quinta-feira, 12 de julho de 2018

-NAS ELEIÇÕES DE 2018, EXERÇA A SUA CIDADANIA PLENA!


Por Jeorge Cardozo
A eleição nacional deveria estar a se formar em um aspecto harmônico à crise política, econômica e social aprofundada no Brasil, a partir do golpe parlamentar preconizado pelo capital, representado por parte entreguista da burguesia nacional, políticos corruptos e de direita, setores falsos moralistas e aproveitadores presentes nas religiões e no crescimento da extrema direita, oriundos, em especial, nos diversos setores da segurança pública, classe média e agronegócio. Este ciclo está associado a uma ideia de desconstrução do projeto social liberal nos moldes gramaciano, implementado pelo PT e PCdoB que elevou as camadas C, D e E ao consumo, ensino universitário e certa ascensão social que, a priori, sempre incomodou as classes A e B, mas como no inicio dos governos Lula e Dilma esses setores também estavam sendo beneficiados, eles não tiveram reações contrarias ao PT, mas, com o advento da crise mundial que, a priori, começou nos Estados Unidos e depois, contaminando as demais economias emergentes, como a brasileira, esses setores gangster do capital, se aproveitaram para delinear o golpe parlamentar contra a presidente legitima Dilma Rousseff e no claro objetivo de inviabilizar a volta do PT ao poder, desencadearam uma implacável perseguição ao ex-presidente Lula e aos possíveis sucessores dele, numa clara e vergonhosa ação de desconstrução das políticas públicas de inclusão social desenvolvidas no país até então e a volta de um processo escroto de venda de empresas estratégica nacional para o capital estrangeiro como Pré-sal, setor energético, Embraer, destruição das reservas ambientais na floresta amazônica e etc.
É um excelente momento para o povo brasileiro conhecer as pessoas certas, que poderão lhe beneficiar de alguma forma no seu trabalho ou em sua vida social, ou até na vida material. A qualidade natural deste momento envolve uma boa-escolha de quem vai nos representar na politica nas próximas eleições. Estes políticos que estão aí, em especial os “caciques” e seus aparentados, não nos representam, é só vermos as reformas contra o povo que eles estão aprovando e estão por aprovar, trabalhista, previdenciárias e muitas outras contra os interesses do povo. Portanto, precisamos ficar de olhos aberto nos candidatos dos partidos achacadores do povo como os seguintes: PSDB, MDB, PR, PSD, PP, DEM, PSL, PSC, SD, PRB, esses partidos são os responsáveis diretos pela crise atual e pelas reformas contrarias aos nossos interesses nos Estados e em Brasília e, destarte, esses são os partidos que, na maioria das vezes, votam a nosso favor: PDT, PT, PSB, PSOL, PCdoB, REDE, PSTU, PCB, PCO. Portanto, quando for votar no dia 07 de outubro fique de olho nos partidos que votam contra ao trabalhador e naqueles que votam a nosso favor.
Dessa forma, na qualidade de mestre em politicas públicas, funcionário público e cidadão, vejo-me compelido em lhes darem essa contribuição sem apego politico ou ideológico de quem quer que seja e sim na qualidade de cidadão classista e a serviço do povo.

quinta-feira, 22 de março de 2018

-O PERFIL DOS ELEITORES (AS) DE JAIR BOLSONARO!



Por Jeorge Cardozo*

QUEM É BOLSONARO

O perfil dos eleitores (as) do pré-candidato a presidência da república Jair Bolsonaro, candidato, diga-se de passagem, cara velha na política nacional, foi vereador e está deputado federal por mais de 25 anos, tendo botando toda a família em cargos eletivos, além das acusações, anda e volta de favorecimento de parentes, com passagem por quase todos os partidos da direita, em especial os que se definem como “centrão”, como PMDB, DEM, PSD, PP, PR, PSC e agora, no PSL. Todos envolvidos até a alma em diversos tipos de processos, seja por corrupção ativa e passiva, seja por crime comum, tipificados no Código Penal. Durante esses longos períodos na política, nunca teve um Projeto de Lei aprovado, embora tenha apresentadas umas centenas, todos eles foram reprovados por vícios de constitucionalidade ou por irem de encontros aos preceitos da democracia.

PERFIL DOS ELEITORES DE BOLSONARO

Hoje, o Bolsonaro detém cerca de 10 a 15 % do eleitorado que, a priori, se caracterizam como católicos conservadores, protestantes conservadores, militares conservadores de baixo-médio escalão, setores da segurança pública conservadores, jovens, em sua maioria, profissionais liberais, micros empresários, oriundos de faculdades particulares pequenas e médias, não gostam de leituras, seus conhecimentos de economia e políticas são advindos de grupos de internet e, durante os governos de Lula e Dilma, tiveram acesso ao ensino superior técnico em pequenas e médias faculdades presencial ou a distancia, que, com o aprofundamento da crise econômica delineada pela inflexão do capitalismo, perderam empregos, acesso ao consumo e viram-se retroagindo para as classes C e D. Por não terem um conhecimento mais aprofundado das nuances econômica e politica, desconhecem, em sua maioria, os conceitos mais aprofundados de estrutura, infraestrutura e superestrutura e os seus reflexos na visão de mundo, bem como de classe. Esses setores começaram a procurar um “bode expiatório”, elegendo a esquerda, do ponto de vista político, como responsável pela crise e os setores “marginalizados” da sociedade como: sem tetos, sem terra, oriundos da Bolsa Família, grupos LGBT, indígenas, “favelados”, pobres e etc., como alvo de sua ira.

Como foi descrito acima, esses setores, por total desconhecimento de História, sociologia, luta de classe, estrutura, infraestrutura, superestrutura e tendo acesso aos mais diversos grupos de mídia, que, no mundo todo, espalham uma visão de mundo antiga, mas, que depois do fim da segunda grande guerra e, consequentemente, com as mortes de Hitler, Mussolini, Franco, Salazar e outros, tiveram suas ideias Nazifascistas combatidas em todo o mundo, mas, nos últimos anos, com mais uma crise cítrica do capitalismo, começada no berço atual do mundo capitalista, Estados Unidos e se espalhando mundo afora e chegando por último, no Brasil, sendo aproveitada por setores derrotados pelo PT, nos últimos pleitos eleitorais, derrubaram o governo Dilma e com as famigeradas pautas “bombas”, aprofundaram ainda mais a crise, levando esses setores a buscaram no “colo da viúva ideia neo-nazifascista”, subsidio para espalhar um retrocesso na famigerada democracia burguesa e de aprofundamento das tensões classista, homofobia, visão retrograda sobre a mulher, preconceito, ódio, intolerância e etc.

O USO DAS REDES SOCIAIS PARA DISSEMINAR IDEIAS CONSERVADORAS DE EXTREMA DIREITA

Destarte, aparece esse Jair Bolsonaro, juntamente com setores conservadores das igrejas, da segurança pública e oportunistas de plantão, se aproveitaram da chance de se promoveram politicamente, usaram de forma irresponsável, hipócrita, cretina das redes sociais e da internet como um todo, para espalhar, de novo, essas ideias, atingindo, em cheio, esses setores que, a muito, já vinham insatisfeitos e com a crise, aprofundaram ainda mais esse abismo e o aumento desenfreando da violência por todos os lados, tanto do lado da marginalidade, como do lado dos setores de segurança que, na sua maioria, despreparados, com salários, planos de carreiras e tudo mais defasados, tornando-se alvo fácil para essas ideias e para esses setores aproveitadores das religiões e da política.

ANALISE FINAL

Lembro que essas analisem são puramente do campo empírico, pois, por ser um fenômeno contemporâneo, não requeremos de maiores produção para referenciarmos com outras fontes atualizadas. Portanto, busquei e tirei essas analisem das minhas vivências como professor, militante, agente na área de segurança, estudos e analises dos perfis desses eleitores nas redes sociais e na convivência e debate de ideias com esses segmentos enfim...
Jeorge Cardozo é professor, funcionário público, graduado em filosofia e mestre em políticas públicas e desenvolvimento local sustentável.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Os empregos que desaparecerão com os avanços tecnológicos!


Fernando Alcoforado*
Jeorge Cardozo*
Em pesquisas recente realizadas pelos professores mestre e doutor Jeorge Cardozo e Fernando Alcoforado, fomos a fundo nos estudos sobre os impactos que os avanços tecnológicos irão implicar em algumas profissões ao redor do mundo. Esse estudo busca, acima de tudo, esclarecer aos setores da sociedade, que, a priori, dizem não gostarem de lê, como se isso, fosse um simples prazer ou lazer e não uma certa obrigação para a visão de mundo e entendimento das nuances que lhes são colocadas no mundo macro globalizado e competitivo em todas as suas plataformas.
No livro The Second Machine Age (A segunda era da máquina), seus autores afirmam que a combinação do poder de computação maciço com redes abrangentes, aprendizado de máquinas, mapeamento digital e a "Internet das coisas" estão produzindo uma revolução industrial completa, na mesma escala que as transformações causadas pela energia a vapor e a eletricidade. A consultoria Boston Consulting Group prevê que, em 2025, até um quarto dos empregos seja substituído por softwares ou robôs, enquanto que um estudo da Universidade de Oxford, no Reino Unido, aponta que 35% dos atuais empregos no país correm o risco de serem automatizados nas próximas duas décadas (BRYNJOLFSSON, Erik e McAFEEE, Andrew. The second machine age. New York: Norton paperback, 2016).
Udo Gollub, CEO e fundador da empresa Sprachenlemen24 de Munique, fez conferência em Messe Berlin na Universidade da Singularidade quando apresentou previsões tecnológicas disponíveis no website <https://www.facebook.com/udo.gollub/posts/10207978845381135>, que se forem confirmadas reforçarão a Revolução Informacional ou Pós-industrial que vivenciamos. Em síntese, Udo Gollub afirma que: 1) o software irá destroçar a maioria das atividades tradicionais nos próximos 5-10 anos como o UBER vem fazendo com o serviço de táxis; 2) a Inteligência Artificial como a WATSON, da IBM, poderá oferecer aconselhamento jurídico (por enquanto em assuntos mais ou menos básicos) dentro de segundos, com 90% de exatidão se comparado com os 70% de exatidão quando feito por humanos; 3) em 2030, os computadores se tornarão mais inteligentes do que os humanos; 4) em 2018, os primeiros veículos serão dirigidos automaticamente; 5) ao redor de 2020, a indústria automobilística tradicional começará a ser demolida e a maioria das empresas fabricantes de carros poderá falir porque as companhias tecnológicas (Tesla, Apple, Google) adotarão a tática revolucionária construindo um computador sobre rodas; 6) carros elétricos se tornarão dominantes até 2020; e, 7) o preço da energia solar vai cair de tal forma que todas as mineradoras de carvão cessarão suas atividades ao redor de 2025.
Udo Gollub acrescenta que: 8) haverá um impacto na área da saúde porque teremos empresas que construirão um dispositivo médico (chamado Tricorder na série Star Trek) que trabalha com o seu telefone, analisa sua retina, testa sua amostra de sangue e analisa sua respiração (bafômetro). Analisará 54 bio-marcadores que identificarão virtualmente qualquer doença; 9) o preço da impressora 3D mais barata caiu de US $ 18.000 para US $ 400 em 10 anos e tornou-se 100 vezes mais rápido; 10) 70-80% dos trabalhos desaparecerão nos próximos 20 anos; 11) até 2020, haverá um aplicativo chamado moodies que já é capaz de dizer em que humor a pessoa está e pode saber se a pessoa está mentindo por suas expressões faciais; 12) Bitcoin (dinheiro virtual) pode tornar-se dominante em 2020 e pode até tornar-se moeda de reserva padrão; 13) em torno de 2036, as pessoas poderão viver bem por mais de 100 anos; e, 14) até 2020, 70% de todos os seres humanos terão um smartphone.
As profissões mais ameaçadas pelos robôs, segundo Wakefield, são os motoristas de táxi, operários de fábrica, jornalistas, médicos, advogados, funcionários de escritório, trabalhos de entrega de mercadorias, policiais, etc (WAKEFIELD, Jane. Quais profissões estão ameaçadas pelos robôs? Disponível no website <http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/09/150914_profissoes_robos_lgb>).Motoristas de táxi ao redor do mundo estão ameaçados pelo Uber quanto motoristas em geral por fabricantes de veículos que já estão fabricando unidades que dispensam a presença do motorista. Operários de fábrica estão ameaçados porque as linhas de montagem estão sendo cada vez mais automatizadas. A profissão de jornalista está ameaçada porque em futuro próximo, reportagens não serão mais escritas por jornalistas e sim por softwares capazes de coletar dados e transformá-los em textos minimamente compreensíveis. Os médicos estão ameaçados porque alguns procedimentos médicos são feitos de forma mais rápida por robôs que já estão ajudando médicos a realizarem cirurgias. Os funcionários de escritório já estão sendo substituídos por máquinas inteligentes que realizam inúmeras de suas tarefas. Os trabalhadores dedicados a entrega de mercadorias serão substituídos por drones ou veículos sem motorista. Policiais e militares serão substituídos por robôs.
Em 2013, pesquisadores da Oxford University publicaram um estudo detalhado do impacto da computação sobre o emprego nos Estados Unidos considerando os avanços recentes em aprendizado de máquinas (machine learning) e robôs móveis. Eles analisaram cada uma das categorias profissionais catalogadas pelo U.S. Bureau of Labor Statistics baseada em um banco de dados sobre competências requeridas para exercer esses empregos. Os pesquisadores concluíram que 47% dos atuais empregos estão sob alto risco de automação nos próximos anos e décadas e outros 19% sob risco médio. Eles consideram que somente um terço dos atuais trabalhadores estão salvos de substituição nas próximas uma ou duas décadas. 
Os pesquisadores da Oxford University concluíram que as profissões que requerem trabalhos manuais (blue-collar) mais susceptíveis de substituição pela automação são as seguintes: 1) escavadores de esgoto; 2) supervisão de reparadores; 3) operadores de máquinas; 4) escrutinador; 5) funcionários de transporte, de recepção e de trânsito; 6) motoristas; 7) inspetores, testadores, classificadores e amostradores; 8) projetor de imagens no cinema; 9) caixas; 10) moedores e polidores; 11) trabalhadores rurais; 12) lobistas, tomadores de ingressos; 13) cozinheiros; 14) concessionários de jogos; 15) engenheiros de locomotivas; 16) atendentes de balcão; 17) funcionários de correios; 18) paisagistas e jardineiros; 19) montadores de equipamentos elétricos e eletrônicos; e, 20) trabalhadores para impressão, encadernação e acabamento. As profissões menos susceptíveis à automação entre os “blue-collars” são as seguintes: 1) terapeutas recreacionais; 2) audiologistas; 3) terapeutas ocupacionais; 4) ortopedistas e técnicos em prótese; 5) coreografistas; 6) médicos e cirurgiões; 7) dentistas e ortodentistas; 8) instrutores de educação física; 9) silvicultores; 10) enfermeiros; 11) maquiadores; 12) farmacêuticos; 13) treinadores e escoteiros; 14) terapeutas físicos; 15) fotógrafos; 16) quiropráticos; 17) veterinários; 18) artistas e artesãos; 19) designers florais; e, 20) designers de tecidos e roupas.
Os pesquisadores da Oxford University concluíram que as profissões que requerem trabalho intelectual (white-collar) mais susceptíveis de substituição pela automação são as seguintes: 1) preparadores de declaração de renda; 2) examinadores de títulos; 3) assinantes de serviços e processadores de reclamações; 4) funcionários de corretagem e entrada de dados; 5) oficiais de empréstimo; 6) analista de crédito; 7) funcionários de contadores e auditores; 8) funcionários assalariados; 9) arquivista; 10) operadores de quadros de distribuição; 11) gestores de benefícios; 12) assistentes de biblioteca; 13) operadores de reatores nucleares; 14) analista de orçamento; 15) escriturários técnicos; 16) transcriptores médicos; 17) cartógrafos; 18) revisores; 19) processadores de texto e datilógrafo. As profissões menos susceptíveis à automação entre os “white-collars” são as seguintes: 1) analista de sistema; 2) engenheiros; 3) artistas de multimídia e animadores; 4) cientista de pesquisa de computação e informação; 5) chefe executivo; 6) compositores; 7) projetistas de moda; 8) fotógrafos; 8) administradores de bancos de dados; 9) gestores de compras; 10) advogados; 11) escritores e autores; 12) desenvolvedores de software; 13) matemáticos; 14) editores; 15) projetistas gráficos; 16) controladores de tráfego aéreo; 17) engenheiros de som; e, 18) editores de escritório (desktop).
O avanço tecnológico gerará inevitavelmente três consequências: 1) a queda no consumo ou demanda geral de bens e serviços devido ao aumento do desemprego e a redução do poder aquisitivo da população trabalhadora; 2) o declínio da classe média com grandes implicações de natureza política haja vista que ela atua como aliada da burguesia em seu confronto com o proletariado; e, 3) o enfraquecimento da luta dos sindicatos em prol dos trabalhadores e da luta de classes entre burguesia e proletariado. Tudo isto que acaba de ser relatado impactará negativamente sobre o mundo do trabalho porque poderá levar ao fim do emprego, mas levará o mundo ao caos político, econômico e social nos planos nacional e mundial que acelerará o fim do capitalismo como sistema mundial em meados do século 21 em consequência de seus rendimentos decrescentes (queda tendencial do crescimento do PIB e da taxa de lucro mundiais). O proletariado deixaria de ser o messias da humanidade como preconizava Marx. O declínio da classe média onde se encontram os trabalhadores de “colarinho branco” coloca em xeque sua ascensão social cujos integrantes marginalizados e frustrados juntamente com o proletariado poderão se constituir em forças poderosas a serviço das mudanças sociais em prol do progresso social que beneficia toda a sociedade ou em massa de manobra do fascismo que beneficia as classes dominantes.
Obs. É importante que divulguem essas informações.
Leia mais em: http:blogdocardozo3333.blogspot.com
*Fernando Alcoforado – professor doutor.
*Jeorge Cardozo – funcionário público mestre.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

O PRESIDENTE QUE O BRASIL PRECISA!

Por Fernando Alcoforado*

Comentado por Jeorge Cardozo*

A prática vem demonstrando a inviabilidade do modelo econômico neoliberal no Brasil implantado pelo governo Fernando Collor e mantido pelos governos Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma Rousseff e Michel Temer. 

(Professor, nesse ponto é que começo as minhas indagações a cerca da sua analise, entende que os governos Collor de Melo, Itamar Franco (grifo nosso), Fenando Henrique Cardoso, (esse último, filiado e fundador do PSDB, que carrega a bandeira da social democracia, modelo esse, descrito abaixo, pelo ilustre professor, como capaz de salvar o Brasil do Banco rouco do neoliberalismo, preconizado nas receitas do economista americano Milton Friedman, em colaboração com o também economista van Eike) e Michel Temer na atualidade, foram e são governos neoliberais e, no entanto, discordo da generalização de que os governos Lula e Dilma façam parte desse modelo descrito acima, pelo contrario, acho que os governos Lula e Dilma foram uma nomenclatura “esquizofrênica” do melo Kerneisiano, do estado de bem estar social no que tange as políticas públicas e de um liberalismo no que tange a macro economia, tendo os bancos e o mercado especulativo, como os grandes beneficiados)”. 

O modelo neoliberal é inviável porque da década de 1990 até o momento atual apresentou déficits sucessivos no balanço de pagamentos devido ao crescimento das remessas de lucros e de dividendos pelas empresas multinacionais e o investimento estrangeiro direto cresceu vertiginosamente durante o período visando a cobertura do déficit do balanço de pagamentos em conta corrente contribuindo para a desnacionalização da economia brasileira. A deterioração da balança de pagamentos fez com que se tornasse imperiosa a necessidade de atração de capitais externos contribuindo para a desnacionalização da economia brasileira e aumentar a dependência do Brasil em relação ao exterior.

O crescimento econômico do Brasil foi extremamente baixo, 1,45% ao ano evidenciando um desempenho insatisfatório pelo fato de não apresentar, de forma sustentável, taxas acima de 5% ao ano necessárias à geração de emprego e renda no Brasil. O modelo neoliberal contribuiu também para o processo de desindustrialização do Brasil que regrediu ao nível de 1956 (13,75% do PIB) em consequência da incapacidade de competir com produtos importados da indústria brasileira com a abertura da economia ao capital estrangeiro.

O modelo neoliberal contribuiu para a insuficiência da poupança pública e privada no Brasil que deveria ser da ordem de 25% do PIB para viabilizar o crescimento econômico de 5% ao ano e correspondeu a 17,2% do PIB. A taxa de investimento público no Brasil (1,09% do PIB) foi muito baixa devido ao excessivo comprometimento do orçamento da República com o pagamento de juros e amortização da dívida pública interna que era de R$ 62 bilhões no final do governo Itamar Franco e alcançou mais R$ 3 trilhões no governo Michel Temer. 

(Professor nesse ponto concordo em número e grau, mesmo porque, contra fatos e números, pode não haver argumento e sim, controvérsia. É fato essa grande dependência da nossa macro economia as ditames do capital financeiro e especulativo presente na nossa economia e a falta de um grande estadista capaz de sobrepor as nuances descritas acima pelo ilustre professor e comentada aqui pelo discípulo).
A política de privatização de empresas estatais inaugurada no governo Fernando Collor e aprofundada no governo Fernando Henrique Cardoso foi retomada pelos governos Dilma Roussef e Michel Temer. A denominada parceria pública privada (PPP) posta em prática pelo governo Dilma Rousseff não era nada mais nada menos do que a nova denominação dada ao processo de privatização de portos, aeroportos, rodovias, etc. O modelo neoliberal contribuiu, também, para a explosão da dívida pública interna e externa e agravamento da crise financeira do setor público devido ao fato de o governo federal gastar mais do que arrecada acumulando dívidas que estão entre as maiores do mundo emergente.
Foi crescente a destinação dos recursos do orçamento para o pagamento dos juros e amortizações da dívida pública interna. Os maiores gastos do governo brasileiro previstos são com juros e amortizações da dívida que correspondem a 45% do orçamento, com a previdência social que correspondem a 22% do orçamento e com transferências a Estados e Municípios que correspondem a 10% do orçamento. Além do elevado dispêndio com o pagamento do serviço da dívida pública, as altas taxas de juros Selic adotadas pelo Banco Central do governo federal, a quinta maior em toda a economia mundial, bem como o crescente déficit do setor público contribuíram decisivamente para o continuado aumento da dívida pública no Brasil.
O fato de que quase metade do orçamento da União ser destinado ao pagamento de juros e amortizações das dívidas interna e externa com tendência de crescer nos próximos anos resultará na incapacidade cada vez maior do governo brasileiro em todos os seus níveis (federal, estadual e municipal) de investir na solução dos problemas de infraestrutura econômica e social e de promover o desenvolvimento do País. O modelo neoliberal contribuiu, também, para o fracasso da política social governamental que se traduz no fato de não ter promovido a verdadeira inclusão social da população pobre com sua inserção ao mercado de trabalho como consequência do crescimento do PIB, isto é, do aumento da riqueza nacional. Houve uma falsa inclusão social porque ela se realizou com a concessão de “migalhas” a 50 milhões de brasileiros pobres através do programa Bolsa Família com recursos do Tesouro. 
( O grande problema também professor, trata-se das péssimas concentração de rendas nas mãos de pouco, em detrimento da maioria, elevada as convulsões sociais, aumento sucessivos dos índices de violência e da inercia do Estado e dos seus antagonismos de seguranças funcionar e responder à sociedade. Fica claro a falta de poder do Estado liberal em provir aos seus cidadãos essas garantias constitucionais. Isso nos leva a acreditar que “salvadores da pátria” podem surgiram do nada, com ideias extravagantes e desproporcionais com a famigerada democracia burguesa, como o caso do pré-candidato Jair Bolsonaro, que, se aproveitando desse momento de crise e descredito dos cidadãos com as instituições, se promovem com discursos racistas, preconceituosos, homo fóbicos e sem entendimento de economia, dizendo que vai resolver todos os problemas, sem dizer como pretende viabilizá-los).   
O fracasso do modelo neoliberal no plano social é materializado, também, no fato de a verdadeira taxa de desemprego correspondeu a 20,8% da população economicamente ativa ao contrário da taxa oficial de 5,3% do IBGE e dos 10,5% do DIEESE registrados em 2014. Na atualidade, o desemprego atinge cerca de 13 milhões de trabalhadores em consequência da recessão que atinge a economia brasileira desde 2014. A precariedade dos serviços públicos de educação, saúde, transporte público, saneamento básico e moradia fez com que o Brasil se posicionasse no último lugar no mundo como provedor desses serviços públicos de baixa qualidade à população. Para completar a grave situação social do Brasil constatou-se a existência de elevada criminalidade em que o País apresenta os maiores índices em todo o mundo com uma taxa anual de aproximadamente 22 homicídios a cada 100.000 habitantes enquanto os Estados Unidos e a França, por exemplo, registram 6 e 0,7 assassinatos, respectivamente.
O modelo neoliberal não proporcionou as condições para superar as desigualdades regionais existentes. As desigualdades regionais do Brasil são bastante elevadas. A região Sudeste responde por 59% do PIB do Brasil, enquanto a região Sul participa com 16%, a região Nordeste com 13%, a região Centro-Oeste com 7% e a região Norte com 5%. Há uma concentração econômica excessiva na região Sudeste do País. O modelo neoliberal não conseguiu reduzir a agressão que se comete ao meio ambiente do Brasil. O Brasil é o 4º maior poluidor do planeta sendo responsável pela emissão mundial de 5,4% dos gases do efeito estufa. Quase 25% das emissões nacionais são procedentes da indústria e da agricultura modernas, e 75% vêm da agricultura tradicional e das atividades madeireiras ineficientes ou predatórias. 75,4% das emissões de gases do efeito estufa no Brasil resultam de desmatamento e queimadas, 22% da queima de combustíveis fósseis, 1,6% de processos industriais e 1% de outras causas.
Este é, portanto, o legado do modelo neoliberal de 1990 até o momento atual de graves consequências para o Brasil. A crise econômica e social que afeta o Brasil no momento deve ser debitada ao modelo neoliberal adotado pelos governos de Fernando Collor a Michel Temer. A manutenção do modelo neoliberal se traduzirá no aprofundamento da recessão, na falência generalizada de empresas, no desemprego em massa, na desindustrialização e na desnacionalização da economia brasileira e, consequentemente, em maior subordinação do País em relação ao exterior. Um governo comandado por um presidente seriamente comprometido com a defesa da soberania nacional, do progresso do Brasil, do bem-estar-social de sua população e do desenvolvimento sustentável tem que, necessariamente, repelir este cenário substituindo o modelo econômico neoliberal por outro que corresponda aos interesses da população brasileira com o governo exercendo um efetivo controle da economia, além de propiciar a retomada do desenvolvimento nacional.
O povo brasileiro deveria eleger futuro presidente da República que tenha a habilidade necessária para motivar e influenciar a população brasileira para que contribua da melhor forma com a consecução dos objetivos do governo. Esta habilidade em influenciar e motivar pessoas requer que o governo adote política de desenvolvimento compatível com as aspirações da grande maioria da população baseada em novo pacto social delineado por uma nova Assembleia Nacional Constituinte Exclusiva. Este é o ponto chave para o sucesso do futuro governo. Para que isto aconteça, o futuro governo deveria adotar três medidas: 1) montar um gabinete de crise compondo seu ministério com personalidades do mais alto gabarito, inclusive moral; 2) convocar uma Assembleia Nacional Constituinte Exclusiva para realizar a reforma política, econômica, do Estado e da Administração Pública; e, 3) promover a recuperação imediata da devastada economia brasileira.
Após a recuperação da economia brasileira, o futuro governo deveria promover a substituição do modelo econômico neoliberal com a adoção do modelo nacional desenvolvimentista de abertura seletiva e controlada da economia nacional durante 10 anos nos moldes dos adotados pelo Japão, Coreia do Sul e China nas décadas de 1970, 1980 e 1990, respectivamente, que apresentaram as maiores taxas de crescimento econômico após a 2ª Guerra Mundial; e, em seguida, a adoção da social democracia nos moldes dos países escandinavos (Suécia, Dinamarca, Noruega, Finlândia e Islândia) que apresentam os maiores índices de progresso econômico e social simultâneos e política de desenvolvimento sustentável. 
(Professor é esse ponto também que me chama a atenção, o mister professor professa que o modelo da ‘social democracia’, posterior ao modelo desenvolvimentista seria a solução do problema do Brasil, no entanto, como já foi questionado por mim acima, no Brasil o modelo da social democracia é defendido pelo PSDB que, a priori, já esteve no governo por oito longos anos e o ilustre acadêmico, os coloca como representante do ‘neoliberalismo’ no Brasil. Portanto mister professor, em que partido ou grupo político, a priori, tem essa visão descrita acima, essa ideia já existe no plano nacional politicamente, ou ainda está tomando forma nas academias universitárias)! 
Na etapa de recuperação da economia brasileira, deveria haver a realização imediata de auditoria das dívidas externa e interna e a renegociação do pagamento da dívida externa e da dívida interna pública do País visando seu alongamento no tempo para a redução dos encargos com seu pagamento e a elevação da disponibilidade de recursos públicos para investimento. Deveria ser adotada também uma política econômica que priorize: 1) a redução drástica do gasto público supérfluo de custeio com a diminuição do número de ministérios e a eliminação de mordomias; 2) o controle do fluxo de entrada e saída de capitais para evitar a evasão de divisas e restringir o acesso de capitais especulativos no país; 3) a redução acentuada das taxas de juros do sistema bancário para incentivar os investimentos nas atividades produtivas; 4) a importação seletiva de matérias-primas e produtos essenciais do exterior para reduzir os dispêndios em divisas do país; 5) a adoção da política de câmbio fixo em substituição à de câmbio flutuante em vigor para proteger a indústria nacional e controlar a inflação; 6) a reintrodução da reserva de mercado em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento nacional; 7) a reestatização de empresas estatais privatizadas consideradas fundamentais para o desenvolvimento nacional; e, 8) a adoção de uma política tributária como a taxação das grandes fortunas e maior taxação do sistema financeiro que seja capaz de assegurar os recursos de que o Estado necessitaria para investir em educação, saúde, previdência social e nos setores de infraestrutura, entre outros e onerar o mínimo possível a população e os setores produtivos.   
Após a etapa de recuperação ou saneamento da economia brasileira, deveria ser adotado o modelo econômico nacional desenvolvimentista de abertura seletiva e controlada da economia a ser implantado durante 10 anos considerando a adoção de estratégias que contribuam para: 1) o aumento da poupança pública e privada visando elevar as taxas de investimento da economia brasileira; 2) a realização de investimentos estrangeiros preferencialmente nas áreas voltadas para as exportações e naquelas em que as empresas nacionais não tiverem condições de suprir o mercado interno; 3) a maximização das exportações brasileiras para expandir as receitas de divisas do país e alavancar o crescimento da economia nacional; 4) a concessão de incentivos fiscais para a atração de investimentos privados em regiões menos desenvolvidas do Brasil; 5) o incentivo e reforço das atividades de pesquisa e desenvolvimento e do sistema educacional do País; e, 6) a redução das desigualdades sociais contemplando a adoção de medidas que contribuam para o atendimento das necessidades básicas da população em termos de alimentos, vestuário, habitação, serviços de saúde e emprego, e uma melhor qualidade de vida. Todo este conjunto de medidas deveria ser posto em prática com base na planificação da atividade econômica nacional que assegure o crescimento econômico e o desenvolvimento do país em bases sustentáveis.
Após 10 anos de adoção do modelo nacional desenvolvimentista de abertura seletiva e controlada da economia, deve-se implantar, em seguida, um novo modelo de sociedade que possibilite uma convivência civilizada entre todos os seres humanos no Brasil. Este novo modelo deveria ser inspirado na social democracia existente nos países da Escandinávia (Suécia, Dinamarca, Noruega, Finlândia e Islândia) onde foi implantado o mais bem sucedido sistema político, econômico e social, com os necessários aperfeiçoamentos e adaptações no Brasil. Foi a social democracia construída até hoje nos países escandinavos o único modelo de sociedade que permitiu a realização de progresso econômico, social e político sem similar na história da humanidade, com o Estado atuando como mediador dos conflitos entre os interesses do capital e da Sociedade Civil. Não é por acaso que os países escandinavos são líderes mundiais no Índice de Progresso Social da ONU e em IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) no mundo pelo fato de apresentarem grandes êxitos políticos, econômicos e sociais.
A social democracia a ser implantada no Brasil deveria resultar, portanto, do aperfeiçoamento do modelo escandinavo que operaria com um tripé estruturado com base em um Estado neutro, Sociedade Civil Organizada ativa e Setor Produtivo (estatal e privado) eficiente e eficaz. O Estado neutro buscaria compatibilizar os interesses do Setor Produtivo (estatal e privado) com os da Sociedade Civil mediando seus conflitos em várias instâncias dos poderes executivo e legislativo que, quando não se obtém o consenso, a decisão final ficaria a cargo da população que decidiria democraticamente através de plebiscito e/ou referendo. Na nova social democracia, não deveria ser permitida a ação de grupos monopolistas e cartéis privados na economia. Empresas privadas só atuariam em setores econômicos onde houvesse competição. Empresas estatais ou de economia mista ocupariam os setores econômicos onde não fosse possível haver competição.  Este é o novo Brasil que precisaria ser inventado. Cabe observar que esta proposta de invenção de um novo Brasil está detalhada no livro de nossa autoria A invenção de um novo Brasil publicada pela Editora CRV de Curitiba em 2017.
As forças progressistas da nação que desejam o fim da corrupção, a retomada do crescimento econômico, o desenvolvimento do Brasil em novas bases e a defesa da soberania nacional deveriam se unir envidando esforços no sentido de escolher um candidato à presidência da República comprometido com as propostas apresentadas linhas acima e derrotar as forças retrógradas que desejam a manutenção do “status quo”. Urge, portanto, o lançamento de um candidato à presidência da República que se comprometa a romper com o neoliberalismo e colocar em prática as estratégias sugeridas linhas acima.
(Por fim mister professor, entendo que a priori, os nomes colocados como pré-candidatos a presidência, nenhum se enquadra no perfil descrito pelo ilustre mestre e, por isso, as ‘massas’ vejam no ex. presidente Lula, como alternativa, pois, no cenário ‘péssimo’ delineado no seu brilhante texto, ainda precisa surgir essa força política, capaz de fazer essas mudanças preconizadas brilhantemente pelo mister professor).

(Portanto professor, até o humilde acadêmico aqui, hoje, tem dificuldades de achar, entre os nomes expostos a priori, alguém com essa qualidade, vontade e força política para tal envergadura).

(Fé no que virá! Essa fé, não se trata de força divina, pois, não acredito e sim, na nossa capacidade de abstração e de construção de novas e boas alternativas).
*Fernando Alcoforado, 78, membro da Academia Baiana de Educação e da Academia Brasileira Rotária de Letras – Seção da Bahia, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea(EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social(Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016) e A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017). 
*Jeorge Cardozo, 46, professor universitário, funcionário publico, graduado em Filosofia pela Universidade Católica do Salvador, Especializado em Metodologia do Ensino Superior, Pesquisa e Extensão em Educação pela Universidade do Estado da Bahia, mestre em Educação e Contemporaneidade, linha de pesquisa, políticas públicas e desenvolvimento local sustentável pela Universidade do Estado da Bahia. 
-Leia mais em: http:!!blogdocardozo3333.blogspot.com – sustentabilidade em rede

sábado, 16 de dezembro de 2017

A ELITE POLITICA BRASILEIRA

Por Jeorge Cardozo*

O MOMENTO ATUAL

Vivemos momentos de perplexidade em face do momento politico, econômico, social, e, especialmente, com o fracasso da Reforma Política na Câmara dos Deputados nos mostram com clareza as ideias marxistas a cerca do papel das classes dominantes na sociedade capitalista burguesa. Para Marx e seu discípulo Engels, todas as sociedades ao longo do processo histórico dialético apresentam-se separadas em duas classes antagônicas; quais sejam: burguesia e proletariado. A primeira, classe dominante, minoritária, que domina a imensa maioria de proletários, essa constituída por pessoas inferiores economicamente e culturalmente. Controlando o poder politico e econômico, a burguesia detém o poder do Estado e de seus antagonismos de dominação; quais sejam, executivo, legislativo, judiciário e as suas superestruturas ideológicas de dominação, como televisão, rádio, jornais, revistas, religião, mídias modernas como internet e intranet, das finanças, monopólio da violência institucionalizada e se beneficiando das benesses que o poder politico e econômico lhes proporcionam, em detrimento da maioria dominada lhes dão, com a força de trabalho, apropriado pela burguesia, na forma de mais-valia relativa e absoluta, meios de sobrevivência para a minoria privilegiada e os meios essenciais para a máquina burocrática burguesa capitalista funcionar.

Toda a sociedade passa a ser moldada pelas ideologias da classe dominante burguesa. Praticamente, não há distribuição de riquezas no seio das classes e uma centralização ainda maior do poder, nas ideias de mundo, massificação da violência, racismo, homofobia, monopólio politico e etc.

A FARSA

Sempre ludibriando o povo, por meio de uma “falsa democracia” e uma “falsa igualdade” aparente, a soberania do povo é roubada e ludibriada. Com o poder do capital monopolizado, monopoliza também o poder politico, esse poder politico eivado de corrupção, aumenta ainda mais as riquezas das minorias. Essas, as maiorias, ficam a reboque da falta de educação, saúde, cidadania, moradia de qualidades, enquanto são levadas aos vícios do consumismo capitalista, se endividando para estar aparentemente, inclusa na sociedade mascarada de que todos são iguais e tem as mesmas oportunidades.

OS PRIVILÉGIOS

Com tantos privilégios, a burguesia capitalista domina o poder politico e se perpetuam enquanto famílias de suas benesses. Por tudo que foi dito, criam-se uma inercia, guardando o lugar, preservando o mesmo estado de coisas. Essa aparente estabilidade inviabiliza a renovação de ideias nos quadros políticos, desconstruindo o que a mesma democracia burguesa prega, o principio do voto universal e de governo do povo.

Essa ação da elite politica e econômica de monopolizar o poder são ameaçadas, em vez enquanto, pelo surgimento de novas forças antagônicas de rebeldia, como o caso, na atualidade, da Coreia do Norte e do Estado Islâmico, por exemplo. A ganancia pelo poder leva a elite a se fechar, tornar-se rígida (veja o caso do golpe parlamentar aqui no Brasil), petrificada, além de improdutiva no sentido de um projeto de desenvolvimento nacional, preferem entregar as matérias primas, sem agregar valor, ao capital estrangeiro, vejam os casos das privatizações das fontes de energias, reformas trabalhista e previdenciária em curso, para o trabalhador continuar a pagar as mazelas feitas por eles. Inviabiliza para uma renovação politica em que os trabalhadores estejam inseridos.

A INOPERÂNCIA DE GESTÃO

Destarte, do ponto de vista da administração pública, demonstra uma total inoperância de gestão, apenas pensam nos seus status quo e domínio secular politico e econômico, em detrimento da maioria.

Buscam legitimar uma separação entre as classes, disseminando uma ideia de que, quem estuda e trabalha pode chegar lá e que os demais são “preguiçosos” e “burros”, criando uma realidade distinta e maquiada. São tantas as incompetências que o primordial, que seria botar a máquina pública para funcionar em pró do povo, não é capaz, criam-se as leis para seus próprios benefícios, não funciona no combate ao crime e diminuição da violência, ao aumento da miséria, da opulência para poucos e miséria e falta de oportunidade para muitos. Há uma discrepância entre os três poderes e a participação popular neles, de forma que, embora seja maioria, ficam com as sobras em todas as instancias politica, econômica e social.

A IMORALIDADE

A crise moral milenar exaltada no momento, de descredito, causa sentimento aparente de repulsa, revolta, de descredito, mas, no ano que vem, teremos novas eleições e que, em 2019, todos, ou maioria, serão reeleitos e estará de volta ao “grande circo” nacional em que se transformou a capital federal, o executivo, o legislativo e o judiciário, esse último, em parte.

O DESMONTE DO ESTADO SOCIAL LIBERAL PETISTA

O Estado de Bem Estar Social, nos moldes Keynesiano (refiro ao economista britânico John Maynard Keynes, responsável pela recuperação econômica americana pós-grande depressão de 1929), assentado nos governos petista, encontram-se em desmonte por parte dos golpistas e delineados pelos presidente corrupto e transloucado Temer, apoiados por setores conservadores presentes na politica e nas religiões como Assembleia de Deus (PSC) e Igreja Universal (PRB), destroem as poucas conquistas dos trabalhadores obtidas ate então.

A SOLUÇÃO

Os brasileiros precisam dar respostas nas urnas aos partidos e personalidades que achacam os trabalhadores, precisam esmagar nas urnas, partidos como PSDB, DEM, PSDB, PR, PP, PTB, PRB, PSC, SOLIDARIEDADE, PODEMOS, AVANTE E TODOS ESSES PARTIDOS “NANICOS” QUE VOTAM E ATUAM CONTRA O POVO E OS TRABALHADORES.

OBS: VEJA MAIS EM : BLOGDOCARDOZO3333.BOLGSPOT.COM
Jeorge Cardozo é graduado em Filosofia, especializado em metodologia do ensino superior, pesquisa e extensão em educação e mestre em politica pública e desenvolvimento local sustentável.


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

LUTAS DE CLASSES NA ÓTICA DE MARX E ENGELS!

Por Jeorge Cardozo

A expressão Luta de Classes tem origem na teoria do filósofo, historiador, sociólogo, jornalista, economista e socialista alemão Karl Marx.
Para Marx, tudo se encontra em um constante processo de mudanças e o motor dessas mudanças é justamente os conflitos resultantes das diversas contradições que podem existir dentro de uma mesma realidade. Ou seja, na realidade capitalista, essas contradições seriam as distintas posições ocupadas pelas diferentes classes sociais.
É exatamente por conta da luta das classes que toda a história foi construída. Por toda ela, desde o feudalismo e escravidão, houve essa dicotomia de poderes e essas lutas de classes são a força motriz para as grandes revoluções.
Essa é à base da teoria marxista, que procura explicar as relações econômicas nas sociedades ao longo dos anos. Haveria, portanto uma dialética permanente, que explicaria como os movimentos ocorrem de acordo com as condições materiais da vida.
Burguesia x Proletariado
Essa luta contínua de classes, de opressores contra os oprimidos, burguesia contra o proletariado, está presente em todo o ideal marxista, que é posto logo na primeira frase do seu livro “O Manifesto Comunista”, que diz que: “A história de toda sociedade existente até hoje tem sido a história das lutas de classes”.
Seguindo esse preceito de Marx, Engels afirma que as classes sociais nada mais são do que “os produtos das relações econômicas da época”.
Na teoria marxista, escravidão, servidão e capitalismo, apesar das diferenças aparentes, são nada mais do que etapas do mesmo processo. A estrutura capitalista promove apenas o interesse da classe dominante. Marx defendia uma inversão dessa pirâmide social, onde o poder estaria nas mãos da maioria, criando um sistema socialista.
o entanto, no sistema capitalista atual, o proletariado é, então, refém da ideologia defendida pela burguesia. Por ter o domínio das grandes corporações e dos principais meios de mídia, a classe do topo da pirâmide espalha sua visão de mundo e sociedade e, assim, acaba influenciando a base, que acredita que seus direitos estão protegidos nas mãos dos grandes.
Essa escravidão ideológica só seria rompida através da educação e revolução do proletariado em busca do seu verdadeiro poder.
Mais-valia e Alienação
Ainda de acordo com a teoria marxista, existe uma alienação do trabalho, onde o criador se torna alheio ao que produz. É um sistema semi-escravista, no qual o empregado cada vez mais se empobrece, conforme produz mais riquezas, essas, que serão desfrutadas apenas pelo empregador.
É aqui que entra a mais-valia, que é justamente a base do lucro do sistema capitalista. O valor pago é totalmente diferente do valor relacionado a carga horária e trabalho executados pelo proletário. Esses dois conceitos só seriam sobrepujados quando o operário começasse a dar valor àquilo que produziu, exigindo seus direitos.
As lutas de classes são, portanto, a contínua disputa do dominador contra o dominado ao longo da história (senhores x escravos, nobres feudais x servos, burguesia x proletariado). Todo esse ciclo cria uma enorme injustiça social, onde o único jeito de uma pessoa ficar rica seria explorando a classe trabalhadora, através do roubo institucionalizado ou não, da corrupção pública e privada.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

CRÔNICAS DA POLITICAGEM!


Por Jeorge Cardozo

Vivemos momentos de perplexidade em face do momento politico vivenciado em nosso país. De um lado, o PT com seu paradigma social liberal que, ainda que setores da classe médio-alta, hoje em dia, não queiram reconhecer os dividendos que, outrora beneficiou esses setores com as políticas públicas, em especial na educação, que, a priori, levou esses setores a se aprofundar nos graus mais elevados, mestrado e doutorado; sem se falar na graduação, essa, chegou também às classes C e D que, naquele momento, não atrapalhava as pretensões da classe médio-alta, pelo fato de, essas não serem atingidas, até então, pela grande crise do capital mundial, iniciada nos Estados Unidos, chegando a Europa, Ásia, até chegar à América Latina.

Tendo acesso ao conhecimento, ao mercado de trabalho e ao consumo, esses setores mais abastados e formadores de opiniões, embora incomodados com os avanços, que chegaram também as classes C e D, que, também tiveram acesso ao ensino superior, especialmente, à graduação e a especialização. Mas, com o agravamento da crise e a consequente perda aquisitiva e acirramento competitivo do mercado de trabalho, a classe médio-alta, em especial, se viu decaindo o seu padrão de consumo e emprego, tornou-se ativa no sentido de críticas as políticas públicas de inclusão das classes C e D, chegando também a E, incentivando a volta do conservadorismo, em especial, advindo das religiões protestantes e de grupos neofacistas presentes em vários setores, influenciando, inclusive, jovens das classes C e D. Destarte, a classe E, essa até então, marginalizadas, foi beneficiadas com os programas sociais, como a Bolsa Família, moradia popular e demais políticas públicas, advinda do modelo Kerneisiano, presentes nos governos petistas de Lula e Dilma.

É fato também, que essas políticas públicas do estado de bem estar social kerneisiano, ajudou em muito, a tirar o país de um modelo altamente concentrador de rendas e benesses para pouco, para um país em melhoramento nos índices sociais, refletindo no mundo todo.

Destarte, com a chegada da crise em um momento crucial, período eleitoral, tendo o governo da então presidente Dilma, ser compelido a omitir dados da crise para não perder a reeleição, despertou os interesses golpistas de uma oposição ávida para retornar ao governo e tendo sido derrotada nas urnas, essa, a oposição, tendo em Aécio Neves e Temer os seus ícones, entre outros, se aproveitaram do momento, beneficiados pelo momento de perda de poder aquisitivo da classe médio-alta, incentivou-a irem para as ruas, juntou a tudo isso, os avanços das investigações da “Operação Lava-jato”, para desgastar ainda mais o governo petista e preparar o golpe parlamentar.

É fato também, que grande parte dos que preconizaram o golpe parlamentar, eram até então, falsos aliados dos governos petistas que, depois de três derrotas nas urnas, deixou o modelo socialista de lado e passou a defender o modelo social liberal kerneisiano, ou seja, não mexer no macro economia, essa continuou nas mãos dos grandes empresários dos setores industriais, agronegócio e banqueiros e implementou políticas sociais, pagas com altos impostos pela classe médio-alta, beneficiando as classes D e E.

O resultado de tudo isso, foi o acirramento, com o aumento da crise, as diferenças entre as classes. A alta burguesia, essa continua imune aos altos impostos, à perda de poder aquisitivo das classes pormenores, em especial, a média que, elegeu as classes D e E como responsáveis, distribuindo o ódio, o preconceito, apoiando o golpe parlamentar e se aproximando de políticos e religiões conservadoras e oportunistas, como o deputado neofascista JAIR BOLSONARO.

Por outro lado, vemos um judiciário omisso, perseguindo os “supostos inimigos”, na luta de classe e privilegiando outros, quando se esperava que estivessem do lado da lei para todos, que não é o caso. Vemos membros da mais alta corte, STF opinar e proteger políticos corruptos, como cidadão comum os fosse. Mas, esperar o quê de membros da corte maior, indicados por esses mesmos políticos corruptos e com relações promiscuas com os mesmos!

Por fim, vemos hoje em dia, quase todos os partidos políticos, com raras exceções de PSOL, PCB, PSTU e PCO, os demais todos envolvidos em corrupções passiva, ativa, crimes comuns, financiamentos escusos de campanhas e todos os tipos de relações promiscuas não republicanas. Fato esse, comum na nova republica, lembrando que, os líderes desse antro, vem do regime militar pós 64, como os senhores Sarney e família, Jader Barbalho, Collor, Maluf, Calheiros, Newton Cardoso e família, ACM e família que fizeram escola e deixaram ramificações até os dias atuais.

Uma reforma política seria, feita por pessoas serias, coerentes e com um pouco de ética, poderia nos dar novos rumos. No entanto, a reforma política que está sendo delineada por esses mesmos que hoje lapidam a rés pública, imorais, corruptos, canalhas e todos os tipos de adjetivos pejorativos, só vai manter os status quo deles e nada mudará, é só ver a tal lista partidária, proposta pelos líderes dos partidos achacadores e com simpatia até de setores da esquerda famigerada. Financiamento público de campanha já, pois, assim, todos os setores da sociedade poderão ter a chance de se elegerem e de se ter igualdade nas relações republicanas e na política, do contrario, haverá sempre a concentração de poder nas mãos das elites, dos corruptos em detrimento da maioria da população. E o povo, esse, o povo, não consegue enxergar de fato, no mundo político e econômico do país, o que de fato acontece. Portanto, em 2018, muito provavelmente, reelegerão os mesmos que lá estão e o ciclo de corrupção e canalhice continuará.