quarta-feira, 18 de julho de 2018

-REPOSTA AO EXCELENTE TEXTO "DO CAOS ATUAL À GOVERNABILIDADE DO BRASIL" DO PROF. FERNANDO ALCOFORADO.

por Jeorge Cardozo

Não podemos esquecer de que o caos atual foi delineado pelo " cheirador de coca" Aécio Neves que, ao não reconhecer a derrota eleitoral sofrida pelo seu grupo politico nas urnas, articulou com o transloucado por poder Michel Temer o golpe parlamentar. Com um presidente ilegítimo e sem competência e nem carisma, o caos foi se constituído a partir das medidas econômicas de caráter entreguista, de tentativa de destruição do monopólio da Petrobras, do Mercosul, do G20 e da volta do capital especulativo internacional, em especial, dos EUA, avaliador do golpe. Destarte, com um parlamento em sua maioria corrupto, inoperante, com raras exceções, tem fomentado o crescimento da extrema direita, ainda que a centro esquerda tenha pré candidatos bem avaliados nas pesquisas eleitorais, não há sinais de união entre eles. Já do lado da centro direita os pré candidatos existentes Alckmin, Maia, Meireles, Dias e etc, nenhum dar sinais de reação nas pesquisas, a priori, levando a uma polarização entre extrema direita com nuances neofascistas, Bolsonaro e a centro esquerda com Lula, Ciro, Marina. Portanto, dentro do cenário descrito aqui e analisando o bom texto do ilustre professor, o único nome, a priori, que ainda pode unificar os diversos grupos em caos, com exceção da extrema direta, Lula ainda é esse aglutinador das forças em caos enfim...

-QUEM NÃO SABE PROTESTAR XINGA A SE PRÓPRIO.

Por Jeorge Cardozo

A ideia de paralisação dos caminheiros, a priori, parecia o grande lance de acuar o cambaliente governo Temer, mas, no entanto, subestimaram a gangue de políticos e empresários por trás do golpe parlamentar e os seus interesses escusos e, destarte, os diversos interesses também escusos infiltrado do lado dos grevistas.
O presidente fez o maior alarde ao anunciar um acordo que, apoiado por uma midia alienante, logo fez a população achar que tava aceitando um grande negocio. Mas, o povo brasileiro por, na sua maioria, não entender nada de economia, não foi capaz de perceber a grande armação por trás do dito acordo. Primeiro porque só englobou o diesel e a gasolina continuou com os preços altos e atrelados ao mercado internacional, enquanto os salários dos trabalhadores e funcionários públicos continua desfasados, segundo é que, quem vai pagar as contas do dito desconto de 0,46 centavos no litro, será o próprio trabalhador, pois, os cortes no orçamento para bancar o dito acordo, sairá em grande parte da educação e da saúde já cambaliadas e por último, a suposta queda do presidente da Petrobras a serviço do capital especulativo à frente da maior companhia brasileira, Parente, foi mais uma enganação tanto do Temer para ficar bem com os petroleiros e com o ano eleitoral e também para Parente, que já há algum tempo se cogitava nos meios empresarial a sua ida para presidir o conselho da Brasil Foods, leia-se Sadia-Perdigão, gigante mundial do setor de alimento.
Portanto, nem o povo e nem os caminheiros vão ter ganho algum com a paralisação e como sempre, só as elites ganharam com o que chamo de "quem não sabe protestar xinga a si próprio.

-"POBRE ARGENTINA"

por Jeorge Cardozo

A Argentina que, assim como o Brasil, apresentava altos índice de avanços na sua economia, com a crise cítrica do capital, foi afetada, ainda no governo de Cristina Kischener, que assim como Dilma, teve a falta de sorte de à crise que, a priori, começou no "berço" do capitalismo, Estados Unidos, afetando em cheio as economias em desenvolvimento como a brasileira e a própria Argentina. Fato esse, aproveitado pela direita e pela extrema direita, para culpar os governos de caráter social e chegarem ao poder e agora, esse governos de direita e de extrema direita, demonstrando os seus caráter antipatriota e entreguista das soberanias nacionais ao capital internacional, Mauricio Macri, presidente Argentino, acaba de tomar através do famigerado FMI (Fundo Monetário Internacional), 50 bilhões de dólar emprestado, levando de volta essas nações que, depois de muitas lutas para sair da influencia do FMI e do capital internacional feita por governo de caráter mais nacionalistas e de caráter popular.
É bom que o povo brasileiro nesse ano de eleição saibam que temos também um candidato de extrema direita, leia-se Jair Bolsonaro, polarizando o pleito eleitoral e é simpatizante desse modelo de Estado mínimo e dependente do capital internacional. Anda e volta Bolsonaro faz declarações dizendo que vai vender as empresas estatais para a iniciativa privada, desse modo, empresas estratégica para o país como Petrobras, Eletrobras e etc, podem estarem com os dias contados caso esse senhor que não gosta de pobre e trabalhador, ganhe as eleições.

-ANASTÁSIA QUER VOLTAR?



por Jeorge Cardozo

Depois de uma gestão desastrosa à frente do governo mineiro, o senador pelo PSDB, Antonio Anastásia quer voltar ao governo do estado. Juntamente com o outro senador e seu correligionário Aécio Neves, essa dupla arrasou as fianças do estado mineiro, deixando um terrível legado para o atual governador Fernando Pimentel e para a população que, vem tendo diversos problemas ao precisarem da saúde, educação e segurança. Destarte, os funcionários públicos também tem sofrido na pele os desmandos deixados por essa dupla de políticos irresponsáveis que, ao perderem as eleições estadual e federal, se utilizaram da ingerência administrativa, como forma de inviabilizar a gestão atual de governar. 
O problema de tal irresponsabilidade é as finanças mineira arruinada e o povo, juntamente com os funcionários públicos, pagando uma conta que não são deles. 
Portanto, precisamos punir nas urnas essa irresponsabilidade preconizada por esse grupo político, leia-se PSDB e seus caciques políticos Aécio e Anastásia.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

-NAS ELEIÇÕES DE 2018, EXERÇA A SUA CIDADANIA PLENA!


Por Jeorge Cardozo
A eleição nacional deveria estar a se formar em um aspecto harmônico à crise política, econômica e social aprofundada no Brasil, a partir do golpe parlamentar preconizado pelo capital, representado por parte entreguista da burguesia nacional, políticos corruptos e de direita, setores falsos moralistas e aproveitadores presentes nas religiões e no crescimento da extrema direita, oriundos, em especial, nos diversos setores da segurança pública, classe média e agronegócio. Este ciclo está associado a uma ideia de desconstrução do projeto social liberal nos moldes gramaciano, implementado pelo PT e PCdoB que elevou as camadas C, D e E ao consumo, ensino universitário e certa ascensão social que, a priori, sempre incomodou as classes A e B, mas como no inicio dos governos Lula e Dilma esses setores também estavam sendo beneficiados, eles não tiveram reações contrarias ao PT, mas, com o advento da crise mundial que, a priori, começou nos Estados Unidos e depois, contaminando as demais economias emergentes, como a brasileira, esses setores gangster do capital, se aproveitaram para delinear o golpe parlamentar contra a presidente legitima Dilma Rousseff e no claro objetivo de inviabilizar a volta do PT ao poder, desencadearam uma implacável perseguição ao ex-presidente Lula e aos possíveis sucessores dele, numa clara e vergonhosa ação de desconstrução das políticas públicas de inclusão social desenvolvidas no país até então e a volta de um processo escroto de venda de empresas estratégica nacional para o capital estrangeiro como Pré-sal, setor energético, Embraer, destruição das reservas ambientais na floresta amazônica e etc.
É um excelente momento para o povo brasileiro conhecer as pessoas certas, que poderão lhe beneficiar de alguma forma no seu trabalho ou em sua vida social, ou até na vida material. A qualidade natural deste momento envolve uma boa-escolha de quem vai nos representar na politica nas próximas eleições. Estes políticos que estão aí, em especial os “caciques” e seus aparentados, não nos representam, é só vermos as reformas contra o povo que eles estão aprovando e estão por aprovar, trabalhista, previdenciárias e muitas outras contra os interesses do povo. Portanto, precisamos ficar de olhos aberto nos candidatos dos partidos achacadores do povo como os seguintes: PSDB, MDB, PR, PSD, PP, DEM, PSL, PSC, SD, PRB, esses partidos são os responsáveis diretos pela crise atual e pelas reformas contrarias aos nossos interesses nos Estados e em Brasília e, destarte, esses são os partidos que, na maioria das vezes, votam a nosso favor: PDT, PT, PSB, PSOL, PCdoB, REDE, PSTU, PCB, PCO. Portanto, quando for votar no dia 07 de outubro fique de olho nos partidos que votam contra ao trabalhador e naqueles que votam a nosso favor.
Dessa forma, na qualidade de mestre em politicas públicas, funcionário público e cidadão, vejo-me compelido em lhes darem essa contribuição sem apego politico ou ideológico de quem quer que seja e sim na qualidade de cidadão classista e a serviço do povo.

quinta-feira, 22 de março de 2018

-O PERFIL DOS ELEITORES (AS) DE JAIR BOLSONARO!



Por Jeorge Cardozo*

QUEM É BOLSONARO

O perfil dos eleitores (as) do pré-candidato a presidência da república Jair Bolsonaro, candidato, diga-se de passagem, cara velha na política nacional, foi vereador e está deputado federal por mais de 25 anos, tendo botando toda a família em cargos eletivos, além das acusações, anda e volta de favorecimento de parentes, com passagem por quase todos os partidos da direita, em especial os que se definem como “centrão”, como PMDB, DEM, PSD, PP, PR, PSC e agora, no PSL. Todos envolvidos até a alma em diversos tipos de processos, seja por corrupção ativa e passiva, seja por crime comum, tipificados no Código Penal. Durante esses longos períodos na política, nunca teve um Projeto de Lei aprovado, embora tenha apresentadas umas centenas, todos eles foram reprovados por vícios de constitucionalidade ou por irem de encontros aos preceitos da democracia.

PERFIL DOS ELEITORES DE BOLSONARO

Hoje, o Bolsonaro detém cerca de 10 a 15 % do eleitorado que, a priori, se caracterizam como católicos conservadores, protestantes conservadores, militares conservadores de baixo-médio escalão, setores da segurança pública conservadores, jovens, em sua maioria, profissionais liberais, micros empresários, oriundos de faculdades particulares pequenas e médias, não gostam de leituras, seus conhecimentos de economia e políticas são advindos de grupos de internet e, durante os governos de Lula e Dilma, tiveram acesso ao ensino superior técnico em pequenas e médias faculdades presencial ou a distancia, que, com o aprofundamento da crise econômica delineada pela inflexão do capitalismo, perderam empregos, acesso ao consumo e viram-se retroagindo para as classes C e D. Por não terem um conhecimento mais aprofundado das nuances econômica e politica, desconhecem, em sua maioria, os conceitos mais aprofundados de estrutura, infraestrutura e superestrutura e os seus reflexos na visão de mundo, bem como de classe. Esses setores começaram a procurar um “bode expiatório”, elegendo a esquerda, do ponto de vista político, como responsável pela crise e os setores “marginalizados” da sociedade como: sem tetos, sem terra, oriundos da Bolsa Família, grupos LGBT, indígenas, “favelados”, pobres e etc., como alvo de sua ira.

Como foi descrito acima, esses setores, por total desconhecimento de História, sociologia, luta de classe, estrutura, infraestrutura, superestrutura e tendo acesso aos mais diversos grupos de mídia, que, no mundo todo, espalham uma visão de mundo antiga, mas, que depois do fim da segunda grande guerra e, consequentemente, com as mortes de Hitler, Mussolini, Franco, Salazar e outros, tiveram suas ideias Nazifascistas combatidas em todo o mundo, mas, nos últimos anos, com mais uma crise cítrica do capitalismo, começada no berço atual do mundo capitalista, Estados Unidos e se espalhando mundo afora e chegando por último, no Brasil, sendo aproveitada por setores derrotados pelo PT, nos últimos pleitos eleitorais, derrubaram o governo Dilma e com as famigeradas pautas “bombas”, aprofundaram ainda mais a crise, levando esses setores a buscaram no “colo da viúva ideia neo-nazifascista”, subsidio para espalhar um retrocesso na famigerada democracia burguesa e de aprofundamento das tensões classista, homofobia, visão retrograda sobre a mulher, preconceito, ódio, intolerância e etc.

O USO DAS REDES SOCIAIS PARA DISSEMINAR IDEIAS CONSERVADORAS DE EXTREMA DIREITA

Destarte, aparece esse Jair Bolsonaro, juntamente com setores conservadores das igrejas, da segurança pública e oportunistas de plantão, se aproveitaram da chance de se promoveram politicamente, usaram de forma irresponsável, hipócrita, cretina das redes sociais e da internet como um todo, para espalhar, de novo, essas ideias, atingindo, em cheio, esses setores que, a muito, já vinham insatisfeitos e com a crise, aprofundaram ainda mais esse abismo e o aumento desenfreando da violência por todos os lados, tanto do lado da marginalidade, como do lado dos setores de segurança que, na sua maioria, despreparados, com salários, planos de carreiras e tudo mais defasados, tornando-se alvo fácil para essas ideias e para esses setores aproveitadores das religiões e da política.

ANALISE FINAL

Lembro que essas analisem são puramente do campo empírico, pois, por ser um fenômeno contemporâneo, não requeremos de maiores produção para referenciarmos com outras fontes atualizadas. Portanto, busquei e tirei essas analisem das minhas vivências como professor, militante, agente na área de segurança, estudos e analises dos perfis desses eleitores nas redes sociais e na convivência e debate de ideias com esses segmentos enfim...
Jeorge Cardozo é professor, funcionário público, graduado em filosofia e mestre em políticas públicas e desenvolvimento local sustentável.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Os empregos que desaparecerão com os avanços tecnológicos!


Fernando Alcoforado*
Jeorge Cardozo*
Em pesquisas recente realizadas pelos professores mestre e doutor Jeorge Cardozo e Fernando Alcoforado, fomos a fundo nos estudos sobre os impactos que os avanços tecnológicos irão implicar em algumas profissões ao redor do mundo. Esse estudo busca, acima de tudo, esclarecer aos setores da sociedade, que, a priori, dizem não gostarem de lê, como se isso, fosse um simples prazer ou lazer e não uma certa obrigação para a visão de mundo e entendimento das nuances que lhes são colocadas no mundo macro globalizado e competitivo em todas as suas plataformas.
No livro The Second Machine Age (A segunda era da máquina), seus autores afirmam que a combinação do poder de computação maciço com redes abrangentes, aprendizado de máquinas, mapeamento digital e a "Internet das coisas" estão produzindo uma revolução industrial completa, na mesma escala que as transformações causadas pela energia a vapor e a eletricidade. A consultoria Boston Consulting Group prevê que, em 2025, até um quarto dos empregos seja substituído por softwares ou robôs, enquanto que um estudo da Universidade de Oxford, no Reino Unido, aponta que 35% dos atuais empregos no país correm o risco de serem automatizados nas próximas duas décadas (BRYNJOLFSSON, Erik e McAFEEE, Andrew. The second machine age. New York: Norton paperback, 2016).
Udo Gollub, CEO e fundador da empresa Sprachenlemen24 de Munique, fez conferência em Messe Berlin na Universidade da Singularidade quando apresentou previsões tecnológicas disponíveis no website <https://www.facebook.com/udo.gollub/posts/10207978845381135>, que se forem confirmadas reforçarão a Revolução Informacional ou Pós-industrial que vivenciamos. Em síntese, Udo Gollub afirma que: 1) o software irá destroçar a maioria das atividades tradicionais nos próximos 5-10 anos como o UBER vem fazendo com o serviço de táxis; 2) a Inteligência Artificial como a WATSON, da IBM, poderá oferecer aconselhamento jurídico (por enquanto em assuntos mais ou menos básicos) dentro de segundos, com 90% de exatidão se comparado com os 70% de exatidão quando feito por humanos; 3) em 2030, os computadores se tornarão mais inteligentes do que os humanos; 4) em 2018, os primeiros veículos serão dirigidos automaticamente; 5) ao redor de 2020, a indústria automobilística tradicional começará a ser demolida e a maioria das empresas fabricantes de carros poderá falir porque as companhias tecnológicas (Tesla, Apple, Google) adotarão a tática revolucionária construindo um computador sobre rodas; 6) carros elétricos se tornarão dominantes até 2020; e, 7) o preço da energia solar vai cair de tal forma que todas as mineradoras de carvão cessarão suas atividades ao redor de 2025.
Udo Gollub acrescenta que: 8) haverá um impacto na área da saúde porque teremos empresas que construirão um dispositivo médico (chamado Tricorder na série Star Trek) que trabalha com o seu telefone, analisa sua retina, testa sua amostra de sangue e analisa sua respiração (bafômetro). Analisará 54 bio-marcadores que identificarão virtualmente qualquer doença; 9) o preço da impressora 3D mais barata caiu de US $ 18.000 para US $ 400 em 10 anos e tornou-se 100 vezes mais rápido; 10) 70-80% dos trabalhos desaparecerão nos próximos 20 anos; 11) até 2020, haverá um aplicativo chamado moodies que já é capaz de dizer em que humor a pessoa está e pode saber se a pessoa está mentindo por suas expressões faciais; 12) Bitcoin (dinheiro virtual) pode tornar-se dominante em 2020 e pode até tornar-se moeda de reserva padrão; 13) em torno de 2036, as pessoas poderão viver bem por mais de 100 anos; e, 14) até 2020, 70% de todos os seres humanos terão um smartphone.
As profissões mais ameaçadas pelos robôs, segundo Wakefield, são os motoristas de táxi, operários de fábrica, jornalistas, médicos, advogados, funcionários de escritório, trabalhos de entrega de mercadorias, policiais, etc (WAKEFIELD, Jane. Quais profissões estão ameaçadas pelos robôs? Disponível no website <http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/09/150914_profissoes_robos_lgb>).Motoristas de táxi ao redor do mundo estão ameaçados pelo Uber quanto motoristas em geral por fabricantes de veículos que já estão fabricando unidades que dispensam a presença do motorista. Operários de fábrica estão ameaçados porque as linhas de montagem estão sendo cada vez mais automatizadas. A profissão de jornalista está ameaçada porque em futuro próximo, reportagens não serão mais escritas por jornalistas e sim por softwares capazes de coletar dados e transformá-los em textos minimamente compreensíveis. Os médicos estão ameaçados porque alguns procedimentos médicos são feitos de forma mais rápida por robôs que já estão ajudando médicos a realizarem cirurgias. Os funcionários de escritório já estão sendo substituídos por máquinas inteligentes que realizam inúmeras de suas tarefas. Os trabalhadores dedicados a entrega de mercadorias serão substituídos por drones ou veículos sem motorista. Policiais e militares serão substituídos por robôs.
Em 2013, pesquisadores da Oxford University publicaram um estudo detalhado do impacto da computação sobre o emprego nos Estados Unidos considerando os avanços recentes em aprendizado de máquinas (machine learning) e robôs móveis. Eles analisaram cada uma das categorias profissionais catalogadas pelo U.S. Bureau of Labor Statistics baseada em um banco de dados sobre competências requeridas para exercer esses empregos. Os pesquisadores concluíram que 47% dos atuais empregos estão sob alto risco de automação nos próximos anos e décadas e outros 19% sob risco médio. Eles consideram que somente um terço dos atuais trabalhadores estão salvos de substituição nas próximas uma ou duas décadas. 
Os pesquisadores da Oxford University concluíram que as profissões que requerem trabalhos manuais (blue-collar) mais susceptíveis de substituição pela automação são as seguintes: 1) escavadores de esgoto; 2) supervisão de reparadores; 3) operadores de máquinas; 4) escrutinador; 5) funcionários de transporte, de recepção e de trânsito; 6) motoristas; 7) inspetores, testadores, classificadores e amostradores; 8) projetor de imagens no cinema; 9) caixas; 10) moedores e polidores; 11) trabalhadores rurais; 12) lobistas, tomadores de ingressos; 13) cozinheiros; 14) concessionários de jogos; 15) engenheiros de locomotivas; 16) atendentes de balcão; 17) funcionários de correios; 18) paisagistas e jardineiros; 19) montadores de equipamentos elétricos e eletrônicos; e, 20) trabalhadores para impressão, encadernação e acabamento. As profissões menos susceptíveis à automação entre os “blue-collars” são as seguintes: 1) terapeutas recreacionais; 2) audiologistas; 3) terapeutas ocupacionais; 4) ortopedistas e técnicos em prótese; 5) coreografistas; 6) médicos e cirurgiões; 7) dentistas e ortodentistas; 8) instrutores de educação física; 9) silvicultores; 10) enfermeiros; 11) maquiadores; 12) farmacêuticos; 13) treinadores e escoteiros; 14) terapeutas físicos; 15) fotógrafos; 16) quiropráticos; 17) veterinários; 18) artistas e artesãos; 19) designers florais; e, 20) designers de tecidos e roupas.
Os pesquisadores da Oxford University concluíram que as profissões que requerem trabalho intelectual (white-collar) mais susceptíveis de substituição pela automação são as seguintes: 1) preparadores de declaração de renda; 2) examinadores de títulos; 3) assinantes de serviços e processadores de reclamações; 4) funcionários de corretagem e entrada de dados; 5) oficiais de empréstimo; 6) analista de crédito; 7) funcionários de contadores e auditores; 8) funcionários assalariados; 9) arquivista; 10) operadores de quadros de distribuição; 11) gestores de benefícios; 12) assistentes de biblioteca; 13) operadores de reatores nucleares; 14) analista de orçamento; 15) escriturários técnicos; 16) transcriptores médicos; 17) cartógrafos; 18) revisores; 19) processadores de texto e datilógrafo. As profissões menos susceptíveis à automação entre os “white-collars” são as seguintes: 1) analista de sistema; 2) engenheiros; 3) artistas de multimídia e animadores; 4) cientista de pesquisa de computação e informação; 5) chefe executivo; 6) compositores; 7) projetistas de moda; 8) fotógrafos; 8) administradores de bancos de dados; 9) gestores de compras; 10) advogados; 11) escritores e autores; 12) desenvolvedores de software; 13) matemáticos; 14) editores; 15) projetistas gráficos; 16) controladores de tráfego aéreo; 17) engenheiros de som; e, 18) editores de escritório (desktop).
O avanço tecnológico gerará inevitavelmente três consequências: 1) a queda no consumo ou demanda geral de bens e serviços devido ao aumento do desemprego e a redução do poder aquisitivo da população trabalhadora; 2) o declínio da classe média com grandes implicações de natureza política haja vista que ela atua como aliada da burguesia em seu confronto com o proletariado; e, 3) o enfraquecimento da luta dos sindicatos em prol dos trabalhadores e da luta de classes entre burguesia e proletariado. Tudo isto que acaba de ser relatado impactará negativamente sobre o mundo do trabalho porque poderá levar ao fim do emprego, mas levará o mundo ao caos político, econômico e social nos planos nacional e mundial que acelerará o fim do capitalismo como sistema mundial em meados do século 21 em consequência de seus rendimentos decrescentes (queda tendencial do crescimento do PIB e da taxa de lucro mundiais). O proletariado deixaria de ser o messias da humanidade como preconizava Marx. O declínio da classe média onde se encontram os trabalhadores de “colarinho branco” coloca em xeque sua ascensão social cujos integrantes marginalizados e frustrados juntamente com o proletariado poderão se constituir em forças poderosas a serviço das mudanças sociais em prol do progresso social que beneficia toda a sociedade ou em massa de manobra do fascismo que beneficia as classes dominantes.
Obs. É importante que divulguem essas informações.
Leia mais em: http:blogdocardozo3333.blogspot.com
*Fernando Alcoforado – professor doutor.
*Jeorge Cardozo – funcionário público mestre.