segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

O COMEÇO DO FIM DE UM IMPÉRIO

 O COMEÇO DO FIM DE UM IMPÉRIO


por Jeorge Cardozo*


Suponha-se que um império, embora dotado das mais poderosas armas, tecnologias e capitais, seja durante quase um século, dominante e repentinamente eleja um governante desagregador e divisor ao invés de agregar e tenha no seu calcanhar de Aquiles uma outra potência emergente e pronta para lhe tomar o lugar de protagonista da hegemonia mundial? Suponha ainda, que essa outra potência emergente tenha ideologia política diferente ainda que do ponto de vista da macro economia ainda utilize mecanismos do modelo adversário a priori? Suponha-se ainda que os problemas emergentes que pode levar esse império dominante ao caos sejam criados no seio e pelos próprios entes e governantes dessa nação?

É certo que tal observação de imediato por parte de um intelectual parecerá para os desavisados loucubrações metafísicas a priori, mas, não para um intelectual atento aos fatos e a história que se sucedem um ao outro, não seria porém mera loucubrações metafísicas como podem pensarem os desavisados. A princípio, não haveria raciocino que a conduzisse à idéia de causa e efeito, já que os fatos acontecidos e por virem graças aos quais se realizam as operações naturais de nosso raciocínio se manifestam aos sentidos, todos os dias, aos observadores das nuances e aos acontecimentos em epígrafe no mundo a fora, portanto, é razoável concluir, simplesmente porque um acontecimento em determinado caso procede um outro, que o primeiro é a causa e o segundo o efeito.

Suponha-se, agora, que esse império adquiriu poder e que esse poder, nos dias atuais, entrou em contradição, ou seja, não consegue mais dá respostas aos novos tempos e assim como aconteceu e acontece ao longo da história, entrou em desgraça assim como Grécia Antiga, Roma, Portugal, Espanha, Inglaterra e etc e está prestes a ser engolido pelo grande império asiático-chinês a curto-medio prazo: qual será o resultado dessa experiência? Ele infere imediatamente de que a história, assim como preconizava Marx e Engels, têm um caráter repetitivo, sendo que da primeira vez aparece como farsa e na segunda como tragédia. E, sem embargo, nem todo o arsenal nuclear e econômico-militar lhe deu suporte suficiente para mudar a dialética da história e dos impérios dominantes; e tampouco é levado a eternidade ou ao fim da história como os próprios intelectuais Norte Americano chegaram a preconizarem no final da década de 1980, quando da queda do império soviético; e, ainda que o mundo esteja convencido de que a norte-américa ainda seja espelho para o mundo e em especial, para o ocidente, os fatos advindos e as crises contínuas, demostram o contrário e esses princípios nos levam as tais conclusões.

Esses princípios são crises econômicas e crises morais. Com efeito, sempre que a história nos mostram de que ela tem um caráter repetitivo e de que ela se apresenta como farsa e como tragédia, produz uma propensão de renovar o mesmo ato ou operação sem que sejamos impedidos por qualquer raciocínio ou processo do entendimento, dizemos que essa propensão vem dos atos e das histórias das economias, dos impérios e dos Estados Nacionais e as suas contradições ao longo do processo de desenvolvimento históricos e das lutas de classes. E é certo que aqui avançamos em uma proposição muito inteligível, pelo menos, se não ainda verdadeira, mas um passo à frente como deve está os grandes pensadores, ao afirmar que após a conjunção constante dos fatos ora observados, somos levados tão somente pelo bom senso, após observarmos o desenrolar dos acontecimentos, estudando o atual estágio do Império Norte-americano e a sua nítida divisão social atual e ao exarcerbado embate entre os dois principais grupos políticos e ideológicos, digo Democratas e Republicanos e a recente eleição do extremista Donald Trump e as consequências internas, beirando a uma nova guerra civil.

A observação acima do tempo é, a priori, pois, o grande guia do intelectual. É aquele princípio único que nos levam a antecipar aos fatos que muitos não conseguem vê-los, no futuro, muitos irão lê-los e dizerem que somos "deuses" intempenstivos ao preconizarmos fatos futuros, mas, de "Deuses" intempenstivos não temos nada, apenas observamos fatos atuais e fazemos inferências deles para o futuro, uma sequência de acontecimentos semelhantes aos já vistos ao longo da história por grandes pensadores como Nostradamus, Leonardo da Vinci, Galileu, Bruno, Marx e etc. Sem a ação do hábito de lê e está atualizado sobre os acontecimentos, ignoraríamos completamente toda questão de fato além do que está imediatamente presente à memória ou aos sentidos,. Jamais saberíamos como adequar os meios aos fins ou como utilizar os nossos poderes de observação e interpretação dos fatos e buscar dá respostas a tais interpretações.



CRÔNICA DA FAMÍLIA SANTANA CARDOSO

 CRÔNICA DA FAMÍLIA SANTANA CARDOSO


por Jeorge Cardozo


Agora... Continuei... Representa a seguinte forma a família Santana Cardozo relativamente à instrução suprimindo à ignorância. Imagina uma família de 12 filhos, uma mãe, pai, para comer e beber, em um mundo desigual, que tenha como ganho de vida terras, plantações, criações, venda e uma mãe professora; essas dificuldades sempre foram somadas com trabalho e discernimento para vencer os obstáculos ora enfrentados, de sorte que não podem terem muito luxo, mas, que vivem com dignidade e têm no conhecimento diante os seus olhos caminhos para o sucesso e vencer a mesmice do dia a dia, pois a corrente que nos separam da mesmice e do cotidiano se encontram no mundo acadêmico e no bom senso ou razão; a luz vem a mente acesa sobre uma eminência, ao longe atrás deles; imagine que, ao longo deste caminho, pulamos pequenos muros, semelhantes aos tabiques que os exibidores   de fantoches erigem à frente deles e por cima dos quais exibem as suas maldades e invejas.

Agora, ao longo deste caminho pulamos muros e construimos objetivos de vida transportados por uma mãe guerreira, bem acima de seu tempo, forte como uma pedra, mas, com as fraquezas e virtudes que só as grandes mulheres as têm.

Exclamou... Tudo isso é fato e só os fortes de espíritos os conseguem, e não será verossímil para muitos os fatos aqui narrados.

Considere ainda que a diversidade de dificuldades e obstáculos não foram suficientes para deter e hoje, dona Angelina se orgulha de cada um deles e delas e a manutenção do bom caminho, ou bom senso, da razão, continuam entre netos (as) e bisnetos (as) e a luta continua.

O PORQUÊ DE PAULO FREIRE LEVAR PAVOR A EXTREMA DIREITA E AOS BOLSONARISTAS, "INTELECTUAIS DE YOUTUBER?

 O PORQUÊ DE PAULO FREIRE LEVAR PAVOR A EXTREMA DIREITA E AOS BOLSONARISTAS, "INTELECTUAIS DE YOUTUBER?


por Jeorge Cardozo*


Inegavelmente as críticas como as propostas de mudanças no paradigma educativo delineada por Paulo Freire partem da vivência nas últimas décadas no Brasil, levando pavor a extrema direita e aos Bolsonaristas 'intelectuais de Yutuber' no Brasil. Na extrema direita pois esta é o estrume da classe burguesa que, havida por poder, este dominado pela direita democrática, liberal e neoliberal e em época de crise cítrica do capitalismo, esta atinge em cheio a classe B mais conservadora e setores da C, denominados aqui de 'intelectuais de Yutuber', pois, estes últimos, em geral, advindos das Instituições de Ensino Superiores Particulares e não gostam de lerem grandes obras literárias, geralmente, cursam cursos técnicos visando apenas o mercado de trabalho e sem grandes apreço à ciência e a investigação científico e têm no YouTube, a sua fonte de pesquisa. Portanto, dentro dessa perspectiva Paulo Freire torna- se o 'pavor' deles.

Paulo Freire não se dedica à formação de teorias alternativas divorciadas do questionamento concreto e radical da realidade brasileiro. Dentro dessa exigência, o paradigma educativo deve reconhecer os direitos das massas populares a uma educação popular; reconhecer a urgência da democratização da cultura brasileira, grifo nosso.

Para Paulo Freire alfabetização e conscientização são os dois mecanismos essenciais do paradigma educativo, momentos que têm implicações marcantes no âmbito social e político, grifo nosso.

De resto, para Paulo Freire, a eficácia do paradigma educativo depende essencialmente da liberdade do educando. É dentro dessa liberdade que o educando será motivado para uma participação crítica no processo educativo, grifo nosso.

Essa mesma exigência leva Paulo Freire a substituir a Escola Tradicional, monolitícamente estruturada por outro veículo educativo mais maleável, mais participável, o círculo de cultura, grifo nosso.

Segundo Paulo Freire no círculo de cultura, baseado no diálogo, os próprios educandos se colocam em primeiro plano, desde a primeira etapa da programação do processo. O educando é desde o início orientado pelo educador, que procura esclarecer e despertar a consciência do educando para perceber e compreender a realidade que o rodeia, a realidade que ele vive, grifo nosso.

Afirma Paulo Freire de que o processo educativo não é transmissão, tampouco doação, mas sim, participação numa situação concreta desafiadora de onde brota significação para o educando. A alfabetização e a conscientização são inseparáveis dessas situações desafiadoras, situações de relevância social e política. Todo o processo educativo deve levar à conscientização quanto ao significado real dessas situações vividas pelo educando, grifo nosso.

Educar é firmar-se na prática da liberdade - preconiza Paulo Freire - liberdade que nunca é um dom, mas uma conquista constante. Afasta-se, portanto, como objetivo do processo educativo, a aprendizagem de conceitos ou de técnicas abstratas, irrelevantes para o homem concreto no seu trabalho, na sua luta pela conquista da liberdade, grifo nosso.

De certo, para Paulo Freire, por ser altamente relevante para a vida completa do educando, o processo educativo assim entendido terá necessariamente repercussões que vão muito além do âmbito restrito do circulo de cultura, pois, realizado num contexto livre e crítico, o processo educativo extrapola forçosamente para o ambiente social e político em que vive o educando, grifo nosso.

Paulo Freire afirma que mesmo na frase de orientação, que será desempenhada pelo educador, ou melhor, pelo coordenador, não se trata de elucidar conceitos abstratos e, sim, de apresentar imagens sem palavras, que provoquem por si o debate crítico, grifo nosso.

Para Paulo Freire obviamente, um dos resultados do debate será o de levar o educando a expressar insatisfação com a sua situação de oprimido. O trabalhador sentirá necessidade de aplicar- se a outra tarefa, isto é, de associar- se a outros trabalhadores num movimento sindical para defender seus interesses classista. Também pode levar à radicalização popular. São consequências naturais de um processo que visa como objetivo a educação para a decisão, a responsabilização social e política do indivíduo, grifo nosso.

Esse processo afirma Paulo Freire exige a superação da milenar divisão entre aqueles que sabem e aqueles que não sabem, entre a elite que domina e o povo dominando, grifo nosso.

Paulo Freire preconiza que o processo educativo deve sacudir o educando a ponto de ele abandonar definitivamente toda acomodação, de recusar radicalmente a estagnação econômica e social como também o analfabetismo, de lutar contra a marginalização do processo político, grifo nosso.

Entretanto, para Paulo Freire as opções políticas serão tomadas pelo próprio educando à luz da conscientização e não pelo educador. Pois a crítica prática da realidade deve levar natural e normalmente a uma tomada de posição política por parte do educando, rejeitando todo autoritarismo e manipulação por parte de quem quer que seja, grifo nosso.

Categoricamente, Paulo Freire afirma que o processo educativo deve levar o educando a tomar consciência dos seus interesses e dispô-lo a lutar em defesa dos mesmos. Seguindo esse trilho deixará de ser alienado e alienante, para se tornar força de mudança e de libertação do homem - objeto, que surgirá como homem - sujeito. Assim, o processo educativo levará o homem a liberta-se de uma das grandes, se não dá maior tragédia moderna, a saber, a sua expulsão da órbita das decisões, grifo nosso.

Para Paulo Freire esse processo - que para ele se resume na expressão 'pedagogia do oprimido' - visa elevar ao nível de consciência ativa, engajada e lutadora o homem que sabe quais são os seus direitos e os defende, que se recusa a aceitar ser um esmagado, diminuído e acomodado, convertido em espectador, dirigido pelo poder dos mitos que os opressores, as forças sociais dominantes, querem lhe impor. Mas, sobretudo, visa liberta-lo do medo da libertação, grifo nosso.

Seguindo o raciocínio Paulo frieriano para o educando realizar esse objetivo, em vez de girar em torno de temas abstratos, alienante, o processo educativo deve visar temas relevantes como democracia, participação popular, liberdade, propriedade, autoridade, educação, de que decorrem as tarefas específicas do homem concreto, do homem do povo, grifo nosso.

Nesse processo afirma Paulo Freire o educador deve caminhar junto com o educando para conseguir uma radicalização no sentido de enraizamento crítico na realidade. Essa radicalização rejeita toda acomodação passiva diante do poder abusivo, que leva o educando a descruzar os braços, dizer que tudo é normal, pois, não o é, tornando-se capaz de formular e executar planos e projetos resultantes de compreensão direta, séria e profunda da realidade, sem deixar-se envolver por forças emocionais que só levam a irracionalismos estéreis, ineficazes, grifo nosso.

Na visão de Paulo Freire sem esse processo educativo, sem a pedagogia do oprimido, o homem brasileiro não conseguirá assumir o seu papel de sujeito da sua própria história, numa sociedade intensamente mutável e contraditória, grifo nosso.

Continua Paulo Freire de que o que visa esse processo é ajudar o educando a ajudar-se a si próprio, pois, quanto mais miserável e oprimido o povo, maior a pressão dos dominadores para que o processo não se realize. Tentarão por todos os meios obstrui-lo, preferindo uma massa ingênua e despreparada, aberta ao jogo dos irracionalismo, grifo nosso.

Seguindo o raciocínio Paulo Frieriano é um processo que deve realizar-se apesar do peso histórico - cultural exercido pela inexperiência do auto governo, por parte do povo Brasileiro. Mas há inegavelmente novas forças e condições da atualidade que é preciso incentivar, apesar das tendências verbalistas, nacionalistas, e das demais contradições nos paradigmas educativos até hoje impostos, mesmo nas camadas dominantes, grifo nosso.

Paulo Freire afirma que nada mais indicado para conscientizar o educando que joga-lo na experiência do debate e da análise dos seus verdadeiros problemas - propiciar-lhe condições de verdadeira participação na solução dos seus problemas, nos problemas de seu país, nos problemas da democracia, criando condições para ele poder optar e decidir sobre o seu destino, grifo nosso.

Afirma Paulo Freire de que parte-se sempre de temas, de problemas surgidos nós debates de grupos em busca do esclarecimento de situações e da formação de ação deles decorrentes, por exemplo, nacionalismo, remessa de lucros para o exterior, evolução política do Brasil, desenvolvimento, analfabetismo, democracia, assuntos de diálogo, segundo e método altamente ativo na análise crítica de problemas da realidade brasileira, grifo nosso.

Portanto, para Paulo Freire é assim que o processo educativo eleva a ingenuidade a nível de crítica, tornando-se o meio de alfabetização ligado à democratização da cultura do povo, alfabetização como hábito de criação, que desencadeará outros atos criadores, grifo nosso.

Finalmente, para Paulo Freire tal processo visa essencialmente fomentar a vivacidade, a impaciência, a invenção, a reivindicação, a partir da posição normal do educando; a partir de um instrumento integrado ao tempo e ao espaço do educando, um processo ativo, dialogal, participante, horizontal, em que o educador e o educando participam, contra paradigmas até agora vigentes, paradigmas verticais, acríticos, arrogantes, auto - suficientes, grifo nosso.

Entendam agora o porquê de Paulo Freire ser o pavor da extrema direita e dos 'intelectuais de Yutuber', em especial, os Bolsonaristas. Os primeiros por questões classista, não se aceitam no atual estágio pós crise cítrica do capitalismo, quando os seus ganhos caem e com eles, os seus padrões de vidas e os últimos, por ignorância e por desconhecimento e negação da ciência, pois, se espelham em vídeos e áudios de notícias, muitas vezes deturpados ou mentirosos advindos do YouTube.


POESIA: MINHA BAHIA

 MINHA BAHIA


por Jeorge Cardozo


Esta é a minha Bahia

Composta de mar e sol

Ostras, acarajé, abará

Mas a beleza é uma só.


Tem belas igrejas

São Francisco, Rosário, Bonfim...

Onde acabo de orar.


Salvador é a primeira capital

De um Brasil sem igual.


Gente bonita

Preta, branca, bronzeada

Amáveis, sedutora, natural.


No final da tarde

Do farol vejo o sol se pô

Sinto amor sem pulador.


A noite volto para casa

Todos os dias

Sonho com você

Com minha alma lavada.


Ó minha Bahia

Como gosto de você.

POESIA: MÃE

 MÃE!


por Jeorge Cardozo


Hoje se comemora o dia das mães

Como se o dia das mães fosse um dia só.


De quantas dias se faz uma mãe?

Como se as mães fossem de um dia só.


Com quantos presentes se compra 

O amor de uma mãe?

Como se uma mãe fosse de um presente só.


Que tipo de mãe existe por aí?


Mãe de um amor só

Mãe de um presente só

Mãe de poucos 

Mãe de muitos.


Mas nem toda mãe

Tem a retribuição de um uma dor.


Tem mãe com filho bom

Tem mãe com filho mau

Mas toda mãe passa por uma dor só.


Tem mãe que se utiliza do amor

Tem mãe que se utiliza do pulador

Tem mãe que sente dor

De um filho sem amor.

O bom filho a casa volta

Trás amor

As vezes dor

Mas mãe sempre o aguarda

Com carinho vencendo a dor.

QUE TIPO DE HOMEM É VOCÊ?

 QUE TIPO DE HOMEM É VOCÊ?


por Jeorge Cardozo


Ao contrário dos contos de fadas, a vida da maioria das mulheres, a existência é apenas um intervalo entre a infância e a adolescência, depois vira um intervalo de crueldade para parte das mulheres que apanham dos maridos, companheiro ou namorados. E, não raro, um intervalo que termina cedo demais, com mortes violentas, a depender da intensidade das agressões. Para chamar atenção para essa prática medieval, nos tempos atuais, onde o extremismo volta com força negativa, tendo em vista que até membros de religiões legitima o machismo como princípio cristão, negando dessa forma, a máxima de Jesus Cristo, quando ele afirma que: " atire a primeira pedra aquele que nunca pecou", é comum hoje, vermos nos noticiários mulheres com expressões amendontradas, de olhos roxos, boca, nariz sagrando e o terror tácito de mortes que continuam a reinar quando o assunto é violência conjugal. Portanto, se você homem já levantou a mão contra uma mulher, deve fazer a pergunta a si mesmo acima - de que tipo de homem você é -  e tomar vergonha para nunca mais cometer tamanha barbaridade. E, se você mulher, vem sendo agredida fisicamente, moralmente ou materialmente pelo seu companheiro, caia fora quanto antes, rompa o silêncio encapsulado entre quatro paredes, antes que o drama se transforme em tragédia. Infelizmente, também no Brasil, o berço da selvageria, milhares de mulheres continuam e vem aumentando ultimamente o número de mortes, submetidas a surras e toda modalidade de intimidação física, psíquica e moral da parte de quem, - e não há machismo nenhum em afirmar isso, - deveria ajudar a protege-las. No Brasil, a Lei Maria da Penha, aprovada em 2006, que agrava a pena dos agressores de mulheres, bem como o agravamento da pena quando enquadrada como crime de feminicídio, têm sido um passo importante, embora não suficiente para coibir de maneira eficaz o flagelo da violência contra as mulheres.

O Brasil está hoje, entre os dez países do mundo com mais vítimas de espancamentos e mortes protagonizado por "príncipes encantados" que se revelaram sapos para suas 'princesas'. A vida não tem final feliz para grande parte das mulheres, mas é inaceitável que em pleno século XXI, o entrecho seja um inferno de tapas, socos, ponta pés e mortes para a metade da humanidade que nasceu com menos força muscular do que a outra.

AS ESQUERDAS E AS FORÇAS DE SEGURANÇA

 AS ESQUERDAS E AS FORÇAS DE SEGURANÇA


por Jeorge Cardozo


É fato que os governos petistas anteriores de Lula e Dilma deixaram em banho Maria , uma discussão importante, que é a questão da segurança pública e das forças de segurança. Com o campo aberto, o bolsonarismo penetrou no vácuo deixado e têm tentado criar raízes , e se não criou maiores ramificações nessa área, é por causa das promessas não cumpridas e pelas mentiras do próprio Bolsonaro, tanto com a segurança em si, como com a classe de policiais federais, como estaduais e penais.

Portanto, dentro desse prisma, caberá a Lua, na eminência de voltar ao governo federal, fazer uma discussão e buscar resgatar o diálogo, bem como políticas públicas de valorização das forças de segurança e não deixar que as forças de segurança federal e estaduais sejam manipuladas, usadas de forma irresponsável e levianas pelo bolsonarismo e pela milícia apoiada pelo presidente e seus familiares.