quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

-FAÇO PARTE DA “SOCIEDADE DOS QUE NÃO SE ENVERGONHAM”

PRA TODOS VOCÊS!


A sorte está lançada. Já tomei minha decisão. Pisei na linha de partida. Não olharei para trás. Não pararei. Não diminuirei o ritmo. Não recuarei, nem ficarei parado.
Meu passado foi redimido, meu presente faz sentido, e meu futuro está seguro. Não quero mais levar uma vida baixa e vazia, andar por vista, fazer planos pequenos, ter joelhos macios, sonhos sem vida, visões restritas, participar de conversas mundanas, fazer contribuições medíocres e traçar alvos minúsculos.
Não preciso mais de destaque, nem de prosperidade. Não careço de uma posição, de me promover, de receber aplausos ou de ser conhecido das pessoas. Não preciso estar sempre certo, ser o primeiro em tudo, ocupar a posição mais alta, ser conhecido, exaltado, respeitado ou recompensado. Hoje, vivo pela fé, apoio-me na presença de Deus, caminho com paciência, vivo pela oração e trabalho com poder.
Estou determinado, meu passo é acelerado, o meu alvo é o céu. Meu caminho é estreito, meus companheiros são poucos, meu Guia é confiável, e minha missão é clara. Nada será capaz de me comprar, de me fazer transigir, de me desviar, de me seduzir, de me fazer virar as costas, de me iludir ou impedir de caminhar. Não me acovardarei diante do sacrifício, nem hesitarei na presença do adversário. Não negociarei à mesa do inimigo, não pensarei em me associar à popularidade, tampouco perambularei no labirinto da mediocridade.
Não desistirei, não me calarei, não me renderei, tampouco diminuirei o passo até que tenha vigiado, acumulado tesouros no céu, orado, pagado o preço e proclamado a causa de Cristo. Sou um discípulo de Jesus. Devo “ir” até Ele voltar; dar até me desprender; pregar a todos quantos conheço e trabalhar por Ele até o dia em que Ele me impedir de fazê-lo. E, quando Ele vier para os seus, sei que não terá dificuldade de me reconhecer. Minha bandeira é clara: faço parte da “sociedade dos que não se envergonham”.

BOAS FESTAS E FELIZ ANO NOVO PRA TODOS OS MEUS AMIGOS (AS). EM 2014, FÉ NO QUE VIRÁ

-O PODER DO AMOR

por Jeorge Cardozo

Os mais sublimes céus,
os homens, mulheres
e este simples mortal
sucumbe ao poder do amor,
da paixão, do desejo, da afeição;
Eis porque os gloriosos deuses
astros supremos eternizou no
homem e na mulher tão nobre
qualidade: amar, apaixonar, desejar...
Eternizou na minha essência teu
cheiro, teu afego, tuas loucuras de amor
que me afoga na tua entranha molhada.

-MENSAGEM DE FIM ANO PRA TODOS OS AMIGOS (AS)!


POR JEORGE CARDOZO

Não Importa como foi o teu 2013 nem como tem ser sido o teu presente e nem como será o teu 2014. O TEU FUTURO ESTÁ INTACTO!!! Não se antecipe! Não se Atemorize! Não Fique Inquieto por coisa alguma! Lance diante do Senhor tua ansiedade, teus medos, teus dilemas, tuas dores e todas as situações difíceis que quase ninguém sabe que você passa mas DEUS CONHECE e o próximo ano manda te dizer: NÃO TEMAS! TUDO VAI MUDAR!!! TUDO VAI MUDAR!!! Todas as vezes que você chora em secreto e esconde no silêncio as frustrações e decepções que tem vivido Deus tem te visto e todos os teus clamores Ele tem ouvido!!! SE PREPARE! TODOS VÃO VER DEUS EXALTANDO VOCÊ! O Cativeiro vai virar! O Mar vai se abrir e do outro lado
você vai cantar um Hino de VITÓRIA ao Deus que está agindo nesse instante, nesse momento, nesta hora... Continuem em frente.

ÓTIMO NATAL E UM ANO NOVO CHEIOS DE GRANDES REALIZAÇÕES, FÉ NO QUE VIRÁ.

-2014: SUSTENTABILIDADE EM REDE JÁ! FÉ NO QUE VIRÁ


Adaptado por Jeorge Cardozo*


“Nós temos por testemunho as seguintes verdades: todos os homens/mulheres/ negro/branco/gays/lésbicas/ pessoas com necessidades especiais são iguais: foram aquinhoados pela natureza com certos direitos inalienáveis e entre esses direitos se encontram o da vida, da liberdade e da busca da felicidade individual e coletiva.
Os governos e seus dirigentes são estabelecidos pelos homens/mulheres para garantir esses direitos, sem exceção e com igualdade para todos, e seu justo poder emana do consentimento do povo.
Todas as vezes que uma forma de governo, seja ele qual for, torne-se destrutiva desses objetivos, os povos têm direito de mudá-lo ou de abolir, e estabelecer um novo governo, fundando-o sobre os princípios e sobre a forma que lhes possam satisfazer todas as necessidades materiais, a segurança e a felicidade individual e coletiva.
A prudência nos ensina que os governos e seus dirigentes estabelecidos depois de longo tempo não devem ser mudados por causa dos motivos superficiais e passageiros. Mas, quando uma longa série de abusos e usurpações (no caso do PT atualmente, já lançado em corrupção, assistencialismo eleitoreiro, vícios escusos dos partidos aliados e seus congressistas e no passado, PSDB/DEM tendo invariavelmente ao mesmo fim, marcam o objetivo de submetê-lo aos atos de corrupção e desvio de função da res-pública (coisa pública), é direito do povo, é seu dever, rejeitar esse governo e por meio de um novo governo (que ainda não tenha governado), salvaguardar sua segurança pessoal e coletiva futura.
Tal é a situação atual de nosso Brasil, e daí a necessidade de se usar a democracia popular participativa para mudar esse governo e seus dirigentes. A história do governo petista atual e do PSDB/DEM anterior é caracterizada por entrega dos bens públicos a pequeno grupo de grandes empresários e latifundiários, políticos corruptos e de “migalhas” para as classes oprimidas, que são maioria, de forma, que é preciso mudanças imediatas, com partidos novos e compromissados com as verdadeiras mudanças sociais, econômicas, políticas e de combate sistemáticos a corrupção que atrasa o país, afunda a saúde, a educação, o desenvolvimento como um todo vindoura. SUSTENTABILIDADE EM REDE JÁ! FÉ NO QUE VIRÁ.

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*Jeorge Luiz Cardozo é mestre em políticas públicas e desenvolvimento local sustentável

sábado, 7 de dezembro de 2013

-O BRASIL NÃO É PARA AMADORES


O BRASIL NÃO É PARA AMADORES

Por Aninha Franco*

Adaptação Jeorge Cardozo*
      
O surpreendente País do Futebol fez da visita do Papa Francisco, guia máximo de uma religião em declínio, o melhor espetáculo do ano, até agora. De prosa elegante e impactante, como seus antecessores da Companhia de Jesus, Antônio Vieira (1608-1697) e Manoel da Nóbrega (1517-1570), Francisco encantou católica desencantados e até ateus com seu discurso. A Companhia de Jesus, ordem de Francisco, a mais intelectual das ordens católicas, educou os brasileiros de 1549 a 1759, quando o Marquês de Pombal a expulsou do Brasil, impaciente com o seu poder na Colônia. Outras ordens chegaram, desde os primeiros minutos de Brasil, muitas, mas aos Jesuítas, ou inacianos (Santo Inácio de Loyola é o fundador), o Papa e o Rei entregaram a catequese dos autóctones e a educação dos brasileiros.
     Os Jesuítas não foram bem-sucedidos na tarefa que o Rei João 3º, cognominado pelos historiadores de “O Colonizador” e por seus contemporâneos de “O Pateta”, e o Papa Paulo 3º lhes confiaram. A Colônia não era para amadores, diria Tom Jobim, se aqui estivesse. E a má educação secular espalhou-se, imperial, ainda hoje, sem perspectivas de melhorias. Falta educação aos empresários, que só cumprem a Lei quando sofrem perdas materiais. Após interdição, o estacionamento do Pelourinho, que precisa do empenho de todos, políticos, empresários, cidadãos, para ser o bairro mais respeitável do Brasil, abismou os freqüentadores com sua limpeza e luminosidade. Falta educação aos cartolas, que transformam agremiações populares em feudos privados, sufocando-lhes a vitalidade com péssimas gestões! Viva o Baêêêa Livre!
     Falta educação aos políticos, que saqueiam seus empregadores, os eleitores, com desvios regulares de verbas. Falta educação aos cidadãos, que confessam suas idiotias – o vocábulo idiota foi criado pelos gregos para nominar os que optavam pelo não envolvimento político – com orgulhos. E que praticam, na vida privada, o que os senhores de Brasília praticam no cotidiano da vida pública.
     Falta educação aos nossos jovens que, vão às ruas, em busca de transformações que, nem eles mesmos sabem quais são, pois, assim, que chegarem as eleições, vendem os seus votos ou trocam por favores escusos, ou simplesmente votam-nos mesmos que estão aí, ou trazem os “defuntos” de volta, é só ver o caso aqui de Salvador. Que o diga o “Netinho Jr.”. Portanto, esperamos que a passagem de Francisco e os gritos vindos das ruas, sejam de mudanças de mentalidade política de verdade, por parte de nossos jovens. A passagem de Francisco foi educativa. Será?
*Aninha Franco é jornalista do grupo A tarde.
*Jeorge Luiz Cardozo é professor mestre.

-CONSIDERAÇÕES A CERCA DA TRAGÉDIA DE REALENGO, RIO DE JANEIRO, BRASIL, 2011.



CONSIDERAÇÕES A CERCA DA TRAGÉDIA DE REALENGO, RIO DE JANEIRO, BRASIL, 2011.

 Por: Jeorge Luiz Cardozo*

Ao nos propormos a refletir sobre a tragédia ocorrida em Realengo, à questão que, de imediato, nos vem à mente é se essa tragédia ter-se-ia, de fato, feito sentir no seio da degradação da moral capitalista ou fato isolado como nos fazem pensar a mídia burguesa?

Duas razões, a nosso ver, justificam tal questionamento. Por um lado, o êxodo rural fruta de uma ótica estreita e corporativa do capital que busca, de forma infrutífera, mão de obra barata e da apropriação feita pelo agro-negócio das terras dos pequenos produtores rurais. Destarte, a inconsistência dos valores capitalistas decorre, em grande parte, desse mesmo isolamento entre ricos e pobres, pois, a riqueza se constitui dada à própria natureza do seu objeto, que é o lucro e, por conseqüente, o incentivo ao consumismo desenfreado que, tem levado jovens de todas as classes sociais, ao escravismo do consumo a qualquer custo.

Portanto, como entender a violência contemporânea? Como entender a legitimação da violência em nossa sociedade e no mundo?

No Brasil, mais de 50 mil pessoas são assassinadas por ano. Crimes que desafiam a compreensão humana surgem em cascatas, diante dos olhos de todos, diuturnamente.

É preciso que compreendesse que a violência é uma manifestação da luta pelo poder, melhor dizendo, a violência é, essencialmente, política. A frase de C. Wright Mills “Toda política é uma luta pelo poder; a reforma básica do poder é a violência” corrobora para o enfoque deste fenômeno desestruturante da sociedade.

A questão da violência está diretamente relacionada ao sistema organizacional político e remete às diferenças socioeconômicas – as lutas de classes. Para Karl Marx, o Estado se constitui enquanto representante legítimo da classe dominante, exercendo o seu poder sobre a classe dominada. Afirma-se que a violência reside no poder. Mas o que é o poder?

Hannah Arendt filosofa política, discute a significação do poder como capacidade de dominação sobre o outro. Max Webber conceitua: “afirmar minha própria vontade contra a resistência”. Ora se o poder é afirmação de vontade sobre o outro; haverá de ter dois vértices: os que mandam e os que obedecem.


“Poder significa toda oportunidade de impor sua própria vontade, no interior de uma relação social, até mesmo contra resistências, pouco importando em que repouse tal oportunidade”. (Weber, 1971).

Partindo do pressuposto de que toda sociedade está estruturada numa relação de poder; seria a dominação um instinto humano? Segundo Bertrand de Jouvenel “Comandar e obedecer, sem isto não há poder – e, com isto, nenhum outro atributo é necessário para que ele exista...” percebe-se então que o poder é coercitivo. Neste caso, pode-se arrolar como exemplos: a guerra em si, às agressões humanas cuja capacidade de poder resida em equipamento de fogo etc.

Dentro das discussões que se instauram, ao se estudar a Violência, há as de Alexander Passarin d`Entrevés em A noção do Estado. O autor em questão tenta distinguir o poder da força do poder que é exercido. Considera que o poder é uma violência mitigada, cuja virulência depende do grau de legitimação no sistema político. Donde se pode concluir que sendo a força aparada pela lei, ela tende a abandonar o seu caráter arbitrário, o que não implica, necessariamente, no desaparecimento da violência por si só.

Hannah Arendet busca, na tradição greco-romana e na formação do Estado – Nação europeu – soberano que tem em Jean Bodin (França, século XVI) e em Thomas Hobbes (Inglaterra, século XVII) seus mais exponenciais teóricos, os elementos que autorizam semelhantes discussões. Convém ressaltar as denominações usadas pelos greco-romanos para este fato sóciopolítico: monarquia, oligarquia, aristocracia, democracia. Em todas essas palavras estão embutidos conceitos de dominação de um grupo ou indivíduos sobre outro individuo ou grupo.

Marx Webber, em seus estudos sociais cujo ponto de partida foi à sociedade alemã e o processo de industrialização, percebe a presença da burocracia enquanto força de dominação; tal fato leva ao pressuposto que a correlação de forças num sistema burocrático conduz a uma impessoalidade que reside na indefinição de autoria; o poder decisório dilui-se nos trâmites burocráticos. Talvez aí estejam as causas para as ações desesperadas de resistência ou contestação direcionadas para um poder cuja força está no anonimato. Talvez aí resida a perplexidade do homem comum diante de uma máquina estatal gigantesca como a nossa. Qual de nós, seres comuns, não passamos pelo non sense do Senhor Joseph K?

O Senhor Joseph K, personagem do livro ‘O processo’ de Franz Kafka, em suas ações, revela o embate do sujeito em estado de opressão contra situações alienantes da sociedade. Sr. Joseph K. se vê processado sem nunca chegar, a saber, por que, fica perdido em um labirinto de leis e procedimentos enigmáticos.

As questões levantadas pelo texto kafkaniano remetem a reflexões quanto ao esfacelamento do sujeito num mundo opressor que se notabiliza pelo sufocamento da imprevisibilidade humana. Não cabe na narrativa um movimento próprio – um gesto sequer eivado de liberdade, um gesto gratuito, espontâneo e humano.

“Ademais, o perigo da violência, mesmo que esta se movimenta dentro de uma estrutura não-extremista de objetivos a curto prazo, será sempre que os meios poderão dominar os fins. (...) A prática da violência como toda ação, transforma o mundo mais violento”. (Arendet, Hannah, H. Sobre a Violência. RJ, Civilização, 2009).

Interessa, neste momento da discussão, salientar que a obediência às leis corresponde à ressonância que nelas podem ainda existir da vontade que lhes deu origem, caso isso não aconteça, as leis tornam-se arbitrárias para os homens. Donde se conclui que o poder é um ato de consentimento. Quando o poder desvincula-se do consentimento dado pela sociedade, abre-se um espaço para a tirania. Há tirania mesmo quando ela ocorre em nome de uma lei cuja base já esteja deserta.

O poder do governo está subordinado a sua representatividade social, já a força de um governo, entenda-se a violência de seus atos, nem sempre se apóia na representatividade social, porém essencialmente, no seu aparato técnico-militar opressor.

A compreensão das relações de poder que se estabelecem num contexto de Todos contra um é consensual; como também as que se estabelecem num contexto de Um contra todos, neste último caso, pressupõe-se o uso de aparatos coercitivos para oprimir o lado oposto (o outro). Outras questões afloram: o que dizer das ações de grupos dissidentes destituídos de elementos coercitivos técnicos que interferem em processo aceito por uma maioria? A ausência de reação da maioria comporta explicações? Há, de fato, um poder potencial conferido a essas minorias pela imensa maioria observadora? Neste ponto, a violência que hoje assalta a sociedade brasileira e mundial, sob as mais diversas formas, carece de reflexão coerente com as verdadeiras causas.

A política não é o exercício fundado – no quem domina quem, e sim o exercício de um poder consentido mediante leis emanadas da vontade da população. Poder – enquanto detentor de ressonância na sociedade.

“O poder corresponde à habilidade humana não apenas para agir, mas para agir em concerto. O poder nunca é propriedade de um individuo; pertence a um grupo e permanece em existência apenas na medida em que o grupo conserva-se unido”. (Arendt, H. Sobre a Violência. RJ, Civilização, 2009).

No caso específico da tragédia de Realengo, uma crítica comumente feita é de que, essas enfermidades ocorrem simplesmente por questões psicológicas ou morais, como se estas, por si só, fossem responsáveis por tais acontecimentos. No entanto, estudos feitos por críticos do modo de produção capitalistas como Boron, 2004, Poulantzas, 1978, Santos, 2002, Harvey, 2006, Orefice, 2009, entre outros, que ver na degradação dos valores do modo de produção capitalista, raízes do mal que assola a sociedade atual. Esses teóricos acusam o paradigma burguês capitalista como reflexo direto e, que, de modo geral, os avanços obtidos nos diversos campos pelo capital, não contempla a grande maioria da população subalterna que vive empilhada nas favelas dos grandes e médios centros urbanos, gerando um influxo na divisão dessas conquistas que tem inibido as relações harmoniosas entre os diversos sujeitos, criando um abismo competitivo (luta de classe) entre aqueles abastados que controlam o capital e os marginalizados que, incentivados por uma eficiente superestrutura ideológica de dominação imposta pelo modo de produção capitalista, tem levado em última instância, ao consumismo, que apontam para dimensões do que se poderia chamar de uma “crise nos valores capitalistas” no seio da sociedade.

Destarte, é importante salientarmos a degradação do ambiente escolar, onde as escolas parecem mais uma prisão de ‘Alcatraz’, do que um ambiente de construção de conhecimento e de cidadania. Junto a isso, a falta de investimento no corpo docente que, marginalizado no que diz respeito à valorização dele como sujeito ator do processo de construção do conhecimento e, também, na incompatibilidade entre o seu papel de orientador educacional e o seu soldo que, é uma vergonha globalizada. Ainda, sem se falar, na grande jornada de trabalho que lhe é imposta, de até sessenta horas semanais, tirando-lhe a oportunidade de está se reciclando e fazendo investimento no “capital humano”, pois, lhes faltam tempo e capital para tais envergaduras. Juntam-se a todas essas mazelas, a falta de um programa nacional de educação que busque tirar o paradigma educacional brasileiro do puro e simples uso técnico da educação para o mercado, para um paradigma crítico, cidadão e transformador do sujeito ativo.

É claro e evidentes que não são sós esses os motivos que levam ao acontecimento de tais tragédias, porém, inevitavelmente, é reflexo direto delas.

Com efeito, só nos últimos anos, essa tragédia vem se repetindo principalmente, no grande centro do capital que é os Estados Unidos, berço da degradação dos valores capitalistas que, agora vêm exportando para o resto do mundo. É só ver que dois dias após acontecer à tragédia daqui, acontece outra também no continente Europeu, nos mostrando que as tragédias delineadas pelos degradados valores do modo de produção capitalistas está se globalizando e presente em todo o seguimento da sociedade.

ANÁLISE FINAL.

Que dimensões e que lições são essas que tais acontecimentos tão trágicos nos trazem como reflexão? De que formas podem entender ou tirar lições apropriadas, particularmente em nosso país, tão ávido de religiosidade? Este é o eixo em torno do qual procuramos desenvolver a nossa reflexão que tem ainda um caráter bastante preliminar e despretensioso.

Cremos que tragédias como essa ocorrida em Realengo na capital fluminense, portanto, têm algumas características importantes a se destacarem, visando a essa reflexão.

Em primeiro lugar, uma das características desse tipo de tragédia que já vem ocorrendo em via de regra, não só nos grandes centros do modo de produção capitalista, como também nas chamadas periferias como o caso do Brasil e mais recentemente, na periferia da União Européia. Mostra, na verdade, uma “globalização” das tragédias feitas pela mídia; esta passa, aliás, a ter uma cumplicidade na divulgação das fórmulas utilizadas por esses assassinos até então, impensadas nas periferias do modo de produção capitalista e na degradação da sua moral.

Uma segunda característica é a desmistificação do caráter das discussões feitas em torno da problemática feita pela mídia, que passa a discutir o flagelo a partir do prisma de que é um fato isolado, sem a interferência direta da mesma e na degradação da moral capitalista que, a meu ver, como dito acima, é a causa principal do problema. Com isso, dá-se a impressão de que o ocorrido é fruto único e exclusivo de uma mente doentia e isolada, sem qualquer ação ou interferência do paradigma capitalista citado acima e explicado simplesmente por psiquiatra que dão show nos programas televisivos, fundamentalmente, com explicações interpretativas e o critério de verdade se desloca do fato real que é a degradação da moral individualista capitalista para a interpretação puramente factual e isolada, desconexa e aleijada da problemática social, reflexo direto do modo de produção.

Tem-se, cada vez mais firme, a compreensão de que essas tragédias são produzidas no seio desta tensão em que está colocada a moral capitalista particularizada e totalizante, entre a subjetividade do consumismo de lado, e a objetividade da mídia em transmitir nas suas entrelinhas as suas diversas formas de violências de outro. Neste âmbito, aliás, redimensiona-se a questão do papel da Escola e da Educação na própria relação passado/presente do desenvolvimento da sociedade, intercalado com os diversos modos de produção e a degradação das suas moralidades.

Concordamos com os teóricos citados acima, que verem na degradação da moral capitalista, o eixo central das tragédias que, analisamos aqui, neste caso de forma talvez rápida demais, mas, o suficiente para colocar mais “pimenta” nessa discussão.

*Jeorge Luiz Cardozo é mestre em políticas públicas e desenvolvimento local sustentável.

-A JUVENTUDE E A EFEMERIDADE DO AMOR!


A JUVENTUDE E A EFEMERIDADE DO AMOR!

Por Jeorge Cardozo*

 Todo amor é um portal aberto pra outra dimensão: o inesplicado. O amor é uma verdadeira metáfora do tempo, transformando, na maioria das vezes, pessoas sérias em assassino e assassino em pessoas sérias, pois, o que temos diante deste gesto é uma metamorfose de explosões cósmicas diante de nossos olhos. Costumamos dizer que o amor é o mais belo dos sentimentos, como se ele, não fosse efêmero e, muitas vezes, passam em nossas vidas como um relâmpago e, em outras, como uma eternidade, e isso não deixa de ser verdade. Entretanto, existe algo hoje em dia, que descongela ou afirma essa premissa: nossa juventude atual. Pra essa ‘galera’, o amor é uma varinha de condão que descongela o sentimento no instante em que ‘ficam’ com outro (a).
Pra essa ‘galera’ o amor é um sentimento que tem sua efemeridade no instante que aparece outro (a), pra dar a tal da ‘ficada’, e cada pessoa que mergulha nessas efemeridades diversas, deixam um novo ente, geralmente para os avôs criarem e, logo, saem atrás de outra ‘ficada’: cada um só encontra no amor, o que fez dele. Além disso, o significado do amor muda com o passar de uma boca pra outra, pois, beijar na boca hoje em dia, nas baladas é questão de disputa entre os jovens. Até aí, tudo maravilhosamente bem, pois, quem não gosta de beijar? Eu adoro. O Problema é a tal ‘ficada’, que, deixa um novo ente, geralmente pra os avôs aposentados dar conta.
 Variam, também, os níveis de percepção dessa efemeridade do amor na atualidade. Isso acorre, na verdade, dentro de um novo paradigma delineado pelos meios de comunicações de massa, em especial, a televisão, com todas as suas artes: novelas, programas de auditórios adultos e infantis, filmes e etc., com suas artimanhas que, até mesmo a classe média que tem certo acesso ao conhecimento, não é capaz de perceber as dimensões ideológicas delineada pela sociedade de consumo inteiramente insuspeitas para os leigos. Da mesma forma, o amor efêmero tem se consolidado como forma moderna de relação, caso hoje, pra dar trabalho ao judiciário amanhã pra fazer o divórcio. Por isso, não caso, ficar e beijar na boca é muito melhor. Sem filhos inesperado, claro.
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*Jeorge Luiz Cardozo é mestre em políticas públicas e desenvolvimento local sustentável.