quarta-feira, 15 de maio de 2024

CHAPADA DIAMANTINA -BA

 por Jeorge Cardozo


Chapada, chapada,

Coração das Diamantinas,

Carrego tuas belezas naturais no peito,

Tu me falas,

Falas como o sol queima minha face,

Como as montanhas com suas flores perfumadas.


Caminhadas nos abismos entrelaçados

Como mel nas colmeias floradas,

Como um banho no lago encantado,

Como andar nas ruas de Lençóis

Lembranças de autrora.


Repousar no Hotel Terras dos Diamantes,

Na Pousada SanCar, descansar.


Caminhar, admirar, visitar, o Cemitério Bizantino em Mucugê.


Banhar, nadar, refrescar, distrair, no Rio Paraguaçu, em Andaraí.


Ovacionar o Morro de Pai Inácio,

Curiosidade de como as pedras lhes sustentas,

Percorrer as trilhas da Chapada Diamantina,

Observar as estrelas iluminando o céu,

Escrever poesias em uma ponta de papel.


Amar nas extremidades da paixão,

Navegar em rios de ilusão,

Apreciar o sabor do café natural da chapada,

Feitos por boas mãos.


A chapada diamantina têm Seabra, Itaberaba

Como portas de saídas e de entradas,

Têm Piatã, Morro de Chapéu, Itaquera, Rio de Contas, Ituaçu,

Têm Vale do Capão

Têm cachoeiras de montão.


Rompendo a Cacheira da Garganta do Diabo,

Amarás, ama, me chama,

Para me deliciar em em tuas entranhas

De pedras, , de cavernas, abismos sem igual.


Chapada Diamantina

Coração da minha Bahia

Que oras mim faz companhia.

MÃE

Não causam surpresa descobrir uma analogia estrutural entre os ritos ligados ao nascimento e aqueles que sanciona a passagem das meninas para a idade adulta.

Essa passagem é imediatamente legível em dois níveis. Antes de tudo, ela marca o reconhecimento social da maturidade biológico dos indivíduos que não podem mais ser considerados como crianças. Traduz em seguida a aceitação pelo grupo da entrada em seu seio de novos adultos, do pertencimento pleno e inteiro das meninas à sociedade. Ora, a ruptura com o mundo da criança é percebida nas meninas com a chegada do ciclo menstrual. Tornando-se mulher e morrendo a infância e nascendo para a vida social e maternal e expandindo a sua sexualidade e, em seguida, tornando-se mãe. De posse desse Dom que concebido pela natureza, tornando as mães  especiais para as suas pólen para o resto da vida.


Meus abraço especial as todas as mães!!!


Jeorge Cardozo um amigo legal.

SIMPLESMENTE SEIOS

 

Nos seios há um encanto feminina,

Curvas suaves, mistério profundo a desvendar,

Em sua pureza um convite ao tocar,

Em seus vários tamanhos, a beleza a se revelar.


Os seios, peitos, tetas, mamas,

Não importam nomes,

São como flores em um jardim encantado,

Pétalas macias que convidam a beija-los,

Embaixo das blusas, vestidos, sutiãs,

Guardam segredos,

e encantos,

Em seu abraço, os desejos que se evocam.


Oh, os seios, poesia em forma e vida,

Símbolo de vida, de nutrição e paixão,

Em seu contorno, a promessa de uma norma,

De beleza eterna, em cada coração.


Assim, celebremos a magia que os permeia,

Em cada verso, em cada gesto, em cada olhar,

Os peitos femininos, fonte de poesia,

Que enchem o mundo de encanto, de amor e de melodia.

Ti Desejar

 Ti desejar!


por Jeorge Cardozo 


O meu amor, no horizonte colore

São lembranças do teu sorriso!

Amo-ti vazivamente, quantas noites em prantos.


Tua face na noite transparece!


Tua boca quero beijar

Para no meu leito se deleitar!


Amor ao vento, desejo que causa espanto,

Sexo em silêncio.


Saudades reluzentes,

Esconde sentimentos,

Que na solidão da noite, não aguento.


Olho pela janela

No horizonte, um novo dia

Cheio de luz e reflexão 

Transforma o meu amor

Em um enorme tesão.


Amo ao amanhecer, com você

Quero crescer

E sempre estar

A ti desejar.

sexta-feira, 29 de março de 2024

A CRISE DE IDENTIDADE DAS ESQUERDAS E OS RUMOS DO PT

 

por Jeorge Cardozo*


Há uma crise de identidade nas esquerdas mundial, com reflexo na nacional.

No caso brasileiro que devemos fazer uma análise pormenorizada na conjuntura política atual, pré eleições municipais que terá reflexos direto na eleição nacional de 2026. Mas esse não apenas o fim do abismo, entre outros. Mais do que isso, a reflexão crítico - teórica a que me proponho a preconizar neste texto, passa também pela eleição municipal montesclarense do ano em epígrafe.

Ao analisar o atual estágio das esquerdas, no caso aqui, vamos nos atermos ao caso brasileiro. Não que esse problema seja só nacional, mas, também de caráter transnacionais. Mas, por uma questão da grande dimensão do tema ora proposto, vamos nos concentrarmos à questão local brasileira, com resquícios nos estados e municípios.

Ao dialogar com a problemática citadas na introdução, entendemos que a perda de identidade das esquerdas remota, ainda, a queda do muro de Berlim e a consequente derrota do Império Comunista Soviético, no final dos anos 80 e início dos 90, culminando com a globalização e as três derrotas eleitorais de Lula, quais sejam, 89, 94 e 98, e a consequente mudança de rumo do partido, para a disputa de 2002. 

Até às derrotas de 89, 94 e 98,  o PT fazia a disputa política e ideológica, baseada na luta de classe preconizada nas ideias de Marx e Engels, porém, com às derrotas narradas acima, veio do próprio Lula, a ideia de mudanças de paradigma dentro do PT.

Para tal enfoque, grupos ditos de esquerda, de caráter marxista, foram sendo expurgado do PT, como o caso do grupo que formou o PCO; depois os que formaram o PSTU; o grupo que formou o PSOL e por último, o grupo que formou a Rede. 

Esses grupos quando ainda estavam no PT, e ganhavam os encontros nacionais, aliados a outros grupos remanescentes dentro do PT, davam um tom de esquerda radical ao partido e tinha no socialismo o seu caminho natural. Portanto, foram esses três paradigmas que o PT se utilizou nas eleições derrotadas de 89, 94 e 98, que, de alguma forma, não agradavam aos setores dominantes do capital, em todas as suas esferas.

Obviamente que Lula nunca foi um esquerdista convicto, não obstante, que o mesmo foi tomar curso de sindicalismo nos Estados Unidos, em detrimento da União Soviética, até então, centro do socialismo deturpado de autrora.

Após às derrotas de 89, 94 e 98, Lula chega para as eleições de 2002, com "novas" ideias, tirar o PT de uma política ideológicas de esquerda socialistas de caráter marxista, para o paradigma social liberal a lá Keynes. Para tal enfoque, liderou as expulsões dos grupos todos como radicais de esquerda citados acima do partido, impondo, para a disputa de 2002, o paradigma keneysiano ao encontro nacional do PT. Vitorioso com sua tese, de um PT social liberal, buscou costurar aliança com os setores empresariais progressistas , e como consequências desse novo  paradigma petista, convidou um ícone do empresariado progressista José de Alencar, de um estado importante e estratégico eleitoralmente, como Minas Gerais, para ser o seu vice.

Com essa aliança social liberal, ou seja, lembrando um "morcego", agora o PT e o setor empresarial pôde "morder e assoprar" ao mesmo tempo. Intensificando as políticas sociais iniciadas de forma "caduca" nos governos de FHC, as políticas sociais foram incorporadas e aperfeiçoadas nos governos petistas, em comum acordo com os setores empresariais progressistas. Obviamente, que essa aliança entre PT e empresariados progressistas, matou os planos políticos do PSDB, mas, destarte, reascendeu a extrema direita.

A extrema direita que, desde a queda do regime militar pós 64, estava na periferia da política, foi se restruturando, principalmente com o advento globalização e com as suas consequências; avanços significativos das mídias sociais, bem utilizadas por esses setores, mais conservadores; e os fatores principais para isso, foram dois, ao meu ver, quais sejam: o uso do capital, já que esses setores são oriundos das classes A e B, e do seu grau de conhecimento, favorecendo o uso e a divulgação de suas ideias políticas e ideológicas, de forma que acabou por atingir um eleitorado que, até então, se identificavam com as ideias de esquerda, tanto na classe B, como chegou as classes C, D e até na E, mesmo que alienadamente.

Destarte, as esquerdas foram ficando inertes, principalmente por ter ganho o poder com Lula em 2002. Ainda que o Lula de 2002, como dissera no início desse texto, não se considera mais um esquerdista radical e sim, um social liberal a lá Keynes. Dessa forma, Lula que já era maior que o PT, tornou-se imperador dentro do PT, de forma que, junto com ele, foi se estabelecendo uma "velharia" que inibe a renovação de quadros, de ideias, de paradigmas, chegando agora, a metade do trigissimo ano do século XXI, como um partido sem renovação, perdido na disputa política e ideológica e sem quadros com credibilidades nas disputas por virem.

Isso fica claro, quando o PT nacional interfere de forma provinciana nas disputas regionais, sempre em detrimento a dos novos quadros emergentes, como: Marília Arraes, em Pernambuco, Lisiane Lins, no Ceará, Robison Almeida, na Bahia, e etc.

Para a eleição deste ano, o PT, praticamente, não têm quadros competitivos nas maiorias das capitais e médias e grandes cidades importantes da federação.

A falta de quadros é gritante. Nem nos estados governados pelo partido, como na Bahia ou na Paraíba, ou até mesmo no Ceará, o partido consegue quadros competitivos. As renovações praticamente não existem; os espaços de disputa política e ideológica vem sendo captados pela extrema direita; perderam os espaços de discussão, disputas, nas instituições religiosas, educacionais e até sindical. 

Vamos ao caso de Montes Claros-MG. Aqui, o PT têm dois parlamentares eleitos Leninha na Assembleia Legislativa e Paulo Guedes na Câmara Federal. Este último, embora não seja filho nato da terra, têm uma história com a cidade de Montes Claros-MG que o credencia a fazer a disputa política local, mas, apesar de ser um parlamentar aguerrido, com muito trabalho realizado em todo o Norte Mineiro, não se apresenta, ainda, como um candidato competitivo para os montesclarense, em parte, por tudo que escrevi acima, e, em outra vibe, pelo fato de o PT local está passando pela mesma inércia do estadual e do nacional.

Nós militantes, formadores de opiniões, colaboradores diretos, não temos espaço de debate político ideológico idealizado pelo partido, não temos direcionamentos responsável das ações política, até mesmo os pré candidatos que se apresentam com história dentro do partido, são ouvidos, a priori.

Faltam pouco mais de seis meses para o pleito municipal, tudo está sendo levados com a "barriga", não há fórum de discussão sobre a política local, sobre os rumos que vão levar a pré campanha, do pré candidato do Partido Paulo Guedes; temos um prefeito com uma série de problemas gestacional, mas, com uma boa avaliação perante o eleitorado, pelo simples fatos de os gestores anteriores, terem sido piores que ele, o faz "herói" por tapar buraco nas ruas centrais da cidade, por asfaltar determinadas áreas urbanas, por construir viadutos e pontes, nas, destarte, se esqueceu da saúde, não há médicos nem para as crianças; educação está de mal a pior; esportes, os campos de várzea estão fazendo vergonha, não há política para a cultura; as praças públicas é só lixo e matos; os parques municipal só faz paliativos para enganar a população; falou para a cidade toda de que iria reformar literalmente a lagoa da Pampulha, só fez paliativo e agora anuncia construção de um estádio de futebol, sem resolver o básico de uma gestão municipal, que é cuidar primeiro de sua gente e da cidade.

Os parques municipal estão uma vergonha, o Milton Prates, assim como o Sapucaia só paliativo, a exceção é o Sagarana, pois, quem frequenta ê uma pequena elite local, o resto é uma vergonha.

Portanto, temos vários problemas que um candidato que se apresente em oposição ao atual, com propostas claras e exequível, poderá se apresentar ao eleitorado e transformar Montes Claros-MG em uma cidade bem melhor para se viver, visitar e contemplar.

Cabe, portanto, a Paulo Guedes e Délio que se apresentam como pré candidatos progressistas debater e apresentar um projeto exequível de verdade e que leve credibilidade ao eleitorado, como mudança de verdade, mas, para isso, não podemos esperar o processo eleitoral chegar, para se fazer este debate, pois, será tarde demais. 

Por esta causa, cabe a militância, os pré candidatos a vereadores, a prefeito, os intelectuais orgânicos do partido, fazeram a diferença e serem os olhos e ouvidos da população, pois, se assim não o for, a derrota da centro esquerda será inevitável.


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*Jeorge Luiz Cardozo é militante do PT, agente, professor universitário, especialista em políticas públicas e desenvolvimento local sustentável.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

NOVO ENSINO MÉDIO, FALÁCIAS PARA ENGANAR TROUXA'

 'NOVO ENSINO MÉDIO, FALÁCIAS PARA ENGANAR TROUXA'


por Jeorge Cardozo


"Por 15 meses, a pandemia do novo coronavírus mantém os estudantes longe das escolas. De acordo com a Unicef, em 2020, cerca de 5,5 milhões de crianças e adolescentes não tiveram acesso à educação, além disso 1,38 milhão de estudantes com idades entre 6 e 17 anos, abandonaram as aulas no Brasil.


Em meio a todo o caos causado por essa fase de doença, morte e instabilidade no País, o governo federal e o estadual avançam com diversas medidas que precarizam ainda mais a educação pública e acentuam as desigualdades sociais já tão tão profundas.


O Programa de Ensino Integral (PEI) é uma dessas medidas. Traz uma roupagem de ampliação do tempo na escola, e consequentemente um aumento do aprendizado, com períodos de 7 à 9 horas escolares, mas na realidade não há uma ampliação dos currículos, muito menos adequação das escolas, o que torna a medida uma falácia, pois não haverá mais áreas do conhecimento para ampliar o aprendizado, sim uma extensão da quantidade de aulas e horas das disciplinas já tradicionais, principalmente Linguagens e Matemática, isso se for seguida a proposta da Reforma do Ensino Médio.


O PEI aumenta a evasão escolar, pois se o estudante não puder passar todo esse tempo na escola terá de sair, o que pode acarretar a ir pra mais longe de casa, e muitas vezes abandonar os estudos. Precariza as escolas do entorno, pois essas recebendo estudantes que não se adequaram serão ainda mais superlotadas. Há também redução na quantidade de docentes, de acordo com o Censo Escolar, de 2011-2018, houve redução de 27% dos professores nas escolas de ensino integral. Nas demais escolas da rede a queda foi de 8%.


As Escolas Cívico-Militares também avançam rapidamente, com 53 unidades aderindo em 2020 e 74 em 2021, o objetivo é instalar o total de 216 escolas cívico-militares em todo país até 2023. O projeto carrega a bandeira de que a militarização é a única chance da educação pública se salvar da indisciplina e da falta de resultados. A propaganda do governo se baseia nos bons índices das escolas militares, mas esquece de levar em conta que a maioria dessas escolas atende uma classe econômica muito superior à média geral dos atendidos pelas escolas regulares. Portanto, colocamos em discussão se é mesmo necessário um militar imprimindo na escola a formação de um “cidadão de bem”, baseado na opressão, na homogeneização dos corpos, na lógica mercadológica do capital, defensor da meritocracia e alinhado a valores conservadores ou um maior investimento na educação pública, nos estudantes de baixa renda e nos diversos bolsões da pobreza em São Paulo, objetivando a formação de seres críticos, autônomos, promotores de mudanças sociais.


Seriam necessários dois artigos distintos para pontuar todas as problemáticas dos programas mencionados, mas é necessário trazê-los à tona, pois ambos são o pano de fundo da Reforma do Ensino Médio e é dela que esse artigo trata. A mesma vem sendo implementada em 2021, com o estado de São Paulo, governado por João Dória Jr. (PSDB), pioneiro no estabelecimento da nova medida obrigatória do país. Essa proposta foi aprovada no governo do presidente do golpe, Michel Temer, em 2016.


Os jovens estudantes do primeiro ano do ensino médio tiveram até 8 de julho para escolherem as áreas que vão querer cursar em todo o período. Vão conquistar a tão propagandeada “autonomia”, no meio de uma pandemia, sem nenhum tipo de discussão e contato com seus professores, sem sequer entenderem direito do que se trata essa proposta, pois de acordo com os professores, foi passado pros estudantes apenas alguns textos introdutórios explicando do que se trata cada área do conhecimento.


É insustentável passar uma medida que retira horas e aulas dos Estudantes, que retira o direito a uma educação plural, focado em diversas áreas do conhecimento e que pode dar ao Jovem uma noção mínima de qualquer saber/área/conhecimento da vida e do mundo.


Os estudantes terão 10 opções de itinerários formativos que se relacionam com as matérias Gerais: linguagens, matemática, ciências da natureza e humanas e terá também a opção do ensino técnico-profissionalizante.


Significa que o estudante terá um ensino técnico integrado ao médio? NÃO, não é isso.


Primeiro porque uma dessas modalidades de ensino técnico, o Novotec Expresso, oferta cursos profissionalizantes que não se adequam aos critérios de carga horária e exigências de um técnico integrado. Ou seja, você aprende a realização de um trabalho, com o mínimo de preparo acadêmico, diminuindo as perspectivas de carreira, como a ida pra universidade.


Mas e o Novotec Integrado? Para o estudante ter seu certificado de técnico nessa modalidade, teria de passar pelo menos mais um ano na escola, já que os cursos técnicos precisam conter 3000 horas escolares, fora as horas de Trabalho de conclusão de curso, o famoso TCC, e o NovoTec Integrado possui apenas 900 horas.


Nem toda escola dará todos os itinerários formativos, elas precisam ter ao menos dois dos itinerários. E o critério de escolha desses itinerários na unidade reflete ao interesse da maioria dos estudantes então, se a maioria dos estudantes da sua escola optarem pelo itinerário técnico profissionalizante e outro optar pelo itinerário de aprofundamento em humanidades, este só terá opção de fazer um ensino técnico profissionalizante, se não quiser terá de ir pra outra escola. Onde isso é liberdade se não há opção de escolha?


Os governos federal e estadual propagandeiam que se importam com a educação e na prática eliminam aulas plurais, atribuindo suas horas para disciplinas completamente voltadas ao mercado de trabalho precário, sem direito trabalhista, sem perspectiva de crescimento e desviando o destino de vários jovens que poderiam ir para as universidades. Como os estudantes irão realizar os vestibulares sendo que são cobrados conhecimentos mínimos de todas as áreas?


Os estudantes da escola pública terão cada vez menos perspectivas de saírem dos lugares comuns estabelecidos pela sociedade burguesa, branca, racista, patriarcal: o balcão do McDonald’s ou a P.A. do telemarketing.


Estão cada vez mais distantes das nossas realidades uma educação pública de qualidade, com participação de toda comunidade escolar e as nossas cadeiras nas universidades públicas. Mas isso não é novo". (Texto publicado em Carta Capital)

SOBRE A PRISÃO DE ROBERTO JEFFERSON

 SOBRE A PRISÃO DE ROBERTO JEFFERSON


por Jeorge Cardozo*


Utilizar-se de dinheiro público para atentar irresponsavelmente contra o Estado Democrático de Direito, financiar manifestação de cunho golpista em redes sociais e por outros meios, clamar abertamente por um golpe de Estado, se utilizar de porte e posse de armas de fogo para incentivar violência, tudo isso se utilizando de sua condição de presidente do PTB é legal ou crime?

Decretar de ofício a prisão preventiva de um criminoso como Roberto Jefferson, pela Suprema Corte, criminoso no 'Mensalão' e em vários outros atos ilícitos, como fez o ministro do STF Alexandre de Morais, trata-se de censura prévia, palavras de Augusto Aras da CGU, abuso de poder, crime ou medida amparada pela Constituição?

ART. 311. 'em qualquer fase da investigação policial ou do processo penal, caberá a prisão preventiva decretada pelo juíz, de ofício, se no decorrer da ação penal, ou requerimento do ministério público, do querelante ou do assistente, ou por representação da autoridade policial".

Portanto, não podemos confundir deliberadamente 'liberdade de expressão', com liberdade para delinquir. E quando são adnostados, justamente o que pregam: Estado policialesco. Desta forma, "não podemos confundir liberdade de expressão com crime, sob pena de se confundir crime com liberdade de expressão".

Portanto, prisão para Jefferson e todos os que conspira contra as instituições e contra o Estado Democrático de Direito.