segunda-feira, 17 de outubro de 2016

-PLC 75/2015, QUE TRATA DO FINANCIAMNETO E CUSTO DE CAMPANHAS, ORGANIZAÇÃO PARTIDÁRIA, COLIGAÇÕES, E CALENDÁRIO ELEITORAL.

Por Jeorge Cardozo

Temos vivido, como nação, atormentados pelos “males” do nosso modelo político e pelos “males” do passado, pelo velho vício e pelo novo, mascarado como democracia burguesa, sem termos podido conhecer uma história de rupturas no modelo eleitoral, com a farsa da reforma político eleitoral, delineado pelos nossos congressistas. Não que não tenhamos tentado o financiamento público das campanhas eleitoral. Fizemos essa discussão de modo expressivo, mas não eliminamos relações promiscuas estruturas e procedimentos do capital nos resultados da correlação de forças entre aqueles políticos que representam o capital e aqueles que representam o povo de verdade. Nossa inquietação tem sido constante, aliás, duplamente contestadora contra o remendo que está sendo feito na reforma, principalmente patrocinada pelos partidos PSDB, PMDB, DEM, PR, PSD, PP, PTB, SD e etc. Em primeiro lugar, porque tem se feito com base na preservação de expressivos elementos do passado, de manutenção de status quo, que são assimilados, apenas pelos gângsteres das estruturas partidárias, sem a devida participação do povo, que, ao final, vão pagar as contas, com pouca representatividade nos debates políticos. Trata-se, para ficar num exemplo fácil, de peso paralisante em que se transformou a descrença do povo com a politica e com o político, afaste ainda mais o povo do poder e, só é usado como massa de manobra no período eleitoral.

Em segundo lugar, porque tem se feito a reforma, de forma não democrática, sem a participação popular e sob o comando das elites, desdobrando-se quase sempre de modo a ser hegemonizada por interesses conservadores. Foi assim que chegamos a final da famigerada reforma política, sem o financiamento público que, a priori, levaria o povo, ao mínimo de condições nas disputas eleitorais, sem a aprovação dessa matéria, apesar do senado ter votado o não financiamento de pessoa jurídica (empresas) as campanhas, ainda assim, os possuidores de grandes fortunas, poderão financiar campanhas e rico não financia campanhas de trabalhador ou sindicalista, exceto se for sindicalista pelego, que vai trair os seus “representados”, ou seja, o tiro saiu pela culatra e nada muda nos enganou de novo.

Destarte, volta com força a tese de lista partidária, que, representa o maior retrocesso na democracia. Ou seja, o cidadão comum ou representante de classes subalternas não mais terá vez, pois, como advento do listão partidário, você vai se candidatar, vai puxar voto para os partidos e no final quem vai decidir os eleitos, são os caciques, detentores das legendas partidárias que vão indicar os seus parentes e apadrinhados, geralmente pessoas corruptas e aliadas do status quo existentes.

Para você entender melhor, vai ser assim, caso seja aprovada a famigerada lista partidária: você cidadão de bem, filia-se a um partido político, faz campanha, o eleitor vota em você mais os votos irão para os partidos que, após o pleito, decidirá quem vai ficar de fato com os votos e as vagas, ou seja, você pode ser o maior puxador de votos do partido ou legenda, mais se não for do interesse do partido a sua eleição, eles indicarão as pessoas que lhes convém. Mais uma “nobre” manobra dos detentores de poder de se perpetuarem a si e a seus familiares e apadrinhados no poder.

PEC/ 241 E OS SEUS DESENROLAR NO CAMPO POLÍTICO, ECONÔMICO E SOCIAL NO BRASIL

Por Jeorge Cardozo*

Introdução

Nos primórdios do século XXI, os descaminhos da democracia burguesa, nos levam a conflitos de convivência social, preconizados nas lutas de classes, reforçados pela lei burguesa capitalista e salvaguardadas por membros das cortes de justiças, alinhados e mantenedores dos status quo dessa mesma minoria, detentoras dos antagonismos de dominação.

Quando se achava que o ser humano evoluía um pouco mais, busca-se organizar-se e encontrar respostas para suas angustias nas mais diversas seitas e religiões, retroagindo nos avanços importantes na ciência, nos direitos humanos, na convivência pacifica, no coletivo e prevalecendo os interesses pessoais e difusos, tornando-os realidade, contrapondo a paz mundial e a guerra aparece como algo comum, capaz de destruir nações e suas gentes, sem que o mundo, ditos civilizado, preconizados nos discursos dos líderes políticos e econômicos, fossem a última alternativa para tudo.

A política, ao surgir, como alternativa “civilizada” e “pacifica” à guerra, gerando a sociedade e o Estado, cria instituições, administra conflitos (ou deveria), possibilita a distribuição de justiça e paz, ao menos é isso que ouvimos no dia a dia, sem efeito pratico nos aumentos das desigualdades e cada vez mais distante do todo e abrindo ainda mais os abismos entre quem tem tudo e quem não tem nada, fomentando ainda mais a famigerada luta de classes, preconizadas nos meios coercitivos e violentos de manutenção por parte dos dominadores e de reação por parte dos dominados. É, pois, ou deveria ser a democracia um instrumento civilizador, ainda que tantas vezes profanada em seus fundamentos e praticas mais nobres pelos detentores e criadores desse falso consenso, de que a democracia seria a guardiã das barbáries cometidas pelos modelos anteriores e criadoras das benesses que estavam por vir.

O GOLPE

Quando a democracia entra em colapso, pelo desgaste e descredito preconizado pelo golpe parlamentar, alimentado pelo então vice-presidente e atual usurpador do poder Michel Temer, com a colaboração de insensatos, corruptos, prevaricadores parlamentares restabelece-se o primado da barbárie e a guerra de classe volta a exercer seu flagelo de crise. Desnecessário dizer que, o momento de descredito da democracia burguesa, das instituições politicas e jurídicas que só atuam de um lado da sociedade em detrimento do todo, o mundo contemporâneo, marcado por guerras convencionais, guerras de mercado e caminhando para o aumento das divergências religiosas preconizadas por grupos e seitas religiosas, que, agora, agrupadas em partidos políticos aqui no Brasil, como PRB (Universal), PSC (Assembleia), PSDC, PMB, PTC e etc, extrema direita, começam a mostrarem que, a famosa discórdia politico-religiosa está chegando ao Brasil, país que até então, era visto como conciliador no que se trata de assunto religioso; o Brasil está em crise: crise de valores, a volta de grupos fascistas, idealizado pelo deputado Jair Bolsanaro e cia, falsos moralistas escondidos e se aproveitando das religiões para se auto promoverem e enriquecerem, desconstrução das politicas públicas de inclusão social, crise de rumos.

O QUE NOS AGUARDA?

A PEC/241 que cria um teto para os gastos públicos que já foi votada e aprovada em primeiro turno que, aguarda as demais votações na câmara e no senado, limita o crescimento das despesas pelos próximos 20 anos. Caso seja aprovada definitivamente, como tudo indica em 2016, o gasto de 2017 se limitará ao ano anterior, corrigido pela inflação de 2016, medida pelo índice de preço ao consumidor amplo (IPCA). Com isso impedirá maiores investimentos nas áreas sociais, como saúde e educação. Portanto, se aprovada a PEC/241, como tudo indica, irá aumentar o “fosso nas desigualdades sociais” que vinha caindo com os governos petistas. Essa PEC, na verdade, é a materialização do golpe parlamentar que vive o Brasil.

Esse projeto não foi debatido na urna. Ela estabelece teto para todos os gastos públicos relacionados à diminuição da desigualdade. São gastos para os mais pobres, programas sociais, saúde, educação, aposentadorias, novos concursos públicos enfim...

Significa que não estabelece nenhum limite para as despesas financeiras, Tudo para os banqueiros.
Portanto, o governo deveria adotar outras mediadas para diminuir o déficit nas contas públicas, que pode chegar a 80% do PIB (produto interno bruto) nos próximos anos, de acordo com estimativas de economistas. Já que tem um déficit, de onde tirar para cobrir? Taxar grandes fortunas, investir na recuperação da divida ativa. São alguns trilhões que estão por aí, sem que haja condições de cobrar. Redução da taxa de juros. Já que maior parte do imposto que a gente paga serve para alimentar a dívida que temos. Esses seriam caminhos para cobrir o rombo, afinal, quem não pode pagar sozinho é o trabalhador.

O FUTURO POLÍTICO!

Ouvimos a todo instantes, nas entrevistas do usurpador Temer, de que não será candidato à reeleição em 2018, mais uma mentira preconizada pelo golpista. Obviamente que a popularidade do golpista é péssima momentaneamente, digo momentaneamente porque ele, o Temer, com essas mediadas conservadoras de ajustes da economia nacional, embora trazendo retrocesso nas políticas públicas sociais, resolvendo esses problemas até o fim do seu curto governo, poderá ser beneficiado eleitoralmente, tendo em vista, a memoria curta do povo brasileiro e buscar a reeleição. Mais caso ele, ainda que resolva os problemas da economia nacional, mantenha sua popularidade em baixa, acredito eu, que caberá a seu ministro da fazenda Henrique Meireles, caso mister proceda, representar o famigerado por poder, PMDB no pleito de 2018.

Quanto ao PT e seus aliados, terão pela frente um árduo caminho, a começar internamente, com a reconstrução do partido, enquanto ideologia. Digo isso, após os descaminhos feitos nas suas alianças para chegar ao poder, acreditou no famigerado “centrão” e nas suas gangues, preconizadas em partidos como o próprio PMDB, PSD, PR, PP, PRB, PSC, SD, e etc, alimentou as cobras que lhe picou.

Como analise final, embora essas sejam conjecturas momentâneas, não costume errar nas minhas analises, ainda que a ciência politica não seja imutável, esses juízos a priori, preconizados neste texto, trazem nuances a serem pensadas e avaliadas pelos adversários do PMDB, em especial, as esquerdas que, na minha opinião terão que construir um programa de governo em comum, para enfrentar a social democracia, a direita e a extrema direita que, buscam aniquilar o PT e levar junto a verdadeira esquerda, como sinônimo de incompetência e corrupção. Mais é bom lembrar aos desavisados que a incompetência e a corrupção são sinônimas do capitalismo e sempre foi combatida pela verdadeira esquerda e o grande erro do PT foi fazer aliança com esses setores corruptos e incompetentes da politica nacional.
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*Jeorge Luiz Cardozo é graduado em filosofia e mestre em políticas públicas e desenvolvimento local sustentável.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

=OS DESAFIOS DE ITO DE BÊGA E O FUTURO POLÍTICO DE CONCEIÇÃO DO ALMEIDA.


 por Jeorge Cardozo

Os dias que se seguem pós-eleições, é momento de reflexão e de analise as possibilidades que a ciência política nos coloca. Digo isso, após a esmagadora vitória de Ito de Bêga no pleito Almeidense 2016. É bem verdade, que durante o processo de eleição, percebemos o favoritismo de Ito, sobre o seu adversário, mas, no entanto, a acachapante vitória com mais de três mil votos de frente, juro que mim surpreendeu. Para quem acha que essa vitória foi mérito exclusivo de Ito e sua equipe, tem certa razão, mas, entretanto, não foi só isso, é importante fazermos uma analise pormenorizada dos acontecimentos para não cair no censo comum. O líder do adversário teve sua parcela de contribuição quando foi o primeiro a sair por aí, desconstruindo a imagem e a gestão da sua cria em 2012 e destarte, teve dificuldade de encontrar no seu grupo, minguado após a forte adesão ao grupo de Ito e pela falta de candidato com densidade eleitoral e com poder financeira. Obviamente, que a escolha de Jailton Melo foi em parte, resultado de tudo que disse acima.

Em relação à eleição de vereadores, tivemos também alguns fatos interessantes, um deles, foi a fortes votações dadas aos candidatos dos dois grupos, a derrotas inesperadas de vereadores e candidatos importantes como Janffree, Sandro de Uzeda, Moura, Dolfo Coni, esse último, teve uma derrota eleitoral e politica, eleitoral pelo fato de ter obtido uma votação pífia e política por ser representante de uma família política de tradição e pela derrota do seu candidato a prefeito; já o ponto positivo, foi a forte votação de todos os principais candidatos, em especial novatos como Vinicius da Mombaça, Sérgio da Topic, Chiquinho da Perneda, Dinho de zeca que, mesmo derrotado, foi surpreendente a sua votação, entre outros.

Em relação ao futuro presidente do legislativo municipal, caberá a Gal ou Nino, sendo que o último pela experiência no legislativo, deve ser o futuro presidente da câmara.

A grande surpresa foi a não reeleição do jovem e competente vereador Janffree que, por seu carisma e competência, deve ser o novo procurador jurídico do município, se o prefeito eleito Ito assim o proceder, mas, pelo que ele representa e a coragem de aderir ao projeto de Ito, é o mínimo que Ito deve fazer.

Em nível de futuro, começo a enxergar no fim do túnel as novas nuances que a ciência política nos dá, falo das mudanças preconizadas na reforma política, como o fim da reeleição e o que preconiza a lei eleitoral que diz que parentes de até terceiro grau de políticos eleitos para cargos executivos, ficam inelegíveis. Sendo assim, Gal esposa de Ito e vereadora mais votada no último pleito, está fora da disputa para a prefeitura em 2020. Dentro dessa analise, Auci será o candidato a sucessão de Ito em 2020, por se tratar de um cabra preparado, empresário experiente, competente, carismático, amigo pessoal de Ito e com "bala na agulha" para enfrentar o fim do financiamento empresarial de campanhas. Mais você mim pergunta: e o vice? Dilson tá tendo uma carreira meteórica na política e isso é elogiável, mas, no entanto, só será o candidato, se Ito enxergar nele, qualidades de gestão e de confiança. Você pode não acreditar, mas, foi eu o responsável direto pela indicação dele para vice, pois, em todas minhas analise política, deixava claro para Ito e Auci, a importância de se ter um vice do terceiro distrito para furar as bases do líder politica histórico na região é só ver os meus texto publicados no meu blog: blogdocardozo3333.blogspot.com.

Coma analise final é torcer e esperar que Ito faça uma boa gestão e acho que fará, pois, a politica é cruel com incompetentes e com erros políticos e que a nova câmara de vereadores faça o seu papel de fiscal e representante do povo e de exercício de cidadania.


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

-ELEIÇÃO ALMEIDENSE 2016, A HORA É AGORA.

Por Jeorge Cardozo

Caros (a) eleitor (a) Almeidense, no próximo domingo, dia 02 de outro de 2016, os meus caros conterrâneos irá às urnas eleger um novo prefeito e uma nova Câmara de vereadores para o quadriênio 2017/2020. As eleições deste ano ganharam relevante importância devido às necessidades objetivas da cidade, conjugadas com a profunda crise política, econômica e institucional preconizada pelo golpe das elites conservadores, apoiadas pelo poder econômico contra o governo legítimo do PT e que mais fez pela população carente do Brasil, de todos os tempos.

Tratar com seriedade e responsabilidade o voto poderá abrir um novo ciclo histórico na política local, estadual e nacional. A eleição municipal será o primeiro grande teste da população Almeidense na perspectiva de iniciar um novo tempo, na construção da nossa, ainda frágil democracia.

Neste texto, apresentarei um breve levantamento das chances dos principais candidatos a vereadores e algumas observações a cerca do pleito eleitoral e as suas consequências positivas para o nosso querido município. Entendemos que podemos e devemos avançar nas escolhas de nossos representantes, sejam vereadores, seja prefeito, tem que está aliado com o nosso governador Rui Costa e com a volta do nosso melhor presidente que o Brasil já teve Lula, o pai do povão.

Precisamos avançar na educação, um dos piores IDEB da Bahia, saúde, que chegue a quem mais precisa e políticas públicas de inclusão e geração de emprego e renda, são os pontos mais fundamentais, a priori, para uma gestão de participação popular.

Nesta perspectiva, na falta de um candidato com inserção popular, capaz de fazer um orçamento participativo que englobe, principalmente, as populações que mais precisam Ito de Bêga, nessa conjuntura, é o que pode e deve implementar uma gestão próxima dos nossos anseios.

Acredito que a coligação encabeçada por Ito, deve fazer de 07 a 08bvereadores. No entanto, vai ser uma luta muito grande para os postulantes, tendo em vista, que são uns 16 bons nomes fortes, buscando essas 07 ou 08 vagas. Quais sejam esses nomes: Gal, Dinho, Sergio, pelo PSD; Borinha, Josué, Véi, pelo PSL; Nino e Luzia, pelo PTC; Janffree, pelo PTN; Sandro, pelo PSB; Tonhe, Côro, Humberto, pelo PDT; Paulo Cezar, pelo PRB; Sukita e Lui, pelo PP; no PR, não vejo ninguém, a priori, com chance, a não ser que surpreenda.

Como não sou de fugir da “raia”, vejo-me compelido de indicar os 07 ou 08 prováveis eleitos: Gal, Dinho, Janffree, Tonhe, Sukita, Nino, e Sandro e os demais vão buscar as duas vagas restantes, caso a coligação de Ito faça 08.


Obs. Lembro que pode haver surpresas aí, pois, temos candidatos como Sérgio, Josué, Côro, Véi, Borinha, Humberto, entre outros, que podem surpreender.

domingo, 4 de setembro de 2016

-GOLPE CONSOLIDADO E AGORA O QUE VIRÁ?


Por Jeorge Cardozo

Como que para compensar o "golpe" parte dos senadores resolveram manter os direitos políticos da presidente Dilma, numa clara demonstração de que, os acontecimentos foi um golpe constitucional e não um crime de responsabilidade. Destarte, é preciso se ficar atento para um fato, a grande influencia dos partidos médios e pequenos, que formam o famigerado “centrão” que, após a ascensão do ex. presidente da câmara Eduardo Cunha ao poder, fortaleceu esse seguimento, que esteve no auge no governo Collor e assim, como agora, também foi responsável pela sua queda. A inferência que tiramos desses acontecimentos é o fato do PT ter sustentado esses “parasitas”, primeiro com o mensalão e depois com a corrupção desenfreada em todos os setores da gestão pública e, em especial, na Petrobrás. Buscando a famigerada governabilidade o PT se viu compelido em fazer aliança com esses abutres que, a priori, não estão nem aí pra res pública e só pensam nos seus interesses mesquinhos e corruptos. São de uma falsa moralidade que deixa qualquer cidadão extenuado com suas dê sensatezes. Foi patético vermos aquela deputada mineira “berrando” a família, Deus e pátria para justificar o seu voto e no dia seguinte o marido era detido pela policia, acusado de corrupção na prefeitura de Montes Claros, cidade pólo de uma região pobre do Vale do Jequitiunha, norte mineiro.  

Após confirmar o golpe, o senhor Temer anuncia as suas medidas e plano de governo, tendo a reforma da previdência, como primeira atitude, ou seja, quem vai pagar o “pato”, como sempre é o trabalhador que, parece merecer, pois, apoiou ou se omitiu ao golpe, portanto, agora paga a conta, da sua inercia alienada. Obviamente que não vão parar por aí, o alvo deles, é privatizar e entregar ao grande capital nacional e internacional, o que sobrou das privatizações de FHC e depois partir para a precarização das Leis trabalhista, em um claro intuito de retroagir nas políticas públicas de educação, saúde, infraestrutura urbana, moradia e todas as demais conquistas obtidas pelas classes C, D e E dos últimos 15 anos.

PT, LULA E DILMA
Em relação ao PT, Dilma e Lula vão sofrer uma perseguição implacável da direita, no campo político, de setores conservadores do capital e de parte do judiciário conviventes com o golpe. Obviamente, que o Lula, por tudo que ele representa e fez por esse país, não tendo um diploma superior, vai sair vivo de toda essa perseguição. Ele, o Lula, tem uma grande identificação das massas, carisma e jogo político, adquirido ao longo da sua trajetória sindical,  politica e na esfera internacional, embora a nomeação do senador golpista Serra, para as relações exteriores, tem um caráter de tentar diminuir essa influencia do Lula na esfera internacional. Já a presidente Dilma, se o supremo não mudar a decisão do senado, seja revogando o golpe, sejam revogando os seus direitos políticos, poderá disputar um cargo no legislativo, deputada ou senadora, ou ainda, o governo gaúcho.

SALVADOR

Em relação a Salvador, o PT abriu mão da cabeça de chave e resolveu apoiar a candidatura da deputada federal Alice Portugal, trata-se de um bom quadro da politica de esquerda baiana, mas, destarte, peca de uma boa popularidade para enfrentar um candidato forte e amparado pela mídia, empresariado e com a máquina na mão, diferencial em uma campanha curta e de pouco dinheiro, com o fim do financiamento privado de campanhas. O único que poderia fazer frente ao projeto de reeleição do prefeito “almofadinha” era o senador Walter Pinheiro que, não se sabe por que, se omitiu da disputa.

CONCEIÇÃO DO ALMEIDA, PREFEITO

Conceição do Almeida, ao que tudo indica o ex. prefeito Ito de Bêga deve voltar ao paço municipal local, tendo em vista, a estratégia do “coronel” Joel Neiva, aparentemente, ter falhas. Digo ter falhas, pelo fato de, na eleição de 2012, ter apresentado a população local a candidatura de Armando e depois de eleito, não ter sustentado politicamente, levando-o ao desgaste político, com reflexo na gestão, mal divulgada, apesar de ter feito algumas obras interessantes, a ponto de não poder sonhar com a reeleição. No entanto, parece que o tiro saiu pela culatra, pois, até aqui, os candidatos apresentados pelo grupo, não parece empolgar, mas, como se trata do “coronel” Joel Neiva, precisa se manter a “barba de molho” e não abrir a guarda, se não, ele “mete”.

VEREADORES

Destarte, os vereadores eleitos, tiveram alguns nomes que surpreenderam e tem reais chances de reeleição, é o caso de Janffree, Sandro, Nino, entre outros e alguns nomes novos de peso como professor Moura, Dinho de Zeca e outros que podem surpreender, como Sérgio da Topic.


Sobre um plano de governo sustentável para um município pequeno populacional e financeiramente como o Almeida, dei minha contribuição em outro texto anterior, disponível para leitura na minha página no face e no meu blog: http://blogdocardozo3333.blospoto.com/sustentabilidadeemrede   

domingo, 7 de agosto de 2016

-AO EXCENLENTÍSSMO JUIZ SÉRGIO MORO

Por Jeorge Cardozo
Excelentíssimo senhor Juiz Sérgio Moro, eu enquanto cidadão, pagador de impostos, impostos esses, que são utilizados, entre outras coisas, para pagar o seu gordo salário, merecedor ou não, não vou entrar no mérito e com certo conhecimento das leis, venho a público questioná-lo a cerca do modo parcial como tem conduzido as investigações na “Operação Lava-jato”.
É de fato e de direito que a luz da lei é para todos, mas, o que presenciamos é uma covarde perseguição ao PT e ao ex. presidente Lula. Perseguem o Lula por causa de um misero apartamento do “minha casa minha vida” e por um misero sitio em Atibaia que, a priori, não se tem prova concreta que a ele pertença e se ainda o pertença, perto do que quase todos os políticos têm roubado desde o surgimento da república é “peixe pequeno”. Não pense que sou a favor de qualquer ato ilícito na política ou na gestão pública, o que questiono é a perseguição implacável imposta a esses indivíduos ligados ao PT e outros corruptos tão mais perigosos infiltrados na política e gestão pública, têm a mão passada na cabeça.
Vejamos o caso da compra da reeleição de FCH e de suas privatizações, nunca vir a excelência tocar no assunto, Renan Calheiros, Romero Jucá, Waldir Raup, Eduardo Cunha, Sarney e família, Aécio, Alkmin, Temer, entre outros, tem acusações gravíssima de desvio e de obstrução a justiça e até hoje nada foi feito de concreto e eles continuam aí, inclusive, planejando e executando golpe, ou esse “circo” com nome de impedimento é o que?
Temos no supremo um magistrado declaradamente, simpatizante do PSDB, dando opinião a favor de golpe, como se nada fosse. Membros do supremo são pra julgar aquilo que a lei lhe permite e não para tá dando sua opinião como cidadão comum, que não o é.
Vossa excelência poderia, de fato, ser o nome da legalidade, se se portasse como tal, se mandasse pra prisão todos os corruptos que assola a res pública, elogio-o pelo fato de ter mandado pra prisões grandes empresários e empreiteiros, mas, destarte, comete ilegalidade quando fica empenhado simplesmente em destruir o PT e o Lula, agindo de forma parcial sobre os demais.  
É fato também senhor juiz que a república desde seu surgimento, assim como a famigerada democracia burguesa é contaminada por corrupção e com esse sistema corrompido é impossível governar, vossa excelência bem o sabe: esse “Centrão” aí no congresso é o que, senão uma gangue de chantagistas, corruptos, falsos moralistas e golpistas? Gostaria muito que vossa excelência se candidatasse a presidência e ganhasse pra ver, se conseguiria governar sem “negociar” com esse bando. Tá tudo errado; modelo educacional, sistema político, judiciário, partidário, financiamento e propaganda eleitoral, eleitores viciados e não sabe distinguir nenhum modelo político, pra eles, todos são iguais e aí escolhem os piores, dentro dessa máxima.
Ainda assim excelência, o Lula e o PT, com todos os seus erros, foi e o é, no nosso curta republica, o que melhor fez, é só olhar os dados que vou lhe dar abaixo. Entendo, que ao dar o mínimo que as classes marginalizadas precisavam, levantou a ira da elite e setores médios da sociedade que, acostumados a ter tudo, em detrimento dos marginalizados, se pactuaram para planejar e executar o golpe e tentar destruírem o legado positivo desse governo. E, é aí, que vossa excelência parece entrar, esquece, pelo que sei ser também, no seu passado, de classe média baixa, assim como o sou, e tem compactuado com essa falta de coerência nas suas ações, enquanto homem da lei, ou deveria ser.

O Lula foi o único líder político brasileiro a obter índice de aprovação que chegaram a inéditos 76%, com apenas 4% de rejeição.
“De fato, o operário Luiz Inácio Lula da Silva, o 35° presidente do Brasil, tornou-se o mais popular político brasileiro de todos os tempos.
Ao longo dos dois mandatos que exerceu, recebeu quase 300 condecorações, dentro e fora do País. O seu maior legado para a História reside na demonstração de como é possível superar as adversidades de uma origem humílima e alcançar as alturas.

São várias as singularidades de sua rocambolesca biografia. Uma delas é o absoluto recorde brasileiro de 5 candidaturas à presidência da República, em que perdeu as três primeiras (1989, 1994 e 1998) e venceu as duas últimas (2002 e 2006). A segunda é ser o primeiro presidente do Brasil nascido em Pernambuco. A terceira é a de ser o único presidente sem curso superior. A quarta é haver terminado o governo com índices recordes de popularidade. A quinta é a de ter feito sua sucessora depois de governar oito anos seguidos, com a marcante singularidade adicional de nunca haver ela, Dilma Rousseff, exercido qualquer função conquistada pelo voto popular. A sexta é a de haver liderado, entre os brasileiros, nas listas das personalidades  mais influentes do mundo. Segundo a revista americana Newsweek, Lula foi, em 2008, a 18ª pessoa mais poderosa, caindo para o 33° lugar, em 2009, de acordo com a revista Forbes, aparecendo Barack Obama, em ambas as listas, em 1° lugar. A sétima peculiaridade foi ser considerado pelo jornal francês Le Monde e pelo espanhol El País, o Homem do Ano, em 2009. O jornal inglês Financial Times incluiu-o entre as 50 pessoas que moldaram a primeira década do terceiro milênio, pelo seu charme e habilidade política, enquanto o Instituto Datafolha apurou que ele foi considerado a mais confiável entre 27 personalidades pesquisadas, no início de 2010, tendo recebido no Forum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o prêmio, pela primeira vez concedida, como Estadista Global, pela sua atuação para redistribuir renda, reduzir a pobreza e preservar o meio ambiente, com reflexos mundiais. Enquanto isso, o jornal israelenseHaaretz declarou em março de 2010 que Lula era “o profeta do diálogo”, por suas mediações para promover a paz no Oriente Médio, e a revista Time, em abril de 2010, situou-o como um dos 25 líderes mais influentes do mundo. A ONU, por sua vez, condecorou-o como o Campeão Mundial na Luta Contra a Fome e a Desnutrição Infantil. Barack Obama coroou o seu prestígio, ao dizer numa reunião do G20: “Lula é o cara. É o político mais popular do mundo”. Tudo isso levava a crer que pudesse ganhar o Nobel da Paz, edição 2011, o que não ocorreu. E a maior de todas as singularidades, esta de caráter universal: “nunca antes na história desse país”, para não dizer do mundo, alguém chegou tão longe a partir de tão modesta origem. Durante a cerimônia de sua diplomação como Presidente, no primeiro mandato, disse: “E eu, que durante tantas vezes fui acusado de não ter um diploma superior, ganho o meu primeiro diploma, o diploma de presidente da República do meu país.”
Com a crise do Mensalão, em meados de 2005, o prestígio de Lula quase foi à lona. Sua recuperação resultou da demissão do chefe da Casa Civil José Dirceu e dos ministros Luiz Gushiken e Benedita da Silva, acusados de corrupção. O corporativismo do Poder Legislativo, ao negar-se a punir alguns dos seus membros, comprovadamente envolvidos no mesmo esquema de corrupção, ensejou a Lula desviar para o Congresso parcela substancial da responsabilidade a ele atribuída no escandaloso episódio. Foi um golpe de mestre. Lula conseguiu passar para a opinião pública dois entendimentos fundamentais: o primeiro é que ele não tinha qualquer conhecimento daqueles mal-feitos, conquanto o deputado Roberto Jeferson e o governador de Goiás Marcondes Perilo hajam reiteradamente declarado que advertiram o presidente da existência de mesadas regulares para assegurar o voto de parlamentares; o segundo seria que, no Brasil, dar dinheiro a parlamentar, para financiar suas eleições, era prática consuetudinária. A manobra funcionou tão bem que já em janeiro de 2006, Lula deu início à sua popularidade ascendente, culminando com a conquista de um segundo mandato presidencial. Lula dava início a um novo período de sua vida: o da impermeabilidade. Nada, absolutamente, nada mancharia sua reputação inoxidável, nem dentro, nem fora do Brasil”.

A parte entre aspas é de autoria de Joaci Góes, jornalista e empresário, filiado ao PSDB/BA, com grifo nosso.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

-Reforma da Previdência vai afetar mais quem tem até 50 anos!

por Jeorge Cardozo

As mudanças mais drásticas na Previdência valerão para quem tiver até 50 anos, tanto na iniciativa privada como no setor público. Acima desta faixa etária haverá um "pedágio" para quem quiser se aposentar, a chamada regra de transição, prevendo um período adicional de trabalho de 40% a 50% do tempo que falta para que se tenha direito ao benefício.
As propostas foram apresentadas ao presidente em exercício, Michel Temer, pelos líderes do governo golpista traidores dos eleitores e só vão votar depois das eleições do impedimento da presidente pra não chamar a atenção dos eleitores desenformados e ainda serão debatidas com dirigentes sindicais traidores e pelegos como Paulinho da Força, sindicalista traidor e empresários. A ideia é que a idade mínima para que o trabalhador requeira a aposentadoria seja de 65 anos, no caso de homens, e de 62 para mulheres.
Tudo está sendo planejado para que as mudanças atinjam funcionários de empresas privadas e também servidores públicos. "Talvez não unifiquemos o sistema, mas vamos unificar as regras", disse os líderes do governo golpista.
Agora isso é pra as massas e os trabalhadores aprenderem. Esses golpistas foram para as ruas pedirem impedimento da presidente e muita gente pobre e trabalhadores desformados apoiaram o golpe e agora toma pra quietar pra aprender a votar.