diz Gray
Como efeito colateral da crise financeira, mais e mais pessoas estão começando a pensar que Karl Marx estava certo. O grande filósofo, economista e revolucionário alemão do século 19 acreditava que o capitalismo era radicalmente instável.
Ele tem uma tendência intrínseca de produzir avanços e fracassos cada vez maiores, e no longo prazo, ele estava destinado a se autodestruir.
Marx saudava a autodestruição do capitalismo. Ele era confiante que uma revolução popular ocorreria e daria origem um sistema comunista que seria mais produtivo e muito mais humano.
Marx estava errado sobre o comunismo. Aquilo sobre o que ele estava profeticamente certo era a suacompreensão da revolução do capitalismo. Não era somente a instabilidade endêmica do capitalismo que ele compreendia, embora neste sentido ele fosse muito mais perspicaz do que a maioria dos economistas da sua época e da nossa.
Mais profundamente, Marx compreendeu como o capitalismo destrói a sua própria base social - o meio de vida da classe média. A terminologia marxista de burguês e proletário tem um tom arcaico.
Mas quando ele argumentava que o capitalismo iria arrastar as classes médias a algo parecido com a existência precária dos sobrecarregados trabalhadores de sua época, Marx previu uma mudança na maneira como vivemos à qual só agora estamos lutando para nos adaptarmos.
Karl Marx
Marx escreveu o Manifesto Comunista com Friedrich Engels
Ele via o capitalismo como o sistema econômico mais revolucionário da história, e não pode haver dúvida de que ele se diferencia daqueles que vieram antes dele.
Os caçadores e coletores persistiram nesta forma de vida por milhares de anos, enquanto as culturas escravagistas permaneceram assim por quase o mesmo tempo, e as sociedades feudais sobreviveram por muitos séculos. Em contraste, o capitalismo transforma tudo que ele toca.
Não são só as marcas que estão mudando constantemente. As empresas e as indústrias são criadas e destruídas em um fluxo incessante de inovação, enquanto as relações humanas são dissolvidas e reinventadas em novas formas.
O capitalismo foi descrito como um processo de destruição criativa, e ninguém pode negar que ele foi prodigiosamente produtivo. Praticamente qualquer um que esteja vivo na Grã-Bretanha hoje tem uma renda real maior do que eles teriam se o capitalismo nunca tivesse existido.
Retorno negativo
O problema é que entre as coisas que foram destruídas no processo está o estilo de vida do qual o capitalismo dependia no passado.
Defensores do capitalismo argumentam que ele oferece a todos os benefícios que, na época de Marx, eram desfrutados somente pela burguesia, a classe média estabelecida que possuía capital e tinha um razoável nível de segurança e liberdade em suas vidas.
No capitalismo do século 19, a maioria das pessoas não tinha nada. Elas viviam de vender o seutrabalho, e quando os mercados entravam em queda, eles enfrentavam tempos difíceis. Mas à medida que o capitalismo evolui, seus defensores dizem, um número crescente de pessoas pode se beneficiar dele.
Foto: AFP
Os mercados apresentam muita volatilidade
Carreiras bem-sucedidas não serão mais a prerrogativa de uns poucos. As pessoas não terão dificuldades todo mês para subsistir com base em um salário inseguro. Protegidos pelas economias, pela casa que possume e uma pensão decente, eles serão capazes de planejar suas vidas sem medo.
Com o crescimento da democracia e a distribuição da riqueza, ninguém precisará ser privado da vida burguesa. Todo mundo poderá ser da classe média.
Na verdade, na Grã-Bretanha, nos EUA e em muitos outros países desenvolvidos nos últimos 20 ou 30 anos, o contrário vem ocorrendo. A segurança do emprego não existe, as atividades e as profissões do passado em grande parte acabaram e as carreiras que duram uma vida inteira são meramente lembranças.
Se as pessoas têm qualquer riqueza, isto está nas suas casas, mas os preços dos imóveis nem sempre crescem. Quando o crédito fica restrito como agora, eles podem ficar estagnados por anos. Uma minoria cada vez menor pode contar com uma pensão com a qual pode viver confortavelmente, e não são muitos os que tem economias significativas.
Mais e mais pessoas vivem um dia de cada vez, com pouca noção do que o futuro pode reservar. AS pessoas da classe média costumavam imaginar as suas vidas desdobradas em uma progressão ordenada. Mas não é mais possível olhar para uma vida como uma sucessão de estágios em que cada um é um passo dado a partir do último.
No processo da destruição criativa, a escada foi afastada, e para um número cada vez maior de pessoas, uma existência de classe média não é mais sequer uma aspiração.
Assumindo riscos
Enquanto o capitalismo avançava, ele devolveu as pessoas a uma nova versão da existência precária do proletariado de Marx. As nossas rendas são muito maiores, e em algum grau nós estamos protegidos contra os choques por aquilo que resta do Estado de bem-estar social do pós-guerra.
Mas nós temos muito pouco controle efetivo sobre o curso das nossas vidas, e a incerteza na qual vivemos está sendo piorada pelas políticas voltadas para lidar com a crise financeira.
As taxas de juros a zero em meio a preços crescentes querem dizer que as pessoas estão tendo um retorno negativo de seu dinheiro, e ao longo do tempo o seu capital está se erodindo.
"Hoje, não existe o porto seguro. As rotações do mercado são tais que ninguém pode saber o que terá valor dentro de alguns anos."
John Gray, filósofo político
A situação de muitas das pessoas mais jovens é ainda pior. Para adquirir os talentos de que precisa, a pessoa tem de se endividar. Já que em algum ponto será necessário se reciclar, é preciso tentar economizar, mas se a pessoa está endividada desde o começo, esta é a última coisa que ela poderá fazer.
Não importa a sua idade, a perspectiva que a maioria das pessoas enfrenta é de uma vida de insegurança.
Ao mesmo tempo em que privou as pessoas da segurança da vida burguesa, o capitalismo criou o tipo de pessoa que vive a obsoleta vida burguesa. Nos anos 80, havia muita conversa sobre valores vitorianos, e propagandistas do livre mercado costumavam argumentar que ele traria de volta para nós os íntegros valores de outrora.
Para muitos, as mulheres e os pobres, por exemplo, estes valores vitorianos podem ser bastante ilógicos em seus efeitos. Mas o fato mais importante é que o livre mercado funciona para corroer as virtudes que mantêm a vida burguesa.
Quando as economias estão se perdendo, ser econômico pode ser o caminho para a ruína. É a pessoa que toma pesados empréstimos e não tem medo de declarar a insolvência que sobrevive e consegue prosperar.
Quando o mercado de trabalho está altamente volátil, não são aqueles que se mantém obedientemente fiéis a sua tarefa que são bem-sucedidos, e sim as pessoas que estão sempre prontas para tentar algo novo e que parece mais promissor.
Em uma sociedade que está sendo continuamente transformada pelas forças do mercado, os valores tradicionais são disfuncionais, e qualquer um que tentar viver com base neles está arriscado a acabar no ferro-velho.
Vasta riqueza
Olhando para um futuro no qual o mercado permeia cada canto da vida, Marx escreveu no 'Manifesto Comunista': "Tudo que é sólido se desmancha no ar". Para alguém que vivia na Grã-Bretanha no início do período vitoriano - o Manifesto foi publicado em 1848 -, isto era uma observação incrivelmente perspicaz.
Naquela época, nada parecia mais sólido que a sociedade às margens daquela em que Marx vivia. Um século e meio depois, nos encontramos no mundo que ele previu, onde a vida de todo mundo é experimental e provisória, e a ruína súbita pode ocorrer a qualquer momento.
Foto: AFP
Medidas de austeridade para reduzir dívida grega acabaram em revoltas
Uns poucos acumularam uma vasta riqueza, mas mesmo isso tem uma característica evanescente, quase espectral. Na época vitoriana, os muito ricos podiam relaxar, desde que eles fossem conservadores com a maneira como eles investiam seu dinheiro. Quando os heróis dos romances de Dickens finalmente recebem sua herança, eles nunca mais fazem nada na vida.
Hoje, não existe o porto seguro. As rotações do mercado são tais que ninguém pode saber o que terá valor dentro de alguns anos.
Este estado de inquietação perpétua é a revolução permanente do capitalismo, e eu acho que ele vai ficar conosco em qualquer futuro que seja realisticamente imaginável. Nós estamos apenas no meio do caminho de uma crise financeira que ainda deixará muitas coisas de cabeça para baixo.
As moedas e os governos provavelmente ficarão de ponta-cabeça, junto de partes do sistema financeiro que nós acreditávamos estar a salvo. Os riscos que ameaçavam congelar a economia mundial apenas três anos atrás não foram enfrentados. Eles foram simplesmente deslocados para os Estados.
Não importa o que políticos nos digam sobre a necessidade de controlar o déficit. Dívidas do tamanho das que foram contraídas não podem ser pagas. Elas quase que certamente serão infladas - um processo que está destinado a ser doloroso e empobrecedor para muitos.
O resultado só pode ser mais revoltas, em uma escala ainda maior. Mas isto não será o fim do mundo, ou mesmo do capitalismo. Aconteça o que acontecer, nós ainda teremos que aprender a viver com a energia mercurial que o mercado emitiu.
O capitalismo levou a uma revolução, mas não a que Marx esperava. O feroz pensador alemão odiava a vida burguesa e queria que o comunismo a destruísse. E assim como ele previu, o mundo burguês foi destruído.
Mas não foi o comunismo que conseguiu esta proeza. Foi o capitalismo que eliminou a burguesia.

-DIVISÃO SOCIAL DO TRABALHO

Por Jeorge Cardozo

A divisão social do trabalho é o modo como se distribui o trabalho nas diferentes sociedades ou estruturas socioeconômicas e que surge quando grupos de produtores realizam atividades específicas em consequência do avanço dum certo grau de desenvolvimento das forças produtivas e de organização interna das comunidades. Com a determinação de funções para 
as formas variadas e múltiplas do trabalho constituem-se grupos sociais que se diferenciam de acordo com a sua implantação no processo de produção. Tais grupos correspondem ao estatuto que adquirem dentro da sociedade e ao trabalho que executam.
Numa fase inicial, a divisão do trabalho limitava-se a uma distribuição de tarefas entre homens e mulheres ou entre adultos, anciãos ou crianças, em virtude da força física, das necessidades ou do acaso, sem que tal conduzisse ao aparecimento de grupos especializados de pessoas com os seus próprios interesses ou características, não originando, portanto diferenças de natureza social.
O desenvolvimento da agricultura originou profundas divisões sociais no trabalho. Os arroteamentos florestais, os grandes saneamentos de zonas pantanosas, a introdução de pesados instrumentos agrícolas, a lavra da terra com a ajuda de animais de tração, tornaram-se trabalhos demasiado pesados que acentuassem uma separação de atividades entre homens e mulheres, com a concomitante passagem do matriarcado ao patriarcado.
Esta mudança abriu uma brecha na organização gentílica e refletiu na posse dos bens materiais. A família adquiriu a característica de uma unidade de produção e de transmissão hereditária de bens, entretanto acumulados. A divisão social do trabalho entre os sexos tornou-se muito nítida. Os trabalhos domésticos foram-se transformando em ofícios especializados e as mulheres, sobretudo a partir da introdução do arado, terão deixado o trabalho agrícola mais pesado e dedicado mais à horticultura, á recolha de frutos e plantas comestíveis, criação de animas doméstico, à fiação, tecelagem e olaria, atividades concretizadas em áreas muito próximas dos próprios locais de residência. As mulheres ficaram assim excluídas duma participação ativa na vida social e política, situação que ocorreu em todas as civilizações. Não gozavam de qualquer dos privilégios políticos conferidos pela cidadania, não participando em assembléia  na magistratura ou em qualquer posição social comparável. É claro que havia diferenças entre as mulheres escravas, as mulheres de homens livres ou as de membros de nível elevado da sociedade. Mas, mesmo nestes casos, em que as mulheres nada produziam e gozavam de condições materiais excelentes na sua vida quotidiana, a sua existência desenrolava-se meramente num contexto dum sistema de vida patriarcal.
As tribos que povoavam territórios dotados de ricas pastagens tendem a abandonar a agricultura e a dedicar-se à criação intensiva de animais, originando a formação de comunidades nômades. À medida que se desenvolve a atividade agrária, destacam-se as tribos com atividades exclusivamente pastoris. Esta separação contribuiu para elevar sensivelmente a produtividade do trabalho e criou as premissas materiais para o aparecimento da propriedade privada.
A ocupação de todo o tempo de alguns indivíduos na atividade agrícola impede que se dediquem simultaneamente a produzir os instrumentos e os artefatos que lhes são necessários. O uso de novos instrumentos de trabalho mais aperfeiçoados e complexos determina uma especialização que contribuiu para o aparecimento dos artesãos, indivíduos dedicados exclusivamente ao seu fabrico e manutenção. Surgem assim artífices independentes que ocupam a totalidade do seu tempo na criação desses meios de produção, que depois terão de trocar por gêneros alimentícios. O desenvolvimento destas atividades especializadas culmina na separação entre o artesanato e a agricultura, que conduziu à intensificação das trocas diretas internas e, posteriormente, das trocas indiretas através do mercado e, por fim, ao aparecimento da atividade mercantil. Esta especialização do trabalho tende a alargar-se à pesca. O papel dos agricultores-pescadores tende a diminuir para aumentar o de profissionais voltados exclusivamente para esta faina, quer na água doce, quer no mar.
À medida que aparecem profissões diversificadas, acontece que os indivíduos mais concentrados num determinado tipo de atividade têm de recorrer à troca daquilo que produzem pelos objetos que eles próprios não produzem, mas de que precisam a fim de satisfazer as suas necessidades profissionais, além das individuais ou familiares. A intensificação do intercâmbio entre estes grupos de produtores especializados, a formação de excedentes e a entrega de tributos em dinheiro às classes com um estatuto dominante, ampliou a necessidade de produzir artigos destinados à troca, dando lugar à produção com um propósito mercantil e à formação duma classe de mercadores.
A divisão do trabalho desencadeada pelo incremento da atividade comercial, ligada à ampliação das aditividades transformadoras e da navegação, deslocou o centro dos interesses econômicos do interior para o litoral. Ao lado da divisão entre agricultores, artesãos e mercadores, passou a existir outra, entre trabalhadores rurais e citadinos, que corresponde, total ou parcialmente, à oposição entre o campo e a cidade. Na estrutura urbana observa-se uma distinção entre sectores comerciais, administrativos, culturais, transportadores, artesanais e até agrícolas, fenômeno com menor relevância nos meios rurais.
A divisão social do trabalho manifesta-se também entre trabalho mental e material. O processo geral alcançado a nível bastante elevado de separação entre o trabalho intelectual e o trabalho físico, levou ao surgimento duma elite que escapava ao quadro dos interesses dos diferentes estados.
As distintas fases de desenvolvimento da divisão social do trabalho contribuíram para elevar sensivelmente a produtividade do trabalho e criar as premissas materiais para o aparecimento da propriedade do solo, da apropriação dos meios e dos produtos do trabalho. Contribuiu igualmente para tornar mais consistente a existência de sociedades baseadas na divisão entre classes dominantes e classes subordinadas.
Sob o capitalismo, a produção especializa-se e tem como objetivo exclusivo a obtenção de lucro. A divisão social do trabalho desenvolve-se espontaneamente, com o avanço desigual dos diferentes ramos de produção, acompanhado duma luta constante competitiva e duma desordem e dissipação do trabalho social. Os limites das economias nacionais são ultrapassados pelo desenvolvimento do comércio internacional, circunstância que dá lugar a uma divisão internacional de trabalho.

-SOBRE A LIBERAÇÃO DAS DROGAS

por Jeorge Cardozo  

Não sou usuário de nenhum tipo de drogas ilícitas exceto os monóxidos de carbonos dos carros e das fabricas. No entanto, não entendo porque as drogas no Brasil, não são liberadas pra serem vendidas em locais públicos como drogarias, supermercados, butiquins e etc. Já esta claro que da forma como e combatida, não tem tido o efeito desejado, se e que queiram mesmo acabar.
 Digo isso, porque já esta claro também, que as drogas ano só alimenta os traficantes, como também, o seu interno como policiais corruptos, juízes corruptos, políticos corruptos e parte conservadora das igrejas que, na busca de fieis, usam o argumento de que as drogas aso coisas do diabo e, que, portanto, tem que ta inserido em uma delas, pra se livrar do flagelo. No entanto, com a liberação o governo vai arrecadar muito imposto que poderá ser utilizado na recuperação dos exagerados, vai diminuir o trafego de armas e, consequentemente, a violência. Mas, porque não se discute isso, por pura hipocrisia de parte dos entes citados acima, e, também, por parte de todos aqueles que são beneficiados com essa pouca vergonha. Se tao usando mesmo cada dia mais com ela proibida sem pagar impostos, portanto, gastamos uma fortuna com o combate ao trafego e outras fortunas com a recuperação dos viciados, sem que ninguém pague por isso, ou seja, nos bestas mortais que pagamos nossos impostos para serem revestidos em educação, saúde, infraestrutura, moradia, água e etc., ficamos na falta por causa dessa pouca vergonha. Portanto, vamos deixar as hipocrisias de lado, e vamos ter a coragem de discutir isso no seio da sociedade. Liberação já.

-AS MASSAS, O PODER E A POLÍTICA

Por Jeorge Luiz Cardozo

Mas como se põe o povo em relação à política e o político nos dias de hoje? Há crenças no político e na política atualmente? Essas perguntas representam uma posição embaraçosa. Por força da tradição, a política e o político ‘e palidamente respeitada, mas, no fundo, objeto de desprezo pela maioria da população brasileira. A opinião corrente ‘e de que a política e o político nada fazem e carece de qualquer utilidade prática. ‘E escachada em público, mas, existirão realmente fundamentos nessas analises? A incapacidade técnica e moral de grande parte dos políticos merecem tal descrença.       
A descrença se traduz no fato de que a cultura política delineada em nossa sociedade ‘e de que, os políticos, na sua maioria, na fazem nada, só compram votos, e, depois, eleitos, só fazem roubarem. Destarte, a população mais carente (que são a maioria), não a compreende; diz que está além do seu alcance; não tenho vocação para ela; e, portanto, não me diz respeito. Ora, isso equivale dizer: ‘e inútil o interesse pelas questões fundamentais da política; cabe as massas absterem-se de pensar no plano geral para mergulhar, através de trabalho consciencioso, num capitulo qualquer de atividade prática ou intelectual o que seja a política e o papel do político; quanto às minorias, abastadas, essas dominadoras do capital e, portanto, detentoras dos meios ideológicos de dominação fomentam essa idéia de que política ‘e coisa de poucos, especialmente, de quem tem capital.
A polêmica torna-se encarniçada, por um instinto vital, ignorado de si mesmo, odeia a política e o político, mas, no entanto, na hora H, fazem campanhas ferrenhas pra seus candidatos, geralmente, em troca de pagamento, ou, deslumbrando uma possibilidade de emprego.
Essa idéia ‘e perigosa. Se o povo a compreendessem tal teoria, adquiriam outro estado de espírito, veriam a política e o político, como sujeitos que são pagos para cuidar da coisa pública, e, não negociadores de votos e de cargos.  
‘E dessa má crença, que surgem os detratores que desejam afirmar que todo político não presta e são ladrões. Portanto, ‘e preciso substituir essa velha fórmula de se fazer política, por algo novo e totalmente diverso. Ela, a política e o político são desprezados como produto final e mendaz de uma cultura falida. A insensatez das preposições do povo e, até mesmo, dos políticos, ‘e ironizada. E a política vê-se denunciada como instrumento servil de poderes e ostentações para poucos.
Muitos políticos vêem facilitando seu nefasto trabalho pela ausência de uma cultura ética e moral inclusiva. Massas são manipuladas quando não pensam, mas tão-somente usam de uma inteligência de rebanho. ‘E preciso impedir que as massas se tornem sensatos. Mais vale, portanto, que a política e o político sejam vistos como algo entediante, longe do alcance das maiorias, para que, essas minorias abastadas, se apossem do poder, criando essa idéia de distancia entre os “cidadãos” e o poder político e econômico vigente.
Assim, a política e o povo se verem rodeado de inimigos, a maioria dos quais não tem consciência dessa condição. A autocomplacência burguesa, os convencionalismos, os hábitos de vender e comprar votos dá a política e o político o “status” de autodistante das massas.
Embora pareça crer que todos os políticos são corruptos, essa ‘e uma premissa falsa. Temos como poucos exemplos de nomes na política que, historicamente são honestos e, aqui tomamos a audácia de citar alguns nomes: Eduardo Suplicy, Pedro Simon, Waldir Pires, Ivan Valente, Heloisa Helena, entre outros menos conhecidos que, até que se prove ao contrario, são honestos.


O que precisamos então, ‘e de educar melhor o povo, partindo pelos próprios educadores que, no nosso dia a dia, são os primeiros a se utilizarem da má fé no processo eleitoral, apóiam candidatos em troca de angariar futuros cargos e, até mesmo, buscar promoções. Eis ai, uma das causas da grande descrença das massas na política e no político, a péssima qualidade da educação.

-JOEL NEIVA PREPARA O TERRENO

Por Jeorge Cardozo*

   Os fatos ocorridos no desenrolar do jogo político têm que ser bem observado pelos estudiosos do assunto, pois, são de uma mutabilidade estrondosa, ao contrario das interpretações que alguns leigos fazem, hoje em permanente discussão.
   A possibilidade de novos atores, ou melhor, atrizes, aparecerem como alternativa na política Almeidense em 2016 se reflete nas movimentações feitas por Joel Neiva, ao lançar pela primeira vez a sua mulher para um cargo político, diga-se Secretaria de Ação Social, nada mais, nada é, do que a velha raposa preparando um (a) sucessor (a) com sangue Neiva na veia, se não é sangue Neiva, é de autoconfiança da velha raposa.
   Sabedor da sua atual situação política, ou seja, com dificuldades junto as suas contas desaprovadas e com um alto índice de rejeição, a velha raposa sabe que bem ou mal, ainda tem um bom controle de parte do eleitorado Almeidense, para influenciar diretamente no processo político local, como tem feito na gestão Armando.
   Destarte, a visão da velha raposa, diga de passagem, é fenomenal, ou seja, na eminência de não poder ser ele o candidato e de não confiar diretamente nos nomes do seu grupo (resquício de Lucinha Coni), a velha raposa, sorrateiramente, sem que os adversários percebam, não assumiu cargo na gestão Armando, mas, emplacou a mulher estrategicamente, preparando o caminho para 2016. Mas, para um especialista em política como eu, percebo nas entrelinhas as nuances e as possibilidades imposta no jogo político.
   Até que seria interessante um embate entre duas mulheres na sucessão Almeidense de 2016. Digo isso, pois, Glaucia, ex. primeira dama, tem uma boa popularidade e de uma simpatia maior do que o seu alcaide Ito. Portanto, trata-se de um cenário para ser avaliado por Ito, já que Joel Neiva, sorrateiramente, deu a sua cartada, só não enxergar quem não quer, mas, não passa por meu olhar de filósofo. O grande problema é o turrão do Ito, mesmo vendo esse cenário interessante que seria o nome de Glaucia, com sua teimosia, não irá avaliar na sua profundidade, esse grande lance político.
   É vero que a última mulher a governar o Almeida, Lucinha Coni, diga-se de passagem, ao entregar a prefeitura ao desastrado do filho Dolfo Coni, ganhou um tiro na culatra, perdendo o que tinha realizado.
   Enfim, é isso... Acorda Ito, que a velha raposa já está de “piscinei”, enquanto você dorme. Cadê o diálogo com as lideranças e com as bases? Fica cercado de pitibul, Pitibull é bom pra dar proteção, mais na hora de pensar as estratégias, precisa-se de massas cinzentas pensantes: “Quem sabe faz à hora e não espera acontecer”.

-COMPRA DE VOTOS E CORRUPÇÃO

Por Jeorge Cardozo*
   
 Imaginem que um poder político ou um mandato eletivo seja constituído a partir da compra de votos; imaginem se tivesse uma lei que fosse necessariamente cumprida que declarasse que, quem o fizesse, tivesse a mão cortada ou fosse enforcado. “As noções de ‘justiça’, ‘direito’, ‘liberdade’ são apresentadas se tivessem um significado independente de qualquer interesse de classe especifico” (Harvey, 2005: 81). Nesse caso, comprar, praticar corrupção pública, corromper eleitores, lapidar os bens públicos, ou desviar a função do Estado para fins ilícitos seria algo impensável, pois a responsabilidade moral e jurídica do veredicto seria de responsabilidade de todos. Na sociedade atual, em que a corrupção é sinônima de modernismo e as sentenças condenatórias, (são feitas pela mesma elite) bem como as suas leis, superiores: que deveria ser enforcada em praças públicas e a própria sociedade responsável pela sentença – que alivio!
   A coisa é bastante complicada na contemporaneidade, em que os cidadãos comuns (como eu e você), são a cara do processo de alienação. Baseada em uma idéia capitalista burguesa de consenso, como bem exemplifica Harvey, citando Marx e Engels a classe dirigente “domina também como pensadora, como produtora de idéias, e regula a produção e distribuição de idéias de sua época: assim suas idéias são idéias dominantes da época” (Harvey, 2005: 81). Delineada por uma falsa democracia preconizada também, na autoridade jurídica e moral que, todos são iguais perante as leis, só na formalidade, como bem diz Harvey “a classe dirigente tem de exercer seu poder em seu próprio interesse de classe, enquanto afirma que suas ações são para o bem de todos” (Harvey, 2005: 80). Hoje, principalmente no mundo ocidental, ser corrupto é sinônimo de “cidadão esperto” e se alguém pensar diferentemente desse consenso é ridicularizado e tido como “bobo” ou ultrapassado, o braço que corrompe, rouba é, em última instância, o dos “cidadãos que fazem e executam as próprias leis e comanda as instituições executiva, legislativa e judiciária, essa última, em menor escala – o cidadão comum onde fica? Mesmo que o cidadão comum seja indiscutivelmente culpado, pela legitimação dessa moral, pairam mil dúvidas sobre o seu grau de conhecimento de causa, efeito e conseqüência que, obviamente, não existe.
   Matar um condenado de roubar bem público seria uma festa, pois é bom celebrar o trunfo de uma moral tecida de complexidade. As conseqüências trazidas ao país pelos atos de corrupção, mau uso da máquina administrativa tanto no Estado brasileiro, “o Estado capitalista não pode ser outra coisa que instrumento de dominação de classe, pois se organiza para sustentar a relação básica entre capital e trabalho” (Harvey, 2005, 84), como nas federações e nos municípios (esses últimos, em maior escala), pois as câmaras municipais não funcionam já que são compostas, na sua maioria por analfabetos políticos que não conhecem as leis orgânicas dos municípios, nem mesmo os regimentos internos das câmaras municipais: há uma espécie de vergonha nacional. Essa discrição da corrupção é apresentada como progresso: os corruptos executam suas ações com orgulho. Mas a dita corrupção é, de fato, um corolário da impunidade ética de nossa cultura.
   Reprimimos que nossos políticos, na sua maioria, não fazem nada! Como fazer alguma coisa se gasta milhões pra se elegerem? Quem vai pagar toda essa farra feita durante o processo eleitoral? Claro, a corrupção ativa ou passiva dos cofres públicos ou o caixa dois das campanhas. Fica então respondido por que grandes partes dos políticos não trabalham para os súditos que o elegeu! Logo, vemos a frustração nas caras de cada individuo quando vão ao médico e não encontram a devida atenção, quando reclamam da educação que não funciona, da segurança pública, da falta de desporto, enfim, nada funciona – ta aí a indústria da seca, da miséria, da moradia ufa... Prisão não resolve! É preciso cortar a cabeça. Mas aí a coisa muda quando a pena é radical, (querem prender menores de 16 anos), como se fosse acabar com a violência crescente, (e o exemplo, onde fica?), pois assim, põem-se a culpa na “molecada” do gueto para nos dar a ilusão de liquidar com a violência (aumento da violência está implícito no paradigma político e econômico vigente), o que há de pior em nós. Nesse caso, a prisão do maior de 16 anos, servirá para limpar nossas almas. Em geral, o legislativo e a justiça burguesa é isto: uma pressa em suprimir desejos inconfessáveis de quem faz leis e justiça. Como especialista em política, apenas gostaria que a morte dos corruptos dos cofres públicos, em toda a sua esfera nos servisse para exorcizar nossos piores traumas – isso, sobretudo, porque aumentaria o meu próprio ego moral. Contudo é possível que o flagelo não seja exorcizado, mas, iriam pensar duas vezes antes de praticá-los.
Brasil mostre outra cara enquanto é cedo, pois, essa aí, não tem água nem sabão que lave.

-É TEMPO DE BRILHAR!

por Jeorge Cardozo

Chegada a hora de você jogar claramente e agir com o máximo de confiança possível. A luz afugenta a escuridão e tudo é visto da forma mais transparente, honesta e franca possível. Obviamente, muito do que aparece nem sempre é de todo agradável, mas ao menos você estará lidando com tudo de uma forma justa e, a partir de uma visão clara, amigos, o que por si só já é uma prerrogativa de sucesso. A postura mais adequada ao momento é a direta e franca. Tenha confiança no seu taco pois, a partir desta confiança, tudo fluirá a contento!