sábado, 23 de fevereiro de 2019
-A VETDADE SOBRE A VENEZUELA
por Jeorge Cardozo
Olha camarada essa história é toda mal contada. A globo é parcial, mostra a miséria e não diz que é culpa do bloqueio americano na Venezuela; diz que Maduro é ditador, mas, foi eleito pelo voto popular, apoiam o líder da extema direita Guiedó, um golpista saguinário, pró americano e favoravel a entrega do rico petróleo venuzuelano aos empresários americanos em detrimento do povo nacional. No passado, não muito distante, a América Latina era cheia de ditadores saguinários como Pinochet no Chile, Galtieri na Argentina, Paz Estressonoro no Paraguai, os militares de 64 aqui no Brasil, eram todos ditadores saguinários, mas, como era aliados americanos, todos aceitaram e como Maduro é anti americano, não presta enfim... os países da África, em grande parte, o povo estão a morrerem de fome, sede e AIDS e o Brasil, Argentina, Chile, Colombia, EUA e Uniào Europeia nada dizem e nem fazem enfim... quando o Lula fez investimentos geopolítico na própria Venezuela, Cuba e África, a direita criticou e agora esse Bolsonaro protótipo de presidente, se mete em política interna Venezuelana e todos ficam calados enfim...
sábado, 16 de fevereiro de 2019
-REAJA AGORA OU MORRA
por Jeorge Cardozo
Mas não caia no esquecimento ainda, ajude-nos a manter de pé as lembranças das perdas sociais com a eleição desse governo de extrema direita e inimigo do trabalhador.
O sujeito crítico vigia as difetenças entre a civilização e a barbárie. Fiscaliza as perdas sociais em todas as suas dimensões.
O sujeito crítico está a serviço da verdadeira democracia e da diversidade de opinião, contra as trevas do autoritarismo, do pensamento unilateral, da ignorância política, da alienação religiosa e da brutalidade do nazifascismo. Há tempos exercíto o espírito crítico, iniciado no movimento estudantil secundarista, fiel à verdade dos fatos, atento ao compromisso de crítica as tentativas de quebra da institucionalidade democrática, retirada de direitos conquistados dos trabalhadores e de fiscalização do poder onde quer que ele se manifeste.
Nunca antes o exercício da cidadania por todos os brasileiros se fazem tão necessários e nunca dependeu tanto da contribuição de cada um de nós. Esse governo têm um único intuito, tirar grande parte dos direitos dos trabalhadores, terras indígenas, incriminação dos movimentos sociais, atrelamento do Brasil ao capital Norte Americano, precarização da mão de obra, da democracia, atrelamento a um pensamento ideológico de extrema direita raivosa, armamento irresponsável do cidadão, aumento da violência contra a mulher, as minorias LGBTs, arrocho salarial, perseguição ao funcionalismo público, aos trabalhadores em geral, precarização do trabalho, educação, saúde, assistência social e prissão política dos críticos ao novo paradigma conservador de extrema direita, são ações desse novo grupo achacador do trabalhador.
REAJA AGORA OU MORRA!
Mas não caia no esquecimento ainda, ajude-nos a manter de pé as lembranças das perdas sociais com a eleição desse governo de extrema direita e inimigo do trabalhador.
O sujeito crítico vigia as difetenças entre a civilização e a barbárie. Fiscaliza as perdas sociais em todas as suas dimensões.
O sujeito crítico está a serviço da verdadeira democracia e da diversidade de opinião, contra as trevas do autoritarismo, do pensamento unilateral, da ignorância política, da alienação religiosa e da brutalidade do nazifascismo. Há tempos exercíto o espírito crítico, iniciado no movimento estudantil secundarista, fiel à verdade dos fatos, atento ao compromisso de crítica as tentativas de quebra da institucionalidade democrática, retirada de direitos conquistados dos trabalhadores e de fiscalização do poder onde quer que ele se manifeste.
Nunca antes o exercício da cidadania por todos os brasileiros se fazem tão necessários e nunca dependeu tanto da contribuição de cada um de nós. Esse governo têm um único intuito, tirar grande parte dos direitos dos trabalhadores, terras indígenas, incriminação dos movimentos sociais, atrelamento do Brasil ao capital Norte Americano, precarização da mão de obra, da democracia, atrelamento a um pensamento ideológico de extrema direita raivosa, armamento irresponsável do cidadão, aumento da violência contra a mulher, as minorias LGBTs, arrocho salarial, perseguição ao funcionalismo público, aos trabalhadores em geral, precarização do trabalho, educação, saúde, assistência social e prissão política dos críticos ao novo paradigma conservador de extrema direita, são ações desse novo grupo achacador do trabalhador.
REAJA AGORA OU MORRA!
domingo, 3 de fevereiro de 2019
-EDUCAÇÃO SUPERIORVOLTANDO A SER MERCAFORIA DE RICO
Por Jeorge Cardozo
Preconiza o Art. 6° da nossa Constituição Federal de que são direitos sociais a educação... sendo que os direitos sociais, nele incluso, a educação, assim como os demais direitos fundamentais, possuem aplicabilidade imediata e a omissão por parte do poder público na regulamentação de alguma regra ali prevista, pode ser tutelada por meio da impretação do Mandado de Injunção.
Em conclusão, a fala irresponsável, leviana e elitista do ministro da educação de Jair Bolsonaro, o colombiano Rossieli Soares, de que "a educação superior é para uma elite intelectual e não para qualquer um", nos mostram que esse governo de ideologia de extrema direita, veio para ratificar um passado, não muito distante, em que jovens e adultos das classes C, D e E, ou seja, de origem humilde financeiramente, não tinham acesso quase nenhum ao ensino superior.
É bem verdade que nos últimos 20 anos, essa distância, que ainda é absurdamente grande, vinha em um processo de inclusão desses segmentos ao ensino superior. Dentro dessa nova conjectura, várias novas universidades e centros técnicos federais foram inaugurados, reabertos, reformados ou ampliados, elevando os números de estabelecimentos e de vagas, contemplando todas as classes sociais. Havia, portanto, uma certa conciliação de classes, alcançada, portanto, graças aos avanços e sucessos na economia, geração de emprego e certa ascensão social das classes B, C, D e até da E, levando o país a uma certa calma a priori.
Com o advento da crise do capital, iniciada no berço do capitalismo Estados Unidos e depois se espalhando mundo afora e chegando por último aqui no Brasil. Beneficiado pelas altas dos commodities como petróleo, agricultura, minérios e etc, que mantiveram a economia aquecida e um certo superávit na nossa balança comercial.
Com a chegada da crise, ainda que tardia, nos anos de 2013 e 2014, os setores da alta e média burguesia, delinearam o golpe parlamentar e usurparam o poder e junto a isso, começou a disciminação de ideologias de extrema direita, já em moda nos Estados Unidos e em parte da Europa, vendendo uma "falsa ideia" de que os problemas da crise, concentravam na corrupção, tráfico de drogas, aumento da violência, políticas protencionistas sociais do estado social liberal, portanto, de que era necessario um "salvador da pátria", a la Collor de Melo, anos 90, para resolver tais mazelas.
No entanto, propositadamente, 'esquecerem' de nos dizer de que na verdade, a crise do capital tinha tirado alguns privilégios, em especial, da classe média, fazendo com que, esses setores, aliados a setores conservadores da grande burguesia, igrejas, agronegócio e ao capital especulativo nacional e internacional, reagissem contrariamente as políticas públicas de inclusão social, preconizado nos governos petistas, de caráter social liberal, meio kerneisiano, meio gramasciano de Lula e Dilma.
Portanto, é dentro dessa nova conjectura político ideológica que o novo ministro da educação, de perfil direitista e anti trabalhador, vem propondo novas nuances na educação superior. Falam-se em até cobrarem mensalidades nas universidades federais, como forma de delimitarem as participações das classes C, D e E no ensino superior, em privilégios das classes A e B, formadoras das elites dominantes historicamente.
É bom lembrar de que o atual ministro da educação indicado por Jair Bolsonaro é um estrangeiro da Colombia, opinando e dirigindo os rumos da educação nacional.
Portanto, precisam-se de uma mobilização de todos, em especial, da juventude, no intuito de derrubar esse estrangeiro do comando da educação brasileira.
Imaginem os senhores, se fossem o Lula ou a Dilma que tivessem indicado um estrangeiro para dirigir a educação nacional?
Preconiza o Art. 6° da nossa Constituição Federal de que são direitos sociais a educação... sendo que os direitos sociais, nele incluso, a educação, assim como os demais direitos fundamentais, possuem aplicabilidade imediata e a omissão por parte do poder público na regulamentação de alguma regra ali prevista, pode ser tutelada por meio da impretação do Mandado de Injunção.
Em conclusão, a fala irresponsável, leviana e elitista do ministro da educação de Jair Bolsonaro, o colombiano Rossieli Soares, de que "a educação superior é para uma elite intelectual e não para qualquer um", nos mostram que esse governo de ideologia de extrema direita, veio para ratificar um passado, não muito distante, em que jovens e adultos das classes C, D e E, ou seja, de origem humilde financeiramente, não tinham acesso quase nenhum ao ensino superior.
É bem verdade que nos últimos 20 anos, essa distância, que ainda é absurdamente grande, vinha em um processo de inclusão desses segmentos ao ensino superior. Dentro dessa nova conjectura, várias novas universidades e centros técnicos federais foram inaugurados, reabertos, reformados ou ampliados, elevando os números de estabelecimentos e de vagas, contemplando todas as classes sociais. Havia, portanto, uma certa conciliação de classes, alcançada, portanto, graças aos avanços e sucessos na economia, geração de emprego e certa ascensão social das classes B, C, D e até da E, levando o país a uma certa calma a priori.
Com o advento da crise do capital, iniciada no berço do capitalismo Estados Unidos e depois se espalhando mundo afora e chegando por último aqui no Brasil. Beneficiado pelas altas dos commodities como petróleo, agricultura, minérios e etc, que mantiveram a economia aquecida e um certo superávit na nossa balança comercial.
Com a chegada da crise, ainda que tardia, nos anos de 2013 e 2014, os setores da alta e média burguesia, delinearam o golpe parlamentar e usurparam o poder e junto a isso, começou a disciminação de ideologias de extrema direita, já em moda nos Estados Unidos e em parte da Europa, vendendo uma "falsa ideia" de que os problemas da crise, concentravam na corrupção, tráfico de drogas, aumento da violência, políticas protencionistas sociais do estado social liberal, portanto, de que era necessario um "salvador da pátria", a la Collor de Melo, anos 90, para resolver tais mazelas.
No entanto, propositadamente, 'esquecerem' de nos dizer de que na verdade, a crise do capital tinha tirado alguns privilégios, em especial, da classe média, fazendo com que, esses setores, aliados a setores conservadores da grande burguesia, igrejas, agronegócio e ao capital especulativo nacional e internacional, reagissem contrariamente as políticas públicas de inclusão social, preconizado nos governos petistas, de caráter social liberal, meio kerneisiano, meio gramasciano de Lula e Dilma.
Portanto, é dentro dessa nova conjectura político ideológica que o novo ministro da educação, de perfil direitista e anti trabalhador, vem propondo novas nuances na educação superior. Falam-se em até cobrarem mensalidades nas universidades federais, como forma de delimitarem as participações das classes C, D e E no ensino superior, em privilégios das classes A e B, formadoras das elites dominantes historicamente.
É bom lembrar de que o atual ministro da educação indicado por Jair Bolsonaro é um estrangeiro da Colombia, opinando e dirigindo os rumos da educação nacional.
Portanto, precisam-se de uma mobilização de todos, em especial, da juventude, no intuito de derrubar esse estrangeiro do comando da educação brasileira.
Imaginem os senhores, se fossem o Lula ou a Dilma que tivessem indicado um estrangeiro para dirigir a educação nacional?
quarta-feira, 23 de janeiro de 2019
NOSTALGIAS DE AMOR
Por Jeorge Cardozo
Começo a arrepender-me deste amor. Não que ela me canse; eu não tenho nostalgias adolescentes de quem pulou fase, e, realmente, só expilo suspiros acordados dos desejos escaldantes da segunda idade, explicitos no desejar, pegar, acariciar... boca, lábios, seios, pernas, bunda... bunda que não canso em tocá-la, de monte não ouso chamá-la; na eloquência dos desejos latentes... penetrando as minhas mãos por sua entranha molhada pelos desejos escondidos de mulher perdida na sua solidão, abandonada por falsos amantes. Mas o teu amor é enfadonho, não tem cheiro de excreção vaginal, traz certa contração paralisante, vício indelevel da imensa morosidade, ínfimo, porque o maior defeito deste amor és a tua imobilidade nostálgica do "Príncipe Encantado", que a muito, não mais existe. Tu não têm pressa ao balanço das horas, tu amas as nostalgias de um passado que não mais volta, o estilo lento e paralisante no horizonte flora... e quando ela acordou das suas nostalgias adormecidas, a própria natureza já os tinham levados os seus sonhos de amor perfeito, pois, a natureza é uma propriedade inexorável, não perdoa, leva, distantemente, poderosamente, utilmente...
Começo a arrepender-me deste amor. Não que ela me canse; eu não tenho nostalgias adolescentes de quem pulou fase, e, realmente, só expilo suspiros acordados dos desejos escaldantes da segunda idade, explicitos no desejar, pegar, acariciar... boca, lábios, seios, pernas, bunda... bunda que não canso em tocá-la, de monte não ouso chamá-la; na eloquência dos desejos latentes... penetrando as minhas mãos por sua entranha molhada pelos desejos escondidos de mulher perdida na sua solidão, abandonada por falsos amantes. Mas o teu amor é enfadonho, não tem cheiro de excreção vaginal, traz certa contração paralisante, vício indelevel da imensa morosidade, ínfimo, porque o maior defeito deste amor és a tua imobilidade nostálgica do "Príncipe Encantado", que a muito, não mais existe. Tu não têm pressa ao balanço das horas, tu amas as nostalgias de um passado que não mais volta, o estilo lento e paralisante no horizonte flora... e quando ela acordou das suas nostalgias adormecidas, a própria natureza já os tinham levados os seus sonhos de amor perfeito, pois, a natureza é uma propriedade inexorável, não perdoa, leva, distantemente, poderosamente, utilmente...
sexta-feira, 11 de janeiro de 2019
O MITO QUE NUNCA FOI MITO
por Jeorge Cardozo
Ouvimos nas redes sociais de que o então candidato Bolsonaro era um mito, (mas, esqueceram também que mito são estorias ficticias que, contada por muito tempo, passa a ser falsa verdade) e de que a sua candidatura, juntamente com o general Mourão, tinha o objetivo de moralizar o Brasil.
Pois bem, nem bem tomou posse, o que já se ver, são as notícias negativas e os mesmos rumos do passado, pois, acabaram de tomarem posses e os privilégios em famílias, são as notícias do momento.
Em menos de quinze dias de governo, o então filho do general Mourão recebeu uma promoção com salários astronômico para a realidade caótica da economia nacional.
Quando dizímos lá atrás de que esse presidente que, a posteriori, tinha passado longos 28 anos no congresso e nada fez, a não ser triplicar o patrimônio familiar, diziam que era implicação de esquerdista e agora as primeiras ações desse governo, mostram que as criticas feitas estavam certas. É bem verdade que ainda estar iniciando, mas, como diz o ditado, são nas primeiras ações que mostramos quem somos enfim, o mito que nunca foi mito... estamos de olhos.
Ouvimos nas redes sociais de que o então candidato Bolsonaro era um mito, (mas, esqueceram também que mito são estorias ficticias que, contada por muito tempo, passa a ser falsa verdade) e de que a sua candidatura, juntamente com o general Mourão, tinha o objetivo de moralizar o Brasil.
Pois bem, nem bem tomou posse, o que já se ver, são as notícias negativas e os mesmos rumos do passado, pois, acabaram de tomarem posses e os privilégios em famílias, são as notícias do momento.
Em menos de quinze dias de governo, o então filho do general Mourão recebeu uma promoção com salários astronômico para a realidade caótica da economia nacional.
Quando dizímos lá atrás de que esse presidente que, a posteriori, tinha passado longos 28 anos no congresso e nada fez, a não ser triplicar o patrimônio familiar, diziam que era implicação de esquerdista e agora as primeiras ações desse governo, mostram que as criticas feitas estavam certas. É bem verdade que ainda estar iniciando, mas, como diz o ditado, são nas primeiras ações que mostramos quem somos enfim, o mito que nunca foi mito... estamos de olhos.
sábado, 29 de dezembro de 2018
-NOSTALGIAS DE HELENA TEONILA
por Helena Teonila
Coisas de Helena Teonila: Varandas e Fios
Hoje me vejo na varanda, tecendo a vida, envolvida pelo ar nostálgico do meu Boulevard. Me sinto entrelaçada como seus fios sem fim que se encontram num energia única.
No silêncio ouço os sons da rua, as folhas da árvore, o vento, uma música instrumental em alguma casa, os passos de alguém na rua, um casal conversando e rindo e , por um segundo, ouço um assobio bem longe. Minha memória se reporta a ela e meu olhar percorre os fios para outra varanda da rua, a que ela assobiava todos os dias quando eu saía ou chegava, mas ela não estava mais alí.
E ao lembrar dela, da varanda percorro outros fios e me vejo nas varandas da infância. Eram duas, uma no térreo e, a outra, no 1º andar. Eram lindas com suas portas de arcos, pedras pretas em contraste com a cor branca da casa, pinhas, gradil e losangos de azulejos portugueses decorando as suas fachadas.
A vejo na varanda me chamando para entrar. Me vejo na rua brincando de picula, esconde- esconde, elástico, bicicleta, baleado, salada de frutas...
Ela vivia tão apressada que, uma vez, foi para o terminal de ônibus de anágua, sendo salva pelo fiscal de transportes que avisou que estava sem a saia. A vejo chegando em casa para colocar a saia as gargalhadas pelo ocorrido. Outras vezes foi de sandália japonesa e com pés de sapatos diferentes. Deu risadas de todas.
Era guerreira. Trabalhava três turnos e cuidava das tarefas domésticas, mas a vejo na varanda me segurando pelos braços e olhando fixamente para mim com seus lindos olhos verdes e dizendo: "minha filha, hoje você está tão linda". E, isso, era dito quase todos os dias.
Lembro dela lendo a oração da famíla no Natal. A oração ficava numa escultura em formato de livro que terminou quebrando ao cair.
Da varanda, também o conheci, mas minha memória não percorre o fio, talvez porque ele estava numa janela.
Então, da varanda lembro de outra varanda e percorro mais um fio me transportando para outro lugar. Sinto o cheiro do seu refogadinho de verdura, bolo de aimpim, cafezinho, feijão doce e moqueca de ostra. As rosas meninas não estão mais lá, mas toda vez que passo a vejo cuidando delas na varanda com seus cabelos de rinsagem, vestidinho de botões na frente, bolsos e cintinho. Era tão baixinha. Gostava de chinelinhos de contas coloridas comprados em lojas de chineses.
Abro um sorriso largo ao lembrar que sempre fui considerada por todos como sua preferida. Lembro de outro sorriso. Ele sempre o carregava no rosto. Adorava fazer cócegas na gente. Era tão eloquente...
Novamente pego o caminho de outro fio me transportando. Lembro da casa dele sempre cheia de pessoas, do copo de whisky com pedras de gelo de coco que era sagrado quando ele chegava do trabalho, das pessoas em volta da mesa jogando buraco, das quadrilhas improvisadas que dançávamos no São João, da piscina pequena, mas que cabia todos, da mesa de sinuca, do pastor alemão latindo , da rampa por onde chegavam as pessoas da famíla e vizinhos, dos quitutes de Regina e da varanda ... Me vejo olhando o mar daquela varanda. Como era calmo, sem ondas, mas tinha um muro que não nos deixava chegar até ele.
Percorro o caminho de volta a minha varanda por outro fio. Ouço uma guitarra tocando um blues, olho sorridente para o prédio ao lado, mas o vejo estendido inerte e lembro que, ele , também, não está mais lá. Lembro das nossas conversas. Adorava ouvir os seus ensinamentos sobre música, as suas histórias passadas, seus conselhos. e a sua história de amor com sua esposa. Ele me disse que iria fazer um casamento surpresa para ela depois de anos juntos. Acho que estavam juntos há 17 ou 22anos. A minha memória apagou o tempo que ele me disse. Ele partiu, um mês antes da sonhada festa de casamento, por um fio que o levou a outra dimensão da existência. Contei para ela um dia após a sua despedida. Naquele momento ela silenciou a sua dor.
De repente sorrio de novo ao lembrar dele me cumprimentando como sempre fez: "oi, menina".
Penso que a vida é formada por fios que se entrelaçam e nos levam as nossas varandas. Às vezes pensamos que a energia foi interrompida no caminho, mas sempre haverá postes alicerçados nos conduzindo àqueles que amamos. E, eles, estão lá, na varanda, nos esperando.
Volto ao emaranhado dos fios do meu Boulevard, meu olhar se volta para o início da rua e tenho a sensação de que alguém vai chegar.
A música continua a tocar e aquela sensação gostosa de frio na barriga de quem espera por alguém toma conta do meu corpo, sinto meu coração bater mais forte e meu rosto enrusbecer. Uma lágrima e um sorriso se misturam na minha face.
Como gosto de esperar alguém na varanda. Será que é aquela menina tão linda que vai chegar?
( Em memória dos que partiram para varandas em outra dimensão) Helena Teonila
Coisas de Helena Teonila: Varandas e Fios
Hoje me vejo na varanda, tecendo a vida, envolvida pelo ar nostálgico do meu Boulevard. Me sinto entrelaçada como seus fios sem fim que se encontram num energia única.
No silêncio ouço os sons da rua, as folhas da árvore, o vento, uma música instrumental em alguma casa, os passos de alguém na rua, um casal conversando e rindo e , por um segundo, ouço um assobio bem longe. Minha memória se reporta a ela e meu olhar percorre os fios para outra varanda da rua, a que ela assobiava todos os dias quando eu saía ou chegava, mas ela não estava mais alí.
E ao lembrar dela, da varanda percorro outros fios e me vejo nas varandas da infância. Eram duas, uma no térreo e, a outra, no 1º andar. Eram lindas com suas portas de arcos, pedras pretas em contraste com a cor branca da casa, pinhas, gradil e losangos de azulejos portugueses decorando as suas fachadas.
A vejo na varanda me chamando para entrar. Me vejo na rua brincando de picula, esconde- esconde, elástico, bicicleta, baleado, salada de frutas...
Ela vivia tão apressada que, uma vez, foi para o terminal de ônibus de anágua, sendo salva pelo fiscal de transportes que avisou que estava sem a saia. A vejo chegando em casa para colocar a saia as gargalhadas pelo ocorrido. Outras vezes foi de sandália japonesa e com pés de sapatos diferentes. Deu risadas de todas.
Era guerreira. Trabalhava três turnos e cuidava das tarefas domésticas, mas a vejo na varanda me segurando pelos braços e olhando fixamente para mim com seus lindos olhos verdes e dizendo: "minha filha, hoje você está tão linda". E, isso, era dito quase todos os dias.
Lembro dela lendo a oração da famíla no Natal. A oração ficava numa escultura em formato de livro que terminou quebrando ao cair.
Da varanda, também o conheci, mas minha memória não percorre o fio, talvez porque ele estava numa janela.
Então, da varanda lembro de outra varanda e percorro mais um fio me transportando para outro lugar. Sinto o cheiro do seu refogadinho de verdura, bolo de aimpim, cafezinho, feijão doce e moqueca de ostra. As rosas meninas não estão mais lá, mas toda vez que passo a vejo cuidando delas na varanda com seus cabelos de rinsagem, vestidinho de botões na frente, bolsos e cintinho. Era tão baixinha. Gostava de chinelinhos de contas coloridas comprados em lojas de chineses.
Abro um sorriso largo ao lembrar que sempre fui considerada por todos como sua preferida. Lembro de outro sorriso. Ele sempre o carregava no rosto. Adorava fazer cócegas na gente. Era tão eloquente...
Novamente pego o caminho de outro fio me transportando. Lembro da casa dele sempre cheia de pessoas, do copo de whisky com pedras de gelo de coco que era sagrado quando ele chegava do trabalho, das pessoas em volta da mesa jogando buraco, das quadrilhas improvisadas que dançávamos no São João, da piscina pequena, mas que cabia todos, da mesa de sinuca, do pastor alemão latindo , da rampa por onde chegavam as pessoas da famíla e vizinhos, dos quitutes de Regina e da varanda ... Me vejo olhando o mar daquela varanda. Como era calmo, sem ondas, mas tinha um muro que não nos deixava chegar até ele.
Percorro o caminho de volta a minha varanda por outro fio. Ouço uma guitarra tocando um blues, olho sorridente para o prédio ao lado, mas o vejo estendido inerte e lembro que, ele , também, não está mais lá. Lembro das nossas conversas. Adorava ouvir os seus ensinamentos sobre música, as suas histórias passadas, seus conselhos. e a sua história de amor com sua esposa. Ele me disse que iria fazer um casamento surpresa para ela depois de anos juntos. Acho que estavam juntos há 17 ou 22anos. A minha memória apagou o tempo que ele me disse. Ele partiu, um mês antes da sonhada festa de casamento, por um fio que o levou a outra dimensão da existência. Contei para ela um dia após a sua despedida. Naquele momento ela silenciou a sua dor.
De repente sorrio de novo ao lembrar dele me cumprimentando como sempre fez: "oi, menina".
Penso que a vida é formada por fios que se entrelaçam e nos levam as nossas varandas. Às vezes pensamos que a energia foi interrompida no caminho, mas sempre haverá postes alicerçados nos conduzindo àqueles que amamos. E, eles, estão lá, na varanda, nos esperando.
Volto ao emaranhado dos fios do meu Boulevard, meu olhar se volta para o início da rua e tenho a sensação de que alguém vai chegar.
A música continua a tocar e aquela sensação gostosa de frio na barriga de quem espera por alguém toma conta do meu corpo, sinto meu coração bater mais forte e meu rosto enrusbecer. Uma lágrima e um sorriso se misturam na minha face.
Como gosto de esperar alguém na varanda. Será que é aquela menina tão linda que vai chegar?
( Em memória dos que partiram para varandas em outra dimensão) Helena Teonila
quarta-feira, 26 de dezembro de 2018
O PRESIDENTE BESTA FERA DIVIDIU O BRASIL
por Jeorge Cardozo
O presidente eleito que durante o processo eleitoral acusara o PT de ter dividido o Brasil, agora depois de eleito, tem mostrado que não passa de um fanfarrão e divulgador de fakes news.
Olha a composição do seu futuro ministros, só aparece figuras do sul e do sudeste do Brasil. Enquanto o Norte e Nordeste não foi contemplado.
Portanto, contrariamente as suas mentiras divulgadas durante o processo eleitoral de que o PT dividiu o país, cai por terra e mostra, de fato, quem realmente estar por dividir novamente o Brasil. Voltamos ao passado de quando o Norte e Nordeste, não tinham vezes nas políticas implementadas pelos sulistas em detrimento do Norte e Nordeste.
Portanto, os avanços conquistados pelos estados dessas regiões, durante as gestões petistas, estarão com os dias contados. É de conhecimentos de todos as declarações da besta fera nas redes sociais, onde menosprezava essas regiões e sua gente.
Portanto, vamos ficarmos de olhos e reagirmos a qualquer tentativa de novo isolamento dessas regiões.
O presidente eleito que durante o processo eleitoral acusara o PT de ter dividido o Brasil, agora depois de eleito, tem mostrado que não passa de um fanfarrão e divulgador de fakes news.
Olha a composição do seu futuro ministros, só aparece figuras do sul e do sudeste do Brasil. Enquanto o Norte e Nordeste não foi contemplado.
Portanto, contrariamente as suas mentiras divulgadas durante o processo eleitoral de que o PT dividiu o país, cai por terra e mostra, de fato, quem realmente estar por dividir novamente o Brasil. Voltamos ao passado de quando o Norte e Nordeste, não tinham vezes nas políticas implementadas pelos sulistas em detrimento do Norte e Nordeste.
Portanto, os avanços conquistados pelos estados dessas regiões, durante as gestões petistas, estarão com os dias contados. É de conhecimentos de todos as declarações da besta fera nas redes sociais, onde menosprezava essas regiões e sua gente.
Portanto, vamos ficarmos de olhos e reagirmos a qualquer tentativa de novo isolamento dessas regiões.
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